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sábado, 29 de junho de 2013

Queda na aprovação do atual Governo

Aprovação a gestão Dilma tem maior queda e vai a 30%, aponta Datafolha.
Há três semanas, antes do começo dos protestos, aprovação era de 57%.
Pesquisa divulgada pelo jornal 'Folha de S.Paulo' ouviu 4.717 pessoas.



A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu para 30%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (29) pelo jornal "Folha de S.Paulo". O número de eleitores que consideram o governo bom ou ótimo caiu 27 pontos percentuais desde o início dos protestos no país. Há três semanas, a aprovação era de 57%. De acordo com o instituto, é a maior queda de popularidade registrada desde o início da gestão Dilma.

A pesquisa foi realizada na quinta (27) e sexta (28) com 4.717 pessoas, em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. É a segunda vez desde que a presidente assumiu o cargo, em 2011, que sua avaliação cai acima da margem de erro da pesquisa. Em março, o índice de aprovação do governo atingiu 65%.

O percentual de pessoas que consideram a gestão Dilma ruim ou péssima passou de 9% para 25%, segundo a pesquisa. A nota média da presidente, numa escala de 0 a 10, caiu de 7,1 para 5,8.

Os entrevistados pelo Instituto Datafolha também avaliaram o desempenho da presidente em relação aos protestos. O levantamento apontou que, para 32%, a postura de Dilma foi ótima ou boa. Outros 38% julgaram como regular e 26% avaliaram como ruim ou péssima.

Diante das manifestações em centenas de cidades brasileiras, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento na TV no dia 21 de junho e propôs aos 27 governadores e aos 26 prefeitos de capitais convidados por ela para reunião no Palácio do Planalto, no dia 24, a adoção de cinco pactos nacionais: por responsabilidade fiscal, reforma política, saúde, transporte, e educação.

Plebiscito
A pesquisa Datafolha mostra ainda que 68% dos entrevistados apoiam a ideia de um plebiscito para consultar a população sobre questões ligadas à reforma política. Outros 19% disseram que Dilma agiu mal ao propor a ideia, e 14% não souberam responder.

O instituto diz ainda que 73% dos pesquisados são favoráveis à criação de uma constituinte para elaborar uma reforma política. Sobre esse tema, 15% mostraram-se contrários à proposta.

Economia
O Datafolha também avaliou a expectativa dos entrevistados em relação à inflação: 54% acham que o índice vá aumentar. No último levantamento, 51% afirmaram acreditar no aumento. Para 44% o desemprego vai crescer, enquanto na pesquisa anterior o índice era de 36%. Segundo o instituto, 38% acreditam que o poder de compra do salário vai cair, aumento de 11 pontos percentuais em relação ao último levantamento.
(fonte: Do G1, em Brasília)

Médicos residentes protestam em frente ao Planalto

 ...dia 28 de junho de 2013

 
Manifestantes seguiram na Esplanada gritando: “Ei, Dilma, vai tratar do SUS”


Um grupo com cerca de 250 médicos residentes faz um protesto, no início da noite desta sexta, em frente ao Palácio do Planalto, contra a decisão de Dilma de chamar médicos estrangeiros para atuar no Brasil.

Os participantes do ato percorreram a avenida W3 Sul e depois seguiram para a Esplanada gritando o lema "Ei, Dilma, vai tratar do SUS". Os manifestantes carregavam cartazes e entre alguns dizeres estavam "queremos saúde padrão Fifa" e "médico tem, falta gestão e respeito".

O grupo se posicionou atrás de grades que protegiam o Palácio. Por causa da manifestação, o trânsito na via foi bloqueado em um dos sentidos de rolagem.

O ato é promovido pela Associação Brasiliense de Médicos Residentes (Abramer) e pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF). Uma das manifestantes, que preferiu não se identificar, disse que "se quiserem trazer médicos de outros países, que sejam submetidos ao Revalida". O Revalida é o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos. O Portaria Interministerial que institui o Revalida foi publicada no dia 18 de março de 2011.
(Correio do povo -  Crédito: Valter Campanato / ABr / CP)

10 Evidências de que o passe livre é uma idéia estúpida e cara


Não é preciso ser um Milton Friedman para perceber que certas idéias são ruins do ponto de vista econômico. Aqui eu apresentarei o que considero dez boas razões para crer que o passe livre é uma idéia estúpida de viés socialista e que custaria muito mais do que aquilo que pagamos pelo atual serviço privado.


Apresentarei 10 argumentos considerando principalmente a hipótese de estatização dos transportes coletivos, mas não apenas ela.


1 - Em caso de estatização do serviço, funcionários dos transportes coletivos serão funcionários públicos, ou seja: ao invés de as empresas privadas pagarem os seus salários, nós, contribuintes, é que iremos arcar com suas folhas de pagamento e todas aquelas regalias típicas do funcionalismo público;

2 - Em caso de estatização e se os governos decidirem contratar empresas terceirizadas, pagaremos muito mais caro do que hoje, pois estas empresas seriam super-remuneradas para darem conta de pagar seus funcionários e ainda obterem lucros. Além disso, as licitações nem sempre resultariam em bons serviços, visto que quem vence é quem dá a melhor proposta considerando mais a relação custo/benefício do que a qualidade;

3 - Fazer os mais ricos pagarem mais impostos para custear um 'Fundo de Transportes' que tornaria a tarifa gratuita também não é justo. Pessoas mais ricas já pagam mais impostos, pois consomem mais, costumam ter empresas que pagam pesados tributos e já dão a sua 'contrapartida' gerando emprego e renda. Sobretaxar as maiores fortunas não é justiça social: é uma injustiça com fundo demagógico.

4 - Estatizar os transportes afugentaria investidores do Brasil e poderia causar desemprego e recessão, pois significaria uma ingerência indevida do Estado no livre mercado e possível prenúncio de outras medidas socializantes;

5 - Em caso de estatização, todos os custos com a manutenção dos ônibus e metrôs, renovação de frotas e abastecimento, que hoje ficam a cargo das empresas privadas, seriam bancados pelo governo, ou seja, pelos contribuintes, e isto seria feito aumentando impostos;

6 - Parafraseando uma sábia máxima da economia, podemos dizer que toda pessoa inteligente sabe que não existe isso de transporte grátis: poderemos até rodar a catraca livremente, mas só faremos isso porque na verdade a passagem já terá sido paga por nós antecipadamente, através dos impostos;

7 - Em caso de estatização, a qualidade do serviço fatalmente diminuirá. Isto é o que a experiência brasileira demonstra. Empresas privadas precisam manter um certo controle de qualidade, e os seus funcionários 'andam na linha', pois sabem que podem ser demitidos por uma simples reclamação de um passageiro. Além disso, como essas empresas visam o lucro, cortam todos os gastos supérfluos e evitam ao máximo os desperdícios. Com o serviço estatizado, tudo indica que coisas como metas, produtividade e bom atendimento passariam para o último plano, resultando num serviço ruim e muito mais caro do que o atual;

8 - Com a estatização e o emprego de funcionários públicos nos transportes, se houver uma discussão mais ríspida entre um motorista ou cobrador de ônibus e um passageiro ou condutor de outro veículo, por exemplo, por causa de um acidente de trânsito ou de um troco errado, os cidadãos envolvidos poderão ser processados por desacato a funcionário público;

9 - Na hipótese de a tarifa ser zero para estudantes [como está para ser feito em Goiânia] e o custo dos 50% restantes [estudantes já pagam meia] ser subsidiado pelo governo, quem de fato pagará o subsídio serão os trabalhadores, muitos deles mais pobres do que os estudantes beneficiados. No caso de Goiás, a medida supostamente beneficiará somente alunos pobres. Ainda assim, a sociedade terá de pagar por isso, e sem ter sido consultada;

10 - Corrupção, cargos de confiança, cabides de empregos, burocracia e políticos profissionais no comando das empresas de transporte coletivo: este seria o provável quadro do transporte público estatizado e nas mãos dos políticos. Além de mais caro, sendo pago com os nossos impostos, ainda seria mal administrado e daria espaço aos malditos cargos inúteis da burocracia estatal. 
 

Enfim, defender a estatização dos transportes coletivos é coisa de gente que acha errado empresas lucrarem para oferecer este serviço à população dentro das regras do jogo, ou seja: é coisa de quem não gosta do capitalismo, e isto condiz muito bem com o perfil dos 'apartidários mas não anti-partidários' but mui socialistas membros do MPL. Tirar da iniciativa privada esta importante fatia do mercado significaria ao mesmo tempo enfraquecer o sistema e fortalecer no brasileiro a crença de que deve esperar que as soluções para todos os seus problemas venham do Estado, um Estado que assim receberia justificação para se tornar cada vez maior e, consequentemente, mais caro, mais poderoso e menos sujeito à vontade dos cidadãos, tal como todo Estado socialista é e sempre foi.
(Óbvio Relativo)

terça-feira, 25 de junho de 2013

Oito dicas pra não pagar mico em tempos de manifestações


Por Sidney Braga


1- Não compartilhe o vídeo dos atores da Globo contra Belo Monte. Esse vídeo de 2011 está cheio de informações falsas. Inclusive alguns atores que gravaram o vídeo se arrependeram depois de descobrir que o que eles disseram não era bem assim.


2- Não diga que foram gastos 30 bilhões em estádios. Na verdade, foram gastos 7 bilhões, que é coisa pra caramba. Desses 7 bilhões, grande parte é emprestado pelo governo federal, mas a maior fatia será paga pela iniciativa privada. Os outros 23 bilhões foram investimentos em infraestrutura, transporte e aeroportos. Inclusive, o investimento em transporte é uma das reivindicações dos protestos.


3- Nunca peça pro governo gastar com saúde o mesmo que se gastou com estádio de futebol. Nos 7 anos de preparação para a Copa, foram gastos aproximadamente 7 bilhões com estádios. Neste mesmo período, foram gastos mais de 500 bilhões com saúde. Então se vc fizer isso, na prática vc ta pedindo pra reduzir consideravelmente os gastos com saúde. Gastos com saúde nunca são demais. Então cuidado pra não pedir a coisa errada.

4- Não peça um presidente pra garantir que algum político seja preso. Isso é papel do poder Judiciário. O manifesto deve ser endereçado a este poder.


5- Não peça um presidente pra impedir a votação de uma lei ou PEC. Isso é prerrogativa do Congresso. O manifesto deve ser endereçado aos parlamentares.


6- Não peça um presidente pra cassar o mandato de algum deputado ou senador. Isso é papel das casas legislativas. Está escrito no artigo 55 da Constituição Federal.

7- Nunca peça pra fechar o Congresso e acabar com os partidos. O último presidente que fez isso foi um Marechal. Tal ato aconteceu em 1968 e foi nada menos do que o temido AI-5 da ditadura.


8- Não compartilhe aquelas informações falsas sobre o auxílio reclusão. O auxílio reclusão é um benefício pago à família do detento que contribuiu com o INSS, logo ele está recebendo um valor pelo qual já pagou anteriormente. O detento deve ser punido, não sua família.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

“Este mega evento pode aprofundar os problemas do Brasil”, diz Romário no The Guardian

Artigo publicado no jornal britânico The Guardian, nesta segunda-feira (24).


A Copa das Confederações que se realiza no Brasil, evento preparatório à Copa do Mundo de Futebol de 2014, divide o espaço do noticiário com oportunos e frequentes movimentos de rua para que o governo federal dê novos rumos à sua política econômica, principalmente.


Pentacampeão mundial, o Brasil esportivo sempre cultivou o senso comum de que o futebol alienava a população dos problemas sociais. Mas, ironicamente, é a preparação do País para receber a Copa do Mundo que acaba mobilizando brasileiros. Levantando a bandeira sem cor partidária, a população pede o fim da corrupção e do desperdício do dinheiro público, lamentavelmente tão comum em nosso Brasil. Mas os jovens ignoraram o forte apelo do futebol no congraçamento de povos e nações e passaram a promover pacíficas passeatas nas capitais.


Em momento oportuno, essas fortes manifestações populares ocorrem em plena Copa das Confederações, reforçando o ambiente democrático que vivemos. É da rua que vem o apelo para o fortalecimento do Judiciário, por exemplo. Com legislação frágil, é comum se prorrogar o cumprimento das decisões da Suprema Corte, contribuindo para o avanço da corrupção e impunidade dos ladrões do dinheiro público.


Como deputado de primeiro mandato e já em meu terceiro ano legislativo, sinto-me à vontade para criticar, porque há bom tempo me manifesto contra algumas barbaridades que por aqui ocorrem.


Estive com o governo federal quando o Brasil conquistou a sede da Copa do Mundo. Naquele momento, os dirigentes do país e nossa realidade política e econômica eram outras. As projeções para que o Mundial fosse um instrumento eficaz para geração de empregos e renda, promoção do turismo e fortalecimento da imagem do Brasil incentivaram-me a apoiar a proposta para receber a Copa.


Como campeão do mundo, tenho a dimensão do gigantismo e do poder desse evento para as cidades-sedes, em geral. Porém, fomos atingidos, também, pelas turbulências da economia mundial, aqui repercutindo na necessidade de o governo redimensionar sua política de gastos e investimentos, mas sem prejudicar a liberação de recursos para a Copa, mantendo os compromissos firmados com a poderosa FIFA.


Assim, a preparação das cidades para a Copa do Mundo passou a ter prioridade sobre outras necessidades da população. Os financiamentos foram direcionados para obras do futebol, em detrimento da saúde, da educação e da segurança, principalmente. A falta de investimentos na educação, por exemplo, contribuiu para que crescesse o número de pessoas sem ocupação, repercutindo, lamentavelmente, em desocupados que foram para as ruas, aumentando a insegurança nas principais capitais do país.


Em muitas cidades, a situação das instalações escolares é deplorável, sem condições mínimas para que ali se processe um aprendizado adequado pelos jovens. Os professores da rede pública, por sua vez, são muito mal remunerados. A desmotivação desses profissionais repercute no desempenho de suas funções e o resultado dessa falta de prioridades para o setor é que o Brasil figura em penúltimo lugar no índice de qualidade da educação, num ranking de 39 países, segundo a empresa Pearson. Pior: um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no abandona a escola antes de completar a última série, segundo Relatório de Desenvolvimento 2012 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNDU).


Na área da saúde a situação é grave e preocupante. São comuns os casos de doentes que recorrem aos hospitais públicos e têm seus problemas agravados pela falta de profissionais e até medicamentos para os primeiros socorros. Seguidamente, a imprensa registra mortes de pacientes em longas filas de hospitais, sem que ele tenha o atendimento inicial. Quem responde por essa irresponsabilidade criminosa?


Os problemas na educação, saúde e segurança vêm de governos anteriores, colocando o país em situação de vulnerabilidade social, apesar do fortalecimento dos índices de nossa economia. O país está entre as 10 maiores potências mundiais, mas como entender esse honroso ranking diante de necessidades extremas da população, com prejuízos sociais evidentes?


É nesse contexto que o Brasil se prepara para 2014. Não creio que a Copa resolva todos os nossos problemas, mas, como tenho dito, há um grande risco de que esse megaevento aprofunde os que já temos.


Ainda no governo do então presidente Lula da Silva, a proposta era termos um evento com participação maciça da iniciativa privada e transparência nos gastos públicos. Ocorreu exatamente o contrário. De um orçamento inicial de R$ 25,5 bilhões para estádios, mobilidade urbana, melhorias em portos e aeroportos, temos, hoje, investimentos de R$ 28 bilhões, segundo o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luiz Fernandes. Mas, na minha avaliação, este orçamento ainda pode aumentar muito.


Por que estamos organizando a mais cara das últimas Copas, sem os legados comunitários prometidos? A Copa no Brasil já está custando espetaculares R$ 28 bilhões de financiamentos e investimentos públicos, quase três vezes o aplicado na Alemanha, em 2006, e no Japão, em 2002. E o que dizer da África do Sul, que gastou quatro vezes menos do que o Brasil, R$ 7,1 bilhões? Além disso, os gastos de todas as cidades sedes foram além do previsto na reforma ou construção dos seus estádios. Em Brasília, capital da República, o Tribunal de Contas do Distrito Federal identificou o pagamento de serviços em dobro e até de serviços não realizados. Além disso, do orçamento inicial de R$ 650 milhões, o estádio de Brasília já consumiu R$ 1,2 bilhão, praticamente o dobro do previsto inicialmente.


Quanto às obras de mobilidade urbana para melhorar o tráfego nas cidades sede a situação é caótica. Dos 82 empreendimentos previstos, 25 não cumpriram o cronograma e apenas três mantêm orçamentos atualizados e prazos em dia. Se forem concluídas, estas reformas representarão apenas 5% do que estava previsto. Uma vergonha para o governo e ótimos motivos para a população protestar, com razão.


São números como esses que nos deixam indignados e contribuem para que apoiemos as manifestações populares, a fim de inverter a lógica desse sistema que privilegia o capital em detrimento do social. Não será para no estádio de futebol que os brasileiros buscarão a cura para suas doenças. E já não encontram socorro nos hospitais públicos, pois esse sistema está falido e precisa de uma reação enérgica do governo, sob pena de fragilizar a autoridade institucional.


Enquanto isso, a FIFA anuncia que terá um lucro de R$ 4 bilhões com a Copa no Brasil, livre de impostos. Esse contraste de lucro fácil contrasta com a total ausência de legados efetivos, como os da mobilidade urbana. A presidenta Dilma Rousseff repete o ex-presidente Lula, afirmando que realizaremos “a melhor Copa de todos os tempos”. Não creio, pois falhamos no item básico, o de deixar à população um legado que orgulhasse a todos nós. Até aqui, só a FIFA está lucrando e é por isso, também, que a população vai às ruas para protestar, com razão.
(fonte:The Guardian)

sábado, 22 de junho de 2013

O PRONUNCIAMENTO QUE O BRASIL MERECE


Dilma olha para a câmera e diz, em rede nacional (*):

"Boa noite. Tenho uma boa notícia: a voz das ruas foi ouvida. Chegou aos palácios, ao Congresso, às assembleias, às câmaras, aos ministérios, às secretarias. Não vou me ocupar dos vândalos. São caso de polícia. Vou me ocupar do Brasil - que grita legitimamente por um Brasil melhor. Parecem palavras gastas, desacreditadas, inúteis, cansativas, entediantes : "um Brasil melhor". Não são.

O que fazer depois que as ruas levantaram a voz? - todos se perguntam. Eu digo: chegou a hora de criar o que chamarei de "Agenda Positiva de Emergência" para o país.

Que agenda é esta? Pode ser a mais simples possível:

Estou convocando todos os partidos no Congresso para que, o mais rápido possível, tornem lei o que é desejo de tantos: a partir de agora, o orçamento para a educação será sumariamente duplicado, em todos os níveis. Eu disse: duplicado.

Fica proibida por lei uma vergonha mundial: uma professora primária não pode receber salário de R$ 1000 por mês! Uma escola não pode funcionar caindo aos pedaços. O efeito não aparecerá daqui a um ano ou dois. Aparecerá em uma geração. Tenho certeza de que ninguém se arrependerá.

As assembleias estaduais, as câmaras municipais, o Congresso Nacional farão uma revisão drástica de seus gastos. Eu disse: drástica. Deixarão de ser cabides de emprego. A Assembleia Legislativa do Rio tem 4.300 funcionários. Pergunto: quantos são indispensáveis ? Os bilhões economizados irão automaticamente para a educação.

Vai aparecer um tecnocrata para dizer: "mas as coisas são tão simples assim! Não é fácil tirar dinheiro de um lugar para botar em outro!". Eu digo: é, sim. Se o mecanismo não existe, que seja criado.

O número de ministérios será reduzido em dois terços a partir de segunda-feira. Ponto.

Os contratos das empreiteiras com os governos serão revisados item por item, letra por letra.

Corruptores e corruptos terão de ser expostos à execração pública e punidos como sempre mereceram - mas nunca foram.

Fica instituída a tarifa zero para o transporte público. Eu disse: tarifa zero. Hospital público é de graça. Por que o transporte não poderia ser ? É ingenuidade perguntar? Não! Chega de aplicar ao transporte público a lógica privada do lucro. Quanto custará aos governos esta novidade? Bilhões de reais. Eu disse: bilhões de reais. Mas tudo é uma questão de vontade política. Quando todo mundo quer, o dinheiro aparece.

Quando ficou decidido que o Brasil seria sede da Copa, tudo foi feito "num passe de mágica". Estádios gigantescos foram erguidos. Que venha a Copa. O Brasil espera o hexa. Mas. por que estradas, escolas, hospitais não podem ser construídos com tamanha rapidez e tamanha eficiência ?

"De graça" - aliás - é uma força de expressão. O que a gente diz que é "de graça" na verdade é pago com o imposto tirado do salário do trabalhador. Nada mais justo do que devolver a ele em forma de serviços públicos minimamente aceitáveis.

Corrupção - esta palavra maldita - passa a ser crime inafiançável. Político ou administrador flagrado com a mão em dinheiro público - ou privado ! - não poderá jamais voltar a ocupar cargos públicos. Aos ladrões, as penas da lei. É assim em qualquer lugar que se queira civilizado. Por que não haverá de ser assim no Brasil ?

Ofereço a "Agenda Positiva de Emergência" porque a voz das ruas diz que o Brasil cansou. E eu repito: cansou. Boa noite".

O operador apaga as luzes do estúdio. Dilma sai por uma porta lateral. Em que estará pensando ?

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(*) As cenas e as palavras de Dilma são, obviamente, imaginárias. Mas a vontade de que palavras assim fossem ditas parece real.

(Por Geneton Moraes Neto, sex, 21/06/13)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Vídeo anti Copa

Vídeo fantástico...
Esta brasileira lançou um vídeo anti Copa e chamou a atenção no exterior.
Assista em tela cheia.


'' BOLSA-COPA '' PARA MINISTROS , SERVIDORES E OFICIAIS

Governo paga diárias de ministros, oficiais e servidores para assistirem aos jogos
Leandro Mazzin


Sob o som do apito inicial da festa no Sábado, o Palácio do Planalto lançou discretamente um Bolsa-Copa para ministros da Esplanada, oficiais militares e servidores, tudo por conta do dinheiro público.


Na sexta-feira, dia 14, véspera da abertura da Copa das Confederações em Brasília, o governo publicou em edição extra no Diário Oficial da União o Decreto 8.028/13 , autorizando pagamento de diárias para quem quiser assistir aos jogos das Confederações nas seis capitais-sedes. Há tabelas dos valores das diárias, por categorias. (Veja abaixo).


O governo vai pagar diárias de hotel de até R$ 581 para ministros do primeiro escalão que quiserem assistir nos estádios. Para os comandantes das três Forças Armadas, o teto da diária é de R$ 406,70. As comitivas ainda poderão viajar nos jatos da FAB, por prerrogativa dos cargos.


Apesar de bases militares com alojamentos do Exército e Aeronáutica em todas as seis capitais-sedes – Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Rio e BH -, os benefícios se estendem aos comandantes, oficiais e servidores militares que forem escalados para se deslocar. O governo ainda incluiu Manaus no roteiro.



O decreto prevê que os custos serão cobertos pelos Orçamentos de cada pasta. A farra das viagens com a verba pública será autorizada por cada ministro, que escolherá os servidores de qualquer categoria para a ‘missão’.


Tabelas

 
Tá bom ou querem mais???

terça-feira, 18 de junho de 2013

EXPLICAÇÃO RÁPIDA SOBRE PEC 37

Para quem não entende a importância da Pec 37 de uma lida!!!

PEC37 - Explicação rápida - TODOS PRECISAM ENTENDER:

PEC - Proposta de Emenda Constitucional

A ideia dessa alteração na Constituição Federal (lei maior do Brasil) é conferir com exclusividade as Polícia Civis e Federais o poder de investigação criminal.

Qual o problema disso, não são eles mesmo que investigam?

Sim, são eles que investigam grande parte dos crimes, contudo esses profissionais não gozam de diversas garantias que os membros do Ministério Público - por exemplo - gozam, como:

INAMOVIBILIDADE: não podem ser tirados da posição que ocupam
IRREDUTIBILIDADE de Subsídios: não podem ter seus salários/vencimentos alterados
VITALICIEDADE: não podem ser demitidos

Qual a vantagem dessas garantias?

Tendo essas garantias os membros do MP não precisam temer ao investigar crimes praticados por Deputados, Senadores, Governadores, Prefeitos e até do Presidente da República.

Isso é algo que não acontece com os DELEGADOS DE POLICIA - civil e federal - já que esses podem ser transferidos, terem funções reduzidas para perder parte dos vencimentos, dentre outras sanções que os ocupantes do EXECUTIVO podem impor indiretamente para prejudica-los.

Exemplo: Durante uma época houveram rumores de que os delegados de SP que registravam muitos Boletins de Ocorrência - BOs - eram transferidos para delegacias "ruins", distantes, lugares mais perigosos, pois fazendo isso eles aumentavam as estatísticas criminais e o interesse era vender uma SP segura, sem aquele monte de sequestros que assustavam todos.

Um membro do MP não correria esse risco, pois ele não pode ser tirado de sua posição e nem do lugar - região - onde trabalha sem seu consentimento, mesmo que esteja acusando um Governador de estado, por exemplo.

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Não é só o MP que perde o poder de investigação com a aprovação dessa LEI, a Receita Federal, o Banco Central, os Tribunais de Contas da União e dos Estados, assim como a Controladoria-Geral da União, dentre outros órgãos também perderão

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A APROVAÇÃO DESSA PEC SÓ INTERESSA AOS PODEROSOS E AOS POLÍTICOS.
 
(fonte: Quero o fim da Corrupção)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

MOVIMENTO MUDA BRASIL

Famosos se unem na internet e apoiam movimento para mudar o Brasil

(Reprodução: Instagram)

Depois de milhares de pessoas saírem as ruas em diversas cidades brasileiras para protestar, alguns famosos resolveram se manifestar e apoiar essa causa. Paulinho Vilhena, Thaila Ayala, Carmo Dalla Vecchia e Fernanda Rodrigues foram alguns deles.

Segundo o site "Ego", na noite deste domingo (16), os artistas se mobilizaram nas redes sociais e publicaram fotos em que aparecem de olho roxo, uma referência à repórter Giuliana Vallone, da "Folha de São Paulo", que foi atingida por uma bala de borracha durante manifestação em São Paulo.

Usando as hastags "muda Brasil" e "dói em todos nós", os atores divulgaram imagens que fazem parte do protesto fotográfico "Dói em Todos Nós", do fotógrafo Yuri Sardenberg.

Na legenda da sua foto, Paulinho escreveu: "Parem com a falsa ignorância de achar que o que está acontecendo é somente pelo aumento do transporte público. É também! Mas a grande verdade é que o brasileiro não aguenta mais o que esta acontecendo. Nós queremos e merecemos ter orgulho de ser brasileiro”.

(Reprodução: Instagram)

"Agora é a hora de lutarmos por um país livre, pelo direito da democracia , contra essa ditadura e essa opressão ridícula e vergonhosa!”, escreveu Thaila.

(Reprodução: Instagram)

Yasmin Brunet, Mayana Neiva e Miguel Rômulo foram outros famosos que também se manifestaram pela internet.
(fonte: Yahoo)

domingo, 16 de junho de 2013

Dilma vai ganhar cozinha de luxo

  ...novos utensílios foram orçados em R$ 140 mil
 
Neste ano, a presidente Dilma Rousseff se queixou de que não tinha nem fogão para cozinhar e pediu um novo com "urgência". Diante da exigência da presidente, os assessores resolveram ir além e encomendaram a troca de todos os utensílios das cozinhas do Palácio da Alvorada (casa oficial da Presidência), e da Granja do Torto (chácara para lazer do chefe de Executivo). Um edital, publicado em março deste ano, abriu concorrência para a compra de copos, talheres e panelas a um valor orçado em R$ 139,5 mil. 
Veja nas imagens a seguir os "mimos" exigidos para as casas oficiais.
 
 
 
 
 
Só os pedidos de pratos somam um total de R$ 17.500. Algumas exigências foram feitas: eles precisam ser "queimados a temperaturas superiores a 1.250 ºC" e ter "porosidade próxima a 0%".

 
 
 
 
 
 O edital também descreve o conjunto de porta-caviar de que a presidente precisa. O mimo precisa ser de "alta qualidade", com base de cristal e colher em prata. Foram encomendados seis deles, ao custo total de R$ 1.481,40.

 
 
 
 
 
As exigências também foram feitas em relação aos copos. Alguns deles devem ser de cristal, com acabamento perfeito e bordas totalmente lisas. Outros, são de vidro e para tomar somente sucos.

 
 
 
 
Um terceiro tipo de copo serve apenas para tomar água e a exigência é de que tenha de cores diversas. Ao todo, os copos custam R$ 7.580 O total em garfos é de R$ 3.695, que devem ser de aço inox, resistentes, higiênicos e de fácil limpeza.
 
 
Só em porta-guardanapos foram gastos R$ 7.923. Eles são em prata, com base de cristal ou "com design elegante".

 
 
 
 
Também foram exigidos diferentes modelos de panela de pressão em alumínio, somando dez unidades. O total chega a R$ 2.729,72.
 
 
 
Também constam da lista 12 frigideiras profissionais em alumínio, que devem ter revestimento interno e externo antiaderente. O custo é de R$ 510,00.
 
 
 
 
Os gastos com xícaras "de alta qualidade para café" e "para chá" chegaram ao valor de R$ 21,2 mil. Os dois tipos de xícaras têm que ser de porcelana e queimadas "a temperaturas superiores a 1.250 ºC".

 
 
 
 
 
 
 
O valor total em colheres é de R$ 5.713. Os modelos pedidos foram: de sobremesa, de café, de arroz e "para servir outros alimentos".

 
 
 
 
 
 
 
 
Foram exigidas ainda facas para mesa, sobremesa, para queijo, para carne, para legumes e para filetar. O total fica em R$ 8.705,00.
 
 
 
 
 
 
 
Também foram solicitadas oito manteigueiras de cristal, "resistentes e de alta qualidade", no valor total de R$ 2.368,00.





 
(Fonte: R7 - Fotos: Getty Images e Thinkstock)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Brasil despenca no ranking global de competitividade

"muito consumo e pouca produção"

País perdeu cinco posições em relação ao no passado, segundo índice elaborado por escola suíça. Resultado denota "muito consumo e pouca produção"


O Brasil perdeu espaço no cenário competitivo internacional e despencou cinco posições no Índice de Competitividade Mundial 2013, elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), uma das maiores escolas de negócios no mundo. O país passou para a 51ª posição, ante o 46º lugar ocupado no ranking do ano passado. Na liderança da lista estão os Estados Unidos, que recuperaram o posto após perdê-lo no ano passado para Hong Kong, graças a uma melhora do setor financeiro, à abundância de inovação tecnológica e companhias de sucesso. O segundo lugar foi ocupado pela Suíça e o terceiro, por Hong Kong.


"Estávamos esperando o Brasil numa posição bem melhor", disse o diretor do IMD World Competitiveness Center, Stephane Garelli. Na sua visão, o grande problema do país é "muito consumo e pouca produção" - o que denota as falhas do modelo de crescimento adotado pela presidente Dilma Rousseff. Desde que a petista chegou ao poder, em 2011, o país despencou sete posições no ranking.


De acordo com o professor Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, que coordena o levantamento no Brasil, um dos únicos pontos em que o país ganhou competitividade foi a atração de investimentos. No entanto, há o desafio de transformar estes recursos em produtos e serviços de maior valor agregado. Isso sem contar os investimentos necessários em infraestrutura, logística, mobilidade urbana, educação e as já tão falada reforma tributária - fatores que minguam a competitividade do país. "O Brasil precisa escolher um caminho, definir um bom plano de investimento e persegui-lo", adicionou Stephane Garelli, do IMD.


Entre os Brics, apenas a África do Sul está em pior colocação do que o Brasil, ao perder a 50ª posição do ano passado para ficar em 53ª este ano. A Índia caiu do 35º para o 40º lugar. Subiram no ranking a China, que passou do 23º para o 21º lugar, e a Rússia, que foi do 48º para o 42º.


Segundo o IMD, os países emergentes continuam a depender da recuperação da econômia mundial, que demora a acontecer. "A América Latina está decepcionando, mas há ótimas empresas internacionais em toda essa região. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul são muito diferentes em relação às suas estratégias de competitividade e desempenho, mas os Brics continuam sendo terra de oportunidades", afirmou Garelli.



Na Europa, Suíça, Suécia e Alemanha são consideradas as nações mais competitivas. O sucesso dessas economias se baseia na manufatura orientada para a exportação, na diversificação de produtos oferecidos ao comércio, no fortalecimento das pequenas e médias empresas e na disciplina fiscal. "Como no ano passado, o resto da Europa está pesadamente constrangida por programas de austeridade que atrasam a recuperação", diz o IMD. "Está em questão a eficiência desse modelo."


A pesquisa avalia as condições de competitividade de 60 países a partir da análise de dados estatísticos nacionais e internacionais e pesquisa de opinião com executivos.

(fonte: Veja.com.br)

sábado, 1 de junho de 2013

Por que o Brasil continuará sendo um país corrupto

 

Porque já as eleições dos “nossos” representantes são realizadas de modo a institucionalizar o crime, pois os grupos econômicos, ao patrocinarem a eleição de Presidente, Governadores, Prefeitos etc., assim o fazem, como é natural, sob a condição de obterem financiamentos graciosos, participarem de licitações premiadas, privatizarem o espaço público, multiplicando lucros;

Porque num tal contexto, a política passa a constituir extraordinário atrativo para criminosos profissionais, em geral burocratas medíocres, desqualificados moral e tecnicamente, sem perspectiva fora da política;  

Porque certos partidos políticos passam a funcionar, assim, como autênticas quadrilhas, cujos membros seguem a lógica do quem dá mais, por isso que trocam de legenda constantemente, impunemente; 
 
Porque o sistema representativo é um engodo que conta com a participação do próprio eleitor, que não raro exige, em troca do voto, algum proveito, de modo que o voto constitui, por isso, apenas um expediente para legitimar e perpetuar o crime, afinal os eleitos não representam o eleitorado, mas os seus próprios interesses e os interesses dos grupos econômicos que os patrocinam;

Porque, apesar das fraudes, insistimos em perpetuar determinados criminosos no poder, e a tudo assistimos passivamente;

Porque a Polícia, que deveria, junto ao Ministério Público, formar instituição única, está subordinada ao Poder Executivo, de sorte que são prováveis investigados (Governadores, Prefeitos etc.) que em última análise comandam as investigações; 
 
Porque criminosos políticos estão protegidos por um sem número de privilégios (foro privilegiado, imunidades parlamentares etc.) que os tornam grandemente imunes às investigações;

Porque a corrupção política traduz a nossa própria hipocrisia, a nossa indiferença, a nossa tendência ao jeitinho; afinal, corrupção é de algum modo interação/acordo entre corruptor e corrompido, entre eleitor e eleito;

Porque somos obrigados a votar, quando votar é um direito e não um dever, pois o eleitor tem, há de ter, a liberdade de votar em quem quiser, quando e se quiser, consciente e livremente;

Porque a democracia, essa desgastada metáfora, é uma palavra que remete a múltiplas relações de poder que nada têm de democráticas, relações freqüentemente de violência e tirania e permanentemente em mutação (Michel Foucault);

Porque punir criminosos, embora necessário, não é o mais importante; o mais importante consiste em identificar as estruturas de poder que possibilitam o crime e mudá-las radicalmente, pois problemas estruturais demandam intervenções também estruturais e não apenas intervenções sobre indivíduos;

Porque insistimos em preservar instituições absolutamente desnecessárias: Senado Federal, Câmara Distrital etc;

Porque, em vez de enfrentar os problemas em suas causas, em suas raízes, tentamos combatê-las em suas conseqüências, tardia, burocrática e simbolicamente; e isso equivale a não combatê-las;

Porque temos um Estado excessivamente burocrático, que tudo pretende resolver por meio de leis, demagogicamente;

Porque multiplicar leis não significa evitar novos crimes, mas multiplicar novas violações à lei (Beccaria); e as leis desnecessárias enfraquecem as leis necessárias (Montesquieu);

Porque mais leis, mais juizes/tribunais, mais conselhos, mais prisões etc, pode significar mais presos, mas não necessariamente menos delitos (Jeffery);

Porque o povo brasileiro acredita ser livre, mas está enganado: é livre apenas durante as eleições dos membros do Executivo e do Parlamento, pois, eleitos os seus membros, ele volta à escravidão, é um nada (Rousseau); é que a participação popular se limita ao sufrágio a cada quatro anos; mas eleitos “seus” representantes, não se tem qualquer controle sobre seus atos, e o cidadão, convertido em objeto e não sujeito da política, só poderá expressar sua indignação nas eleições seguintes;

O Brasil é e continuará sendo um país corrupto simplesmente porque está estruturado para sê-lo!


(Paulo Queiroz é Professor Universitário (UniCEUB) e Procurador Regional da República em Brasília)

FOTOS LENDÁRIAS

Algumas fotos lendárias de famosos encontradas na internet...



Michael Jackson e Freddy Mercury



Marilyn Manson e Will Smith



O elenco original de Star Wars :



Madonna, Sting, e Tupa



Elizabeth Taylor, Liza Minelli, Michael Jackson e Whitney Houston



Woody Allen e Michael Jackson



Gerald Ford e Pele



Chuck Berry e Mick Jagger



Albert Einstein e Charlie Chaplin



Elvis Presley, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e Johnny Cash



Arnold Schwarzenegger e Shaquille O'Neal



E Freddie Mercury e Darth Vader
(cocktail.blog)