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segunda-feira, 29 de abril de 2013

DILMA, A CAXIROLA DE CARLINHOS BROWN E O HINO NACIONAL

Caxirola: a vuvuzela da Copa de 2014 chacoalha Dilma Rousseff


O Portal do Planalto, fornecedor oficial da coluna, anunciou agora à tarde, sem aviso prévio na agenda presidencial do dia, um novo e promissor item: “Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na abertura da Exposição O olhar que ouve, de Carlinhos Brown – Brasília/DF”.

Olhar que ouve, Dilma Rousseff, Carlinhos Brown? Manchete que naturalmente convida a uma excursão aos domínios do dilmês oficial, o dilmês de palácio. É no Palácio do Planalto, glória da arquitetura brasileira, que Carlinhos Brown expõe a partir de hoje sua mostra de pinturas intitulada “O olhar que ouve”. Niemeyer se fez de morto para não saber disso. O tal “olhar ouvinte”, se pudesse, se faria de surdo, porque lá vem Dilmalada:
“Eu queria começar comprimentando o Carlinhos Brown. E eu estava dizendo para ele que as pessoas que têm talento, como ele tem, acham normal ter talento. E acham normal inventar a caxirola”.

Caxirola? Sim, ela decorou bem o neologismo trava-língua criado por Carlinhos Brown, que acaba de superar fuleco ─ e isso parecia simplesmente impossível ─ como a pior palavra já criada pela espécie humana desde o advento da fala. É isso mesmo: caxirola.
Mas, voltando ao início do discurso da Dilma, há algo a ser dito: o mundo tem 7 bilhões de habitantes. É provável que 6.999.999.000 não achem normal inventar alguma coisa que não tenham a menor ideia do que seja, como a caxirola.
Aliás, o que vem a ser a caxirola? Vindo de Carlinhos Brown, poderia muito bem ser uma combinação de caixa com caçarola. Mas quem leu o título deste post, e verá o vídeo em seguida, já sabe: Carlinhos criou a caxirola para ser, nos estádios da Copa de 2014, sobretudo quando o Brasil estiver em campo, o que foi a vuvuzela na Copa da África do Sul. Tão ensurdecedor e exasperante como? Em tese, menos. Aquela era instrumento de sopro, terrível para os tímpanos, mesmo pela TV. Esta, de percussão bem discreta, pelo menos quando sozinha. Mas a impressão de Dilma sobre a caxirola é entusiástica:
“Nós, a mim me provoca, na minha ausência de talento musical, provoca uma surpresa que eu acho que todos aqui compartilham. A surpresa diante de uma coisa tão bonita, tão simples, tão sintética e tão representativa do Brasil”.
Ok, Dilma, confessadamente, surpreendendo a todos, tem “ausência” de talento musical ─ a par de suas múltiplas ausências de talento. Mas, embora tão simples para ela, a caxirola pareceu-lhe realmente mágica: Carlinhos Brown criou um surpreendente instrumento, representação da alma musical brasileira — inclusive nas cores, tão inusitadas para uma Copa do Mundo no Brasil: verde e amarelo. 

Mas espere: Carlinhos, no vídeo, começa a sacudir a caxirola, Dilma e Marta ensaiam agitar desajeitadamente a caxirola, e…surpresa de verdade: ela soa como um chocalho. Talvez porque seja um chocalho. Um prosaico chocalho em forma de sino. Carlinhos Brown reinventou o chocalho. Um chocalho com status ─ vai chacoalhar a Copa no Brasil. Imagine 100 mil caxirolas, em uníssono, nas arquibancadas: a vuvuzela soava como uma serenata de Mozart.
Mas espere de novo: no texto do Planalto que acompanha a notícia da cerimônia, o redator descreve a pretensa vuvuzela da Copa de 2014 como “um tipo de chocalho inspirado no caxixi”. Caxixi? Segundo o Wikipedia, “um pequeno cesto de palha trançada, em forma de campânula, contendo pedaços de acrílico ou sementes, para fazê-lo soar. No Brasil, é usado principalmente como complemento do berimbau”.
Agora ligou o nome à figura? Você já viu um tocador de berimbau segurar esse instrumento com a mesma mão que empunha a vareta, de modo que cada pancada da vareta sobre a corda seja acompanhada pelo som seco e vegetal do caxixi? Já? Então você já viu e ouviu a caxirola bem antes da Copa: sim, era o caxixi. Carlinhos Brown não apenas reinventou o chocalho como copiou o caxixi. E, num laivo de criatividade, pintou-o de verde e amarelo, rebatizando-o de caxirola — já marcando um golaço na estreia oficial, no Palácio do Planalto: ver Marta Suplicy sacudindo sem graça duas caxirolas e cantando o Hino Nacional enquanto Carlinhos Brown “caxirola” a bandeira brasileira, não tem preço. Veja o vídeo.
Mas Dilma parece nunca ter ouvido um caxixi ou nem mesmo um chocalho antes. Continua tão impressionada com o novo símbolo sonoro da Copa que não acreditou em Carlinhos quando ele lhe disse, antes da cerimônia, que era normal fazer uma caxirola. Normalíssimo: era só fazer um chocalho em forma de caxixi.
“O Carlinhos é um autor e um grande artista. E ele expressa um mundo diverso, mas muito específico, do Brasil, e especialmente da Bahia. A pluralidade, o fato de que esse mundo tem milhões de aspectos. E agora o Carlinhos nessa sua quase ingênua aceitação de que ´ah, não, é muito fácil fazer uma caxirola´, nos encanta porque ele combina aí a imagem, essa imagem lá, verde e amarela da caxirola, esse fato que nós estamos falando de um plástico verde, de um país que tem a liderança da sustentabilidade no mundo e ao mesmo tempo é um objeto capaz de fazer duas coisas: de combinar a imagem com som e nos levar a gols”.
Já posso ouvir José Silvério gritando na final da Copa, no Maracanã: “Caxirola chacoalha as redes da Espanha!”.
Poucas coisas, além do Edison Lobão do Diário da Dilma, mexeram tanto com ela como a caxirola:
“Eu tenho certeza que principalmente as crianças desse país vão ter uma experiência muito fantástica com a caxirola. O Carlinhos não disse, mas ele me falou que a caxirola também tem um sentido transcendental de cura, de enfim, de paz com o mundo, de estar, de fato em sintonia com a natureza e com todos os orixás”.
Imagino babás chacoalhando a caxirola diante de crianças indóceis. Também imagino médicos do Sírio-Libanês vibrando a caxirola diante dos leitos dos seus doentes. E pais de santo jogando minicaxirolas em vez de búzios. A coisa realmente chacoalhou Dilma:
“Eu acredito que a caxirola faz parte não só do futebol, mas da imensa capacidade do nosso país de fazer um instrumento muito mais bonito que a vuvuzela”.
Neste exato momento, faltam 414 dias, 2 horas, 11 minutos e 13 segundos para começar a Copa de fuleco, caxirola e Dilma Rousseff.

(24 de abril de 2013 - CELSO ARNALDO ARAÚJO, Veja)
 
NOTA AO PÉ DO TEXTO
- Um milhão de reais em caxixis...

CAXIROLA ou CAXIXI

"Vuvuzela brasileira", caxirola é lançada no Ba-Vi em Salvador...
 Evento de "apresentação" do instrumento musical ocorreu após atraso em Salvador Foto: Ana Carolina Araújo / Especial para Terra
 
​​A tarde deste domingo foi cheia de novidades na Arena Fonte Nova, sede baiana da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. Duas horas antes do jogo do clássico Ba-Vi, válido pelo Estadual, o músico Carlinhos Brown comandou a entrevista que apresentou à imprensa a caxirola, instrumento musical licenciado pela Fifa e criado por ele para ser o som oficial dos jogos. O dérbi soteropolitano também foi o primeiro evento-teste oficial do Comitê Organizador Local (COL) e evidenciou que muita coisa ainda precisa ser revista.

Para a imprensa, a dor de cabeça começou cedo. Com a falta de informação dos seguranças e orientadores, foi difícil encontrar as entradas e estacionamentos corretos, e a própria assessoria de imprensa dos produtores da caxirola teve dificuldade em chegar ao media center. Parte do trajeto dos repórteres precisou ser feito sob chuva, e o acesso ao espaço precisou ser feito pelas escadas, já que o único elevador que chega ao local tem capacidade para apenas oito pessoas e também leva convidados para os camarotes e cadeiras numeradas.


Marcada para as 13h (de Brasília), a apresentação da caxirola começou com mais de uma hora de atraso e dourou menos de 15 minutos. Além do próprio Brown, que desenvolveu o aparelho com inspiração no baiano caxixi, participaram do desenvolvimento do projeto a Braskem, que fabrica o plástico de cana de açúcar utilizado no instrumento, a The marketing Store, especializada na produção de objetos em larga escala, e o selo I’m Green.


Durante a entrevista, o músico foi provocado a responder as declarações do comentarista esportivo Juca Kfouri sobre o instrumento: “A vuvuzela foi um porre na Copa passada, mas era uma tradição na África do Sul. A caxirola é uma invenção bizarra, um plágio do caxixi, o chocalho de palha que complementa o berimbau. A presidenta endossa um troço que custará R$ 20, produzida por uma empresa norte-americana associada a Brown... Ou seja: vão introduzir uma barulheira não usual em nossos estádios. E ganhar muito dinheiro".

Músico Carlinhos Brown foi o inventor da caxirola Foto: Ana Carolina Araújo / Especial para Terra

​Inicialmente, o músico disse que a caxirola era democrática a ponto de receber críticas, mas depois disse que precisava defender a invenção. “Vou mandar um par pra ele, e ele verá como ela é doce. Primeiro, o pessoal reclama que ninguém apoia as coisas do Brasil. Aí, quando vem uma multinacional, reclama também”, criticou.


A prometida caxiraula (aula de caxirola), apesar de bonita, ficou bem aquém do esperado. Isso porque começou às 15h15, 45 minutos antes de a bola rolar. Como o novo patrocínio só permite o consumo de uma marca de cerveja dentro do estádio (a preços nada amigáveis, diga-se de passagem), o torcedor só ocupou as arquibancadas nos últimos minutos. Resultado: Brown e seus alunos do projeto Pracatum tocaram para menos de 40% do público, a prometida “ola sonorizada” só aconteceu no campo, tudo com muitas falhas de microfones e dos vídeos que foram exibidos.

Ressalvados os imprevistos, a caxirola pareceu fazer sucesso entre os torcedores, que já incorporaram o instrumento a seus gritos de guerra antes do início da partida. Mas, como previu Kfouri, o ruído é altíssimo e já foi alvo de reclamações, especialmente dos radialistas que transmitiam a partida ao vivo e tiveram problemas com o áudio.

Outro problema ocorreu depois, no final do primeiro tempo, quando a torcida do Bahia, que perdia por 2 a 0, começou a arremessar parte das 50 mil caxirolas distribuídas no campo. O problema precisou ser contornado pela Polícia Militar.
 (Ana Carolina Araújo / Especial para Terra)

sábado, 27 de abril de 2013

O bom e o bonzinho.

Desde que o mundo é mundo o ser humano tem um objetivo. Alguns tentam conquistar, porém, como é complicado conseguir o equilíbrio acabam por submergir nos exageros.

E o grande objetivo é: ser bom. A maioria das pessoas prefere ser bonzinho, o que venhamos e convenhamos é bem diferente do que ser bom.
Ser bom requer esforço, superação, perseverança, dedicação...
Ser bonzinho requer apenas omissão. Sim, porque o bonzinho nunca diz não, não discorda de ninguém mesmo quando sabe que tem razão, agrada a tudo e a todos, não tem senso crítico e por ai vai.

O bonzinho além de tudo é prepotente e não sabe, porque se julga humilde, mas em realidade ele quer ser unanimidade, quer ser apreciado por todos e busca os elogios incessantemente, em suma, não consegue conviver com críticas, com opiniões contrárias, com diferenças, por isso veste a bondade superficial como um escafandro que lhe protege da verdade.

Nossa sociedade infelizmente está impregnada de bonzinhos; políticos bonzinhos com promessas eleitoreiras para agradar a população, profissionais bonzinhos que preferem não debater, dialogar e até discordar do superior, professores bonzinhos que deixam alunos assinar a lista e se mandar da sala de aula, religiosos bonzinhos que dizem justamente o que os fieis querem ouvir apenas para agradá-los sem se preocupar com a verdade. Mas o pior de tudo é quando os bonzinhos são os pais.
Ser pai ou mãe bonzinho e boazinha é apenas dizer sim ao filho, não repreendê-lo, não orientá-lo, não contrariá-lo. Um perigo!
Talvez seja esse o motivo de mais de 15% de nossas crianças estarem com obesidade infantil, os pais são bonzinhos demais, fazem tudo que o filho quer. E ainda por bondade dos pais nossas crianças passam mais de 5 horas à frente da televisão e distante dos livros.

Por bondade dos pais nossas crianças vivem abarrotadas de brinquedos e carentes de carinho, e por bondade dos pais nossas crianças assistem à programações inúteis que nada acrescentarão a seu desenvolvimento. Tudo culpa do querer ser bonzinho ou boazinha.
Pais bonzinhos acreditam que o filho pode tudo, julgam que seus pupilos são santos e melhores que o filho do vizinho, criam então mini ditadores e depois não sabem como impor limites.
Iremos progredir como nação, como sociedade, quando aprendermos de fato o significado do que é ser bom. O que é ser um bom pai? O que é ser um bom filho? O que é ser um bom profissional, um bom religioso, um bom político?
O que é realmente caridade e por qual razão é ela a salvação de nosso mundo?
São questões que podemos começar a nos perguntar para chegarmos de fato a um consenso de como agir sem descambar aos exageros.

Dizer não mas saber como dizer, discordar mas saber como discordar, impor limites mas saber como impor, orientar mas saber também ouvir são pontos importantes para quem quer alcançar o objetivo de ser Bom e não apenas bonzinho.
Porque ser bom requer trabalho, labuta íntima e humildade para reconhecer que o gosto por ser unanimidade pode por tudo a perder.

Ser bom é dizer não quando preciso, é admoestar quando necessário, é impor limites e ensinar disciplina. Ser bom é discordar com educação.
Ser bonzinho é omissão, ser Bom é ação.

Cabe-nos decidir onde queremos nos encaixar:
Ser bom ou bonzinho?

 
Wellington Balbo

quinta-feira, 25 de abril de 2013

2014, a Copa que o Brasil já perdeu

O Brasil será o grande derrotado na Copa do Mundo de 2014. Esqueçam esquemas táticos, análises técnicas, convocações, gols ou arbitragem. A derrota não virá numa zebra nas oitavas de final contra a Bélgica, num duelo épico de quartas contra a Itália, numa semifinal angustiante contra a Espanha ou num Maracanazzo reloaded contra a Argentina.

A derrota já veio. O Brasil perdeu a Copa de 2014.

Getty

Marin, Ronaldo e Valcke: trio está na cabeça da 'operação Copa do Mundo'

O Brasil perdeu, leiam bem. O que vai acontecer com a seleção brasileira é outra história. Uma história que muda pouco o que realmente importa. O Brasil perdeu a Copa de 2014.

Um evento como a Copa é a chance de um país mudar, se redescobrir, sanar problemas e construir soluções, mesmo que seja sob a fajutíssima desculpa de "o que o mundo vai pensar da gente se não estiver tudo dando certo?". Que seja, dane-se a pequenez da desculpa, desde que sejam construídas estradas, linhas de metrô, corredores de ônibus, elevadores, hotéis, e, vá lá, até um ou outro estádio.


Vipcomm

O resultado do time de Felipão pouco importa: o Brasil já perdeuA Copa do Mundo é, para os tempos de hoje, o que foram as tais "Exposições Mundiais" no século 19. Era preciso se arrumar para receber visitas em casa.

Mas o Brasil hoje corre para retocar a maquiagem, empurra a vassouradas a sujeira para debaixo do tapete, tranca os cachorros pulguentos na despensa e manda a criançada dormir mais cedo, porque sabe como é criança quando chega visita, desanda a falar cada coisa...

Faltam pouco menos de dois meses para a Copa das Confederações, e o estádio da final não está pronto. Aquele estádio na Zona Norte do Rio, que foi erguido no lugar do Maracanã ao preço mirabolante de 1 bilhão de reais; e que terá de ser reformado para a Olimpíada.

(Aqui, um parêntese: todas as reportagens sobre estádios da Copa têm a obrigação de falar quanto custou e quem financiou a obra; isso é utilidade pública, antes de mais nada).

Faltam menos de dois meses para a Copa das Confederações e nenhum aeroporto teve reformas significativas concluídas. Pouco mais de um ano para a Copa do Mundo e os taxistas que falam inglês continuam a ser uma raridade, as placas de trânsito seguem indecifráveis para estrangeiros, os hotéis e vias públicas não vão dar conta do recado, obras de mobilidade urbana de Manaus, Brasília e São Paulo não ficarão prontas - umas foram canceladas, outras postergadas, todas custaram irreversíveis milhões e não é difícil adivinhar quem pagou a conta.


Divulgação

O 'novo Maracanã': para 2016, mais reformasA um ano e dois meses do começo da Copa, o presidente do Comitê Organizador Local está cercado por denúncias, e não é para menos. José Maria Marin, o homem que gere a operação Copa do Mundo no Brasil, passou seus mandatos de deputado bajulando delegados ligados às torturas da ditadura, superfaturou a sede da CBF, negociou apoio na aprovação de contas da confederação dando cheques a seus eleitores.

Enquanto isso, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, diz que a organização da Copa do Mundo no Brasil seria mais fácil se o país fosse menos democrático e tivesse menos esferas de governo, legal é a Rússia, que tem um poder centralizado e menos palpiteiros.

A organização da Copa do Mundo seria mais fácil, monsieur Valcke, se ela estivesse nas mãos de gente diferente.

De gente que não estivesse interessada apenas em sugar dinheiro do país com o benefício de isenção de impostos. A organização da Copa do Mundo seria mais fácil se ela fosse feita para, de fato, deixar o país com algumas pequenas vitórias em áreas que vão muito além do campo de jogo.

O Brasil de Felipão, de Neymar, de Ronaldinho ou Kaká, o Brasil pentacampeão, seja com volantes classudos ou brucutus, pode ganhar ou perder a Copa de 2014.

O Brasil de 200 milhões de pessoas, aquele que acordará no dia 14 de julho de 2014 para trabalhar, este sairá da Copa derrotado. Qualquer que seja o resultado da final. 
(Thiago Arantes - ESPN)

terça-feira, 23 de abril de 2013

SINA - DJAVAN


Pai e mãe
Ouro de mina
Coração
Desejo e sina
Tudo mais
Pura rotina
Jazz...

Tocarei seu nome
Pra poder
Falar de amor
Minha princesa
Art nouveau
Da natureza
Tudo mais
Pura beleza
Jazz...

A luz de um grande prazer
É irremediável néon
Quando o grito do prazer
Açoitar o ar
Reveillon...
O luar
Estrela do mar
O sol e o dom
Quiçá um dia
A fúria, desse front
Virá
Lapidar o sonho
Até gerar o som
Como querer
Caetanear
O que há de bom.

© 1982 Luanda Edições Musicais Ltda.
(Link: http://www.vagalume.com.br/djavan/sina.html#ixzz2RKiMqdJD)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Os Cardeais

Não chora, menina, não chora por que foram-se os cardeais
Se cantavam, na prisão campo a fora cantam mais
Tanta gente, anda vagando sem saber onde pousar
Mas as aves, só voando é que podem se encontrar

(Você ainda não sabe o que cabe nesta paz
Quando a gente, abre as asas nunca mais, nunca mais) Bis 
 
Era tão triste menina não tinha aceno este cais
Na despedida eram dois depois, depois serão mais
A gaiola abriu as asas por que até a prisão se trai
E o campo se fez casa para o canto dos cardeais
(César Passarinho)

domingo, 21 de abril de 2013

7 Dicas para iniciar sua vida de leitor

Não é preciso ser um especialista para saber que o Brasil ainda é um país de poucos leitores. E os "não-leitores" estão em toda parte, desde o ambiente escolar, onde nem sempre são fisgados pelo gosto da leitura, até aquele seu colega de trabalho, amigo, ou mero desconhecido. É para os "não-leitores" a lista de hoje em que tento esboçar algumas dicas para quem ainda não se tornou um leitor habitual, uma lista abrangente sem limitações de gostos ou idade. Se você não for um leitor e ainda assim conseguiu acompanhar as 7 dicas para iniciar sua vida de leitor, parabéns, este já pode ser o início de um bom caminho:


1 - Não se sinta forçado: É muito comum se tentar forçar o hábito da leitura em alguém. Este é um processo que muitas vezes vem desde a escola. No entanto, tudo o que nos é infligido, soa como castigo, como penalização. Por isso, caso você esteja começando a pensar se tornar um leitor porque alguém disse que é preciso, não o faça. Todo leitor precisa entrar no mundo da leitura de forma espontânea, por isso é importante que você faça isso quando estiver pronto.

2 - Do que você gosta? : Essa é uma pergunta fundamental a ser feita. Antes de começar ler um livro é preciso escolher um título. E isso é algo muito mais tranquilo quando você conhece seus próprios gostos. Portanto pode lhe ajudar bastante antes de escolher uma leitura, você fazer uma lista com temas que atraem sua atenção;


3 - Escolha a leitura de acordo com seus gostos: Parece óbvio, mas não é. Muitas vezes o leitor iniciante acaba tendo medo de escolher suas leituras, e de certa forma se torna refém de indicações de amigos, da lista de mais vendidos, ou da "tia da biblioteca". A não ser que a pessoa conheça muito bem você, é provável que apenas seguir indicações possa causar o desencontro de sentimentos através de uma leitura que não fala muito sobre seus gostos. Por isso, principalmente no início de uma vida de leitor é fundamental a escolha de livros que falem de assuntos que te atraiam. por exemplo, um jovem que sonha ser policial, certamente irá se encantar lendo thrillers policiais. Mas se no fundo ele quer ser um cientista, quem sabe obras de ficção científica possam ser mais atraentes;



4 - Trate a leitura como lazer: Assim como a leitura não pode ser forçada, quanto menos se enxergar o hábito de ler como uma necessidade, mais íntimos vocês se tornarão. Pense no momento de leitura como uma atividade de lazer a qual se é possível dedicar, ao menos inicialmente, alguns minutos de seu dia, pois tudo que fizemos com prazer tem a probabilidade de se arraigar rapidamente em nosso cotidiano;


5 - Escolha um bom local: Todo leitor tem seus próprios rituais durante a leitura, no entanto principalmente no começo de sua vida como leitor procure um ambiente calmo para sua leitura, evitando interrupções ou muito barulho, já que é muito provável que um leitor inciante possa ter um pouco mais de dificuldade em se conectar completamente com a trama, e caso sua leitura se dê em locais de muita interferência é possível que ela remeta à leitura todo o desconforto de um local inadequado;


6 - Não comece pelos livros: O hábito da leitura é como um anzol que nos fisga pela vontade de estarmos sempre ampliando nossos horizontes. Se você é um dos que tem medo de começar a leitura por causa da grossura da lombada de um livro, não é problema algum começar a se identificar com a leitura de textos em outros formatos, como gibis, jornais, revistas, e hoje em dia em meios eletrônicos cada dia mais populares que que podem te familiarizar com o mundo das letras. Até mesmo nos celulares é possível estar lendo bons livros hoje em dia;


7 - A internet está aí para te ajudar: Houve uma época que diziam que a internet acabaria com os livros. Estavam errados, a internet é um bom meio para você buscar informações, ler, compartilhar experiências, e ir muito além de postagens nas redes sociais. Aliás, até para os fanáticos por livros tem rede social. Use a web como ferramenta para iniciar sua jornada pela leitura, certamente ela tem muito no que lhe ajudar e esclarecer;

Cordilheira dos andes 1972

Desastre nos Andes
Um dos fatos que marcaram a década de 70 na América Latina e o mundo foi a tragédia que ocorre com a queda de um avião na cordilheira dos Andes em 1972. O que mais nos impressiona e choca até hoje e a forma como sobreviveram até o resgate. Da para rever muitos dos nossos conceitos morais ao conhecermos a história, vamos a ela.


Sobreviventes do desastre nos Andes

O Voo Força Aérea Uruguaia 571, mais conhecido como Tragédia dos Andes ou Milagre dos Andes (El Milagro de los Andes), foi um voo fretado que transportava 45 pessoas, incluindo uma equipe de rúgbi, seus amigos, familiares e associados que caiu na Cordilheira dos Andes em 13 de outubro de 1972. Mais de um quarto dos passageiros morreram no acidente e vários sucumbiram rapidamente devido ao frio e aos ferimentos. Dos 29 que estavam vivos alguns dias após o acidente, oito foram mortos por uma avalanche que varreu o seu abrigo. O último dos 16 sobreviventes foi resgatado em 23 de Dezembro de 1972, mais de dois meses após o acidente.

Os sobreviventes tinham pouca comida e nenhuma fonte de calor em condições extremas, a mais de 3.600 metros (11.800 pés) de altitude. Diante da fome e notícias reportadas via rádio de que a busca por eles tinha sido abandonada, os sobreviventes alimentaram-se dos passageiros mortos que haviam sido preservados na neve. As equipes de resgate não tiveram conhecimento da existência de sobreviventes até 72 dias depois do acidente quando os passageiros Fernando Parrado e Roberto Canessa, depois de uma caminhada de 10 dias através dos Andes, encontraram um chileno huaso, que lhes deu comida e, em seguida, alertou as autoridades sobre a existência dos outros sobreviventes.

Canibalismo

Os sobreviventes tinham uma pequena quantidade de alimentos: algumas barras de chocolate, outros lanches variados, e um garrafão de vinho. Durante os dias seguintes ao acidente dividiram-se estes alimentos em quantidades muito pequenas para não esgotar a sua oferta escassa. Com sede desenvolveram uma maneira de derreter a neve em água usando metais a partir dos bancos e colocando neve sobre eles. A neve derretia ao sol, e em seguida escorria para garrafas de vinho vazias. Mesmo com este racionamento rigoroso, o estoque de alimentos diminuiu rapidamente. Além disso, não havia vegetação natural ou animais na montanha coberta de neve. Assim, o grupo sobrevivente coletivamente tomou a decisão de comer a carne dos corpos de seus companheiros mortos, começando pelo piloto. Esta decisão não foi tomada de facilmente, dado que a maioria eram colegas ou amigos próximos. No seu livro de 2006, Miracle in the Andes: 72 Days on the Mountain and My Long Trek Home, Nando Parrado comentou sobre esta decisão:

Em altitudes elevadas, as necessidades calóricas do organismo são astronômicas … estávamos morrendo de fome a sério, sem nenhuma esperança de encontrar comida, mas a nossa fome logo se tornou tão voraz que procuramos qualquer maneira … uma e outra vez que percorri a fuselagem em busca de migalhas e bocados. Tentamos comer tiras de couro rasgado de peças de bagagem, embora soubéssemos que os produtos químicos com que tinham sido tratados nos fariam mais mal do que bem. Rasgamos almofadas de assento na esperança de encontrar palha, mas encontramos apenas espuma do estofamento não comestível … Uma e outra vez cheguei à mesma conclusão: a menos que comesse as roupas que trazia vestidas, não havia nada além de alumínio, plástico, gelo e rocha.

Todos os passageiros eram católicos romanos. Alguns igualaram o ato de canibalismo ao ritual da Santa Comunhão. Outros inicialmente tinham muitas reservas, mas depois de perceberem que era o seu único meio de permanecerem vivos, mudaram de ideia ao fim de alguns dias.

Enfim apesar de não ser uma história feliz, que envolva musica ou TV, não devemos esquecer ou deixar que os mais jovens deixem cair no esquecimento este triste episódio, que diz respeito a nossa geração.
 
(Escrito por Eli Braz)

Momento histórico em que Jô Soares desabafa contra a Globo, em 1987



Quem vê hoje o bom gordinho Jô Soares no seu programa de entrevista “Programa do Jô”, diariamente na Rede Globo, jamais poderia imaginar que há alguns anos ele teria dado um discurso tão incisivo contra a sua atual empregadora.

O desabafo em tom de crítica foi durante a entrega do Troféu Imprensa de 1987, premiação da televisão organizada pelo SBT. Nada como um bom emprego, seguido de um bom salário, para sepultar algumas ideologias.

(Via: Treta e Xpock.)

sábado, 20 de abril de 2013

Mensagem de Chico Xavier...

"Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo sabendo que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...

Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras  forças querem que eu caia...

Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a  pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...

Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo...

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...

A Vida é construída nos sonhos e concretizada no AMOR!"

(Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

10 FATOS QUE COMPROVAM QUE O BRASILEIRO PRECISA ACORDAR PRA REALIDADE EM QUE VIVE...

O país desaba e você continua a encontrar como notícias de destaque nos portais de notícias matérias como essa “Caetano Veloso estaciona carro no Leblon”. A crise econômica bate na porta, a inflação aumenta, o tomate vale mais do que dinheiro e você continua a encontrar fulaninho preocupado com a escalação do time de futebol. A Educação anda de muletas, pastores querem implantar PEC que acaba com a laicidade e você AINDA ENCONTRA beltrano achando que o cabelo do Neymar é coisa mais importante do universo. Então você pergunta: Quando esse povo vai acordar? QUANDO?

Reunimos dez fatos para comprovar que já está na hora de todo mundo levantar a bunda da poltrona e ir a luta por um país melhor, do contrário, estaremos (perdão da palavra) bem “fudidos” em um futuro próximo. Nosso povo está cada vez mais apático e a situação está cada vez pior. Se cada um esperar pelo próximo para tomar uma atitude ninguém vai sair do lugar.

Leia e reflita:

10. O nível de analfabetismo funcional vem aumentando …. entre os universitários brasileiros!


Sabe aquele pessoal que era para representar a nossa rebeldia contra as injustiças, os tais universitários? Pois é, uma pesquisa recente realizada aqui no nosso amado Brasil mostrou que eles mal sabem interpretar as informações as quais tem contato – não é de se surpreender que sejam tão apáticos e se ergam apenas para lutar por causa inúteis, como, por exemplo, usar maconha no campus da universidade.

Entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado nessa segunda-feira pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa. O indicador reflete o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade. Criado em 2001, o Inaf é realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. Elas respondem a 38 perguntas relacionadas ao cotidiano, como, por exemplo, sobre o itinerário de um ônibus ou o cálculo do desconto de um produto. O indicador classifica os avaliados em quatro níveis diferentes de alfabetização: plena, básica, rudimentar e analfabetismo.

Aqueles que não atingem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais, ou seja, são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações. Segundo a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de investimentos na qualidade do ensino, pois o aumento da escolarização não foi suficiente para assegurar aos alunos o domínio de habilidades básicas de leitura e escrita. “A primeira preocupação foi com a quantidade, com a inclusão de mais alunos nas escolas”, diz. “Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade”, afirma.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cerca de 30 milhões de estudantes ingressaram nos ensinos médio e superior entre 2000 e 2009. Para a diretora do IPM, o aumento foi bom, pois possibilitou a difusão da educação em vários estratos da sociedade. No entanto, a qualidade do ensino caiu por conta do crescimento acelerado.”Algumas universidades só pegam a nata e as outras se adaptaram ao público menos qualificado por uma questão de sobrevivência”, comenta. “Se houvesse demanda por conteúdos mais sofisticados, elas se adaptariam da mesma forma”, fala.

Para a coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão, o indicativo reflete a “popularização” do ensino superior sem qualidade: “No mundo ideal, qualquer pessoa com uma boa 8ª série deveria ser capaz de ler e entender um texto ou fazer problemas com porcentagem, mas no Brasil ainda estamos longe disso.” Segundo ela, o número de analfabetos só vai diminuir quando houver programas que estimulem a educação como trampolim para uma maior geração de renda e crescimento profissional. “Existem muitos empregos em que o adulto passa a maior parte da vida sem ler nem escrever, e isso prejudica a procura pela alfabetização”, afirma.

Entre as pessoas de 50 a 64 anos, o índice de analfabetismo funcional é ainda maior, atingindo 52%. De acordo com o cientista social Bruno Santa Clara Novelli, consultor da organização Alfabetização Solidária (AlfaSol), isso ocorre porque, quando essas pessoas estavam em idade escolar, a oferta de ensino era ainda menor. “Essa faixa etária não esteve na escola e, depois, a oportunidade e o estímulo para voltar e completar escolaridade não ocorreram na amplitude necessária”, diz. Ele observa que a solução para esse grupo, que seria a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ainda tem uma oferta baixa no País.

Novelli cita que, levando em conta os 60 milhões de brasileiros que deixaram de completar o ensino fundamental de acordo com dados do Censo 2010, a oferta de vagas em EJA não chega a 5% da necessidade nacional. “A EJA tem papel fundamental. É uma modalidade de ensino que precisa ser garantida na medida em que os indicadores revelam essa necessidade”, conta. Ele destaca que o investimento deve ser não só na ampliação das vagas, mas no estímulo para que esse público volte a estudar.

Segundo o cientista social, atualmente só as pessoas “que querem muito e têm muita força de vontade” acabam retornando para a escola. Ele cita como conquista da EJA nos últimos dez anos o fato de ela ter passado a ser reconhecida e financiada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “Considerar que a EJA está contemplada no fundo que compõe o orçamento para a educação é uma grande conquista”, ressalta. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
FONTE: CORREIO DO POVO

9. O governo brasileiro aceita o uso de substâncias cancerígenas em alimentos

Conhece aquele papo de professor de geografia que diz que “os países de Terceiro mundo recebe o lixo do mundo”? Pois é, você deveria dar mais ouvidos para ele. Enquanto os países de Primeiro Mundo ficam com os melhores produtos, nós, habitantes do Terceiro Mundo, ficamos com o resto e ainda pagamos mais por ele! É o caso dos carros, dos eletrônicos, do vestuário, dos alimentos, enfim, de inúmeros setores da industria que nos beneficiam com o pior que é produzido em suas empresas.

Contudo, apesar desses produtos serem caros e de má qualidade, na sua maioria, não trazem tanto maleficio a nossa saúde do que os alimentos com substâncias cancerígenas. 4-MI, ciclamato de sódio, aspartame, nitrito de sódio, bromato de potássio, gordura trans, BHA e BHT, Propilgalato, glutamato monossódico, entre outros, são proibidos na maioria dos países da Europa e em toda América do Norte mas por aqui são permitidos. A nossa maravilhosa Anvisa parece fazer vista grossa, sempre alegando que eles são inofensivos ( embora até a OMS já tenha condenado boa parte deles!).

E adivinha só por que essas coisas acontecem nas terras tupiniquins? A explicação é simples: empresas teriam que gastar mais para utilizar outras substâncias em seus produtos, além de terem que investir em pesquisa, o que aumentaria o preço deles e consequentemente, diminuiria as vendas. Assim é muito mais vantajoso pagar a campanha de um político para ele fazer lobby no Congresso do que ter que alterar a composição desses produtos. Economia do capitalismo selvagem: sempre ferrando os humanos.

8. Esportes: uma das principais válvulas do roubo do dinheiro público

O governo já não sabe mais o que reduzir nos impostos de bens e serviços, num esforço hercúleo de manter a economia aquecida, ao mesmo tempo em que tenta conter o avanço da inflação. Essas sucessivas reduções deixa claro que a carga tributária brasileira, (altíssima), poderia ser reduzida definitivamente pela utópica reforma tributária.

Se hoje a economia do Brasil apresenta essas turbulências, o que será no pós copa e Olimpíadas 2016? Com as obras já concluídas, as rachaduras nas edificações expostas, os rombos das obras superfaturadas publicizadas?

Que brasileiro gosta de investir em algo que não dá retorno, todo mundo sabe. Agora, quantos tem consciência do quanto está sendo investido em Esporte?

Para você tomar consciência, vamos colocar alguns exemplos em dados númericos de investimento:

1. No começo o planejado para Copa do Mundo no Brasil em 2014 era um investimento de 14 bilhões de reais. Depois foi para 19. 25,6. 29. 33, 81. E hoje estamos em 119 bilhões de reais! Com 119 bilhões de reais, meu amigo, transformaríamos a Educação Básica desse país na melhor do mundo! “Mas vai trazer retorno financeiro”…. é o que os esperançosos dizem! Na realidade, o retorno é incerto. Na Africa do Sul, por exemplo, um dos poucos benefícios que a Copa trouxe foi o aumento do turismo em 25% naquele ano, o que não cobriu metade do dinheiro investido. Segundos os economistas no caso do Brasil irá resultar em um aumento do PIB em 0,5% ano (AH DUVIDO!)

As estimativas do grupo dividem ainda o investimento de R$ 119 bilhões entre transporte e mobilidade, Estádios, aeroportos, portos, telecomunicações, segurança, hotelaria e hospitais. Vamos dar destaque aos 7, 2 bilhões de reais investido em estádios (7,2 bilhões era quando o orçamento estava em 33 bilhões, agora é bem mais). Imagine: MAIS DE SETE BILHÕES INVESTIDO EM ESTÁDIO DE FUTEBOL! E como disse anteriormente, isso é o estimado, na realidade é provável que ultrapasse esse valor 3 ou 4 vezes! Puta que pariu! Meu amigo, sério, se o Brasileiro não sai para as ruas depois dos escândalos que surgirão pós-Copa ( que todo mundo já sabe que vai rolar umas CPI’s daquelas) tem mais é que se fuder mesmo!

2. E depois da Copa vem os Jogos Olímpicos em 2016. O volume de construção das obras olímpicas é ainda maior. Os anfitriões das Olimpíadas afirmam que já dispõem de 47% de todas as infraestruturas olímpicas. Mas a construção de 28% das obras deve começar a partir do zero e 25% terão um caráter provisório. No entanto, até agora não foi aprovado o orçamento mesmo para estas percentagens. Melhor dizendo, o comitê organizador não quer revelar o orçamento, justamente por estar absurdamente acima do esperado. Lembrando que o INVESTIMENTO do GOVERNO FEDERAL será unicamente aplicado na capital fluminense. Unicamente. Investimento Federal, ou seja, você e todos os demais cidadãos desse país estamos pagando para que uma única cidade seja melhorada para a realização dos jogos.

No final do ano passado, a ESPN Brasil obteve acesso a um destes exercícios orçamentários trazendo a informação de que o orçamento do comitê havia passado para R$ 9,4 bilhões, em um acréscimo de 68%, tendo em vista que a inflação no período de três anos ficou em torno de 25%, segundo IGP-M (índice geral de preços do mercado). A estimativa inicial era de 1,4 bilhões de reais (observe o abuso, já ultrapassou nove vezes o valor inicial).

7. Brasil é o 5º país do mundo onde há mais mortes no trânsito e o 2º país do mundo com maior número de mortes de motoqueiros no trânsito.

Buzinas, engarrafamento, pressa, estresse … como descrever o transito das grandes cidades brasileiras? A malha de trafego é afetada desde sempre! E cada vez mais, o brasileiro adquire vantagens em comprar veículos, o que aumenta o problema, pois não existe estrutura para suportar tanta gente utilizando veículos próprios em vias pública. Dessa incompatibilidade veio o alerta da da Organização Mundial da Saúde (OMS), em seu ultimo estudo realizado e publicado em 2009, sobre a situação da mortalidade no transito dos países. Pior que em 2009, nós ocupávamos a quinta posição e o Brasil fechou o ano com 35 mil mortes no transito, em 2012 terminou o ano com 43 mil.

Segundo o estudo da OMS (2009), os acidentes de trânsito matam 1,2 milhão de pessoas por ano, e metade delas não estava sequer de carro. São pedestres, ciclistas e motociclistas. Cerca de 584 mil pedestres e ciclistas morrem por ano, 46% do total das mortes. No Sudeste Asiático, 80% das mortes no trânsito envolvem pessoas que sequer têm um carro. Entre as pessoas de 10 a 24 anos, os acidentes hoje são a principal causa de morte no mundo. No total, 50 milhões de pessoas ainda sofrem algum tipo de acidente de trânsito, mas sobrevivem.

A OMS alerta que um dos problemas é a construção de casas e favelas às margens de estradas nos países mais pobres. Para os especialistas, o que preocupa é que o número de acidentes continua crescendo nos países emergentes. Diante do aumento da renda nesses países, o número de carros também aumentou. Mas não necessariamente os dispositivos de segurança.

Nos países ricos, a taxa de mortes está estável. Mas, nos países em desenvolvimento, a história é outra. “90% dos acidentes ocorrem nesses países mais pobres, mesmo que essas economias tenham metade dos carros que circulam no mundo”, afirmou Etienne Krug, diretor do Departamento de Violência da OMS. Se o ritmo de crescimento das mortes for mantida como nos últimos dez anos, o mundo contará com 2,4 milhões de mortes por ano em 2030.

Um dos alertas é que apenas 15% dos 178 países avaliados tem uma legislação completa em relação ao trânsito, incluindo limites alcoólicos, limites de velocidade dentro de cidades e obrigatoriedade no uso de capacetes. O problema é que, mesmo nos países onde existem as leis, seu cumprimento é falho. Menos de 60% dos países tem leis que exigem o cinto de segurança para todos os passageiros. Entre os países mais pobres a taxa é de apenas 38%.

Em termos percentuais, o maior índice de acidentes está no Leste do Mediterrâneo e nos países africanos. As menores taxas estão na Holanda, Suécia e Reino Unido.

Já sobre a nossa segunda posição especificamente em acidentes ocorridos com motos, o Brasil é o segundo país do mundo em vítimas fatais em acidentes de moto. São 7,1 óbitos a cada 100 000 habitantes. Só no Paraguai se morre mais.

Nos últimos quinze anos, a taxa de mortalidade sobre duas rodas aumentou inacreditáveis 846,5%. A de carros, 58,7%. “Nunca se viu no Brasil um salto tão grande no número de mortes no trânsito com um único tipo de veículo”, diz o sociólogo Julio Jocobo Waiselfisz, coordenador do Mapa da Violência 2012, minucioso levantamento feito pelo Instituto Sangari.

As principais causas são velhas conhecidas: falta de estrutura nas estradas e imprudência em conjunto com a falta de consciência do nosso povo. É garotada, não está “fácio”!

6. País da Impunidade: Brasil arquiva 80% das investigações de homicídios

De quase 135 mil inquéritos que investigam homicídios dolosos — quando há a intenção de matar — instaurados no Brasil até o final de 2007, apenas 43 mil foram concluídos. Dos concluídos, pouco mais de 8 mil se transformaram em denúncias — 19% dos responsáveis pelos assassinatos foram ou serão julgados pela Justiça. Ou seja, o país arquiva mais de 80% dos inquéritos de homicídio.

Os dados foram revelados 13 de julho de 2012, na sede do Conselho Nacional do Ministério Público. O levantamento foi feito pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), parceria firmada em 2010 entre o CNMP, o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério da Justiça. Os dados sobre homicídios dolosos fazem parte da chamada Meta 2 da Enasp, cujo objetivo era concluir, em abril deste ano, todos os inquéritos sobre assassinatos instaurados no país até 31 de dezembro de 2007. Somente 32% da meta foi atingida.

A má notícia é que, se forem considerados os inquéritos concluídos e pendentes de conclusão (92 mil), apenas 6% dos responsáveis pelos homicídios registrados nas delegacias do país até o final de 2007 foram levados ao Judiciário. A boa notícia é que até a formação da Enasp, não se tinha conhecimento dos números de inquéritos a esse respeito em tramitação no Brasil. A partir do levantamento, é possível fazer o diagnóstico de quais são os gargalos do sistema de Justiça e atacá-los para superar o quadro de impunidade reinante.

A equipe responsável por colher os dados da Meta 2 e implantar procedimentos para que os inquéritos andassem foi coordenada pela conselheira do CNMP Taís Ferraz. A conselheira apresentou os dados na manhã desta quarta e anunciou que a segunda parte da Meta 2 já está em andamento. Seu objetivo é concluir, no prazo de um ano, os inquéritos sobre homicídios dolosos instaurados no país até 31 de dezembro de 2008.

A tarefa não parece fácil. Como contou Taís Ferraz, nas reuniões do grupo, delegados afirmam que são reduzidas as chances de solucionar inquéritos que investigam assassinatos instaurados há mais de três anos. No caso de assassinatos, as primeiras 72 horas são fundamentais para que o caso seja elucidado com sucesso.

Quase 34 mil inquéritos foram arquivados na esteira do trabalho da Meta 2 da Enasp. De acordo com a conselheira, os principais motivos para o arquivamento são o não esclarecimento do crime, a prescrição e o fato de os responsáveis pelos assassinatos, apesar de identificados, já estarem mortos. “Muitos inquéritos incluídos na meta sequer tinham o laudo de exame cadavérico feito”, afirmou Taís Ferraz. Exatamente por isso, o simples fato de tirá-los da paralisia e colocá-los para andar foi comemorado.

As causas para a baixa solução de inquéritos são diversas e demandam uma ação conjunta dos três poderes para a sua solução. De acordo com o levantamento, 12 estados brasileiros não aumentam o quadro da Polícia Civil há mais de 10 anos. Outros oito estados não preenchem os cargos vagos da Polícia. Em 14 estados, há carência de equipamentos periciais e, em 15 unidades da Federação, as delegacias não têm estrutura adequada de trabalho. Em cinco estados, não possuem sequer acesso à internet.

O Brasil é o país com maior número absoluto de homicídios do mundo. Em números proporcionais, também ocupa as primeiras posições do ranking. De acordo com parâmetros internacionais, se considera que um país sofre violência endêmica a partir de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. No Brasil, a média é de 26 assassinatos por 100 mil. Em alguns estados, o índice chega a alarmantes 60 homicídios por 100 mil pessoas.

Para fazer o trabalho da Meta 2, a equipe se deparou com problemas triviais, como a falta de aparato tecnológico para racionalizar o trabalho. Em muitos casos, houve a contagem manual dos inquéritos parados em delegacias e até a conclusão do levantamento, muitos estados ainda enviavam informações para atualiza os números.

A meta seria considerada cumprida quando os estados conseguissem finalizar, pelo menos, 90% dos inquéritos abertos até 31 de dezembro de 2007. Seis estados conseguiram atingir o objetivo: Acre (100%), Roraima (99%), Piauí (98%), Maranhão (97%), Rondônia (94%) e Mato Grosso do Sul (90%).Outros cinco estados cumpriram menos de 20% da meta: Minas Gerais (3%), Goiás (8%), Paraíba (9%), Espírito Santo (14%) e Alagoas (15%).

A maior concentração de inquéritos sobre homicídios dolosos não finalizados foi identificada na região Sudeste, com 76.780 (57% do total). A menor concentração de investigações paradas estava na região Norte, com 5.400 inquéritos abertos até o fim de 2007 e ainda sem conclusão (4% do total). O maior estoque e investigações inconclusas foi verificado no Rio de Janeiro, com 47 mil inquéritos sem finalização. Ou seja, mais de um terço de todos os inquéritos do país.

Na Meta 2, o estado que mais sucesso teve no trabalho foi o Pará, que alcançou o índice de 85% de denúncias apresentadas a partir de inquéritos abertos até o final de 2007. “São índices semelhantes aos de países como França e Reino Unido”, afirmou a conselheira Taís Ferraz.

A Enasp tem cinco metas e os números apresentados nesta quarta-feira se referem apenas à Meta 2. As outras metas são eliminar a subnotificação de homicídios (Meta 1), trabalhar para que haja a pronúncia dos acusados (Meta 3), para que o julgamento ocorra (Meta 4) e o aperfeiçoamento de programas de proteção a testemunhas de vítimas (Meta 5).

Em outubro, o Conselho Nacional de Justiça divulgará os números correspondentes às metas 3 e 4. O trabalho está sob a coordenação do conselheiro Bruno Dantas. Com a divulgação, será possível saber quantas das denúncias que são apresentadas chegam ao final, com a pronúncia dos réus e o julgamento dos casos.

O trabalho da Enasp revelou um quadro de impunidade que já era intuído por todos. Mas a pesquisa permitiu que os problemas já começassem a ser atacados e com o diagnóstico o sistema de Justiça poderá planejar ações efetivas para que criminosos sejam efetivamente punidos. Os resultados já foram sentidos. A média inicial de apresentação de denúncias sobre homicídios dolosos no Brasil, que variava entre 5% a 8%, subiu para 19% quando considerados os inquéritos finalizados pelas ações da Meta 2. Ainda é pouco, mas também é um bom começo.
FONTE: http://www.conjur.com.br

5. Jovens brasileiros são os que menos lêem dentre 65 países


Quando eu repito aqui no Ah Duvido que Brasileiro não gosta de ler, muita gente retruca. Basta fazer um texto que ocupe mais de duas páginas do Word para aparecer alguém reclamando do tamanho do texto.

É comprovado que para maioria das pessoas que habitam esse planetinha que a leitura é o maior instrumento de agregação de conteúdo e aprendizagem existente. A leitura utiliza um processo neural diferente daquele que você utiliza para assistir televisão, por isso o conhecimento é mais facilmente fixado, além do que, os melhores materiais para assimilação de qualquer tipo de conhecimento está em sua maioria em forma escrita.

Porém, lamentavelmente, nossos jovens brasileiros estão cada vez mais longe da leitura.

Levantamento baseado nos dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) mostra que 39% dos estudantes do País possuem no máximo dez obras literárias e apenas 1,9% é dono de mais de 200 volumes. Baixa escolaridade dos pais e situação socioeconômica ruim são motivos.

Imagine uma sala com prateleiras e estantes repletas de livros de todos os tipos: romances, poesias, crônicas, contos, ensaios, dicionários e enciclopédias. No centro, uma mesa de estudos, onde um aluno faz sua lição de casa. Nos lares brasileiros, essa cena ainda é rara: somos o país onde as crianças têm menos livros em casa. É o que mostra um levantamento inédito do Movimento Todos Pela Educação, com base no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010, que analisou 65 países. Cerca de 39% dos estudantes brasileiros declararam possuir, no máximo, dez obras literárias.

A pesquisa mostra ainda que jovens que convivem com livros em casa apresentaram um desempenho melhor nas provas do programa.

O índice brasileiro é pior que o de estudantes de outros países latino-americanos, como Argentina, México e Colômbia. Entre os que afirmam ter mais de 200 livros, estamos em penúltimo lugar (1,9%), perdendo apenas para a Tunísia (1,7%). Na frente estão, por exemplo, Coréia (22,2%), Islândia (20,32%) e Liechtenstein (20,48%). (Lembrando que Coréia do Sul – primeiro lugar com média de 106 pontos – Islândia ocupam posições de liderança entre os países com maior QI do mundo).

A posição sofrível do Brasil no ranking, segundo especialistas em educação, revela um retrato social e cultural do País. “A quantidade de livros em casa está intimamente ligada ao nível socioeconômico da família e à escolaridade dos pais”, explica Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação.

O acesso ao livro, diz ela, também está ligado ao custo. “Obras literárias são artigo de luxo por aqui. Além disso, enquanto a alfabetização ainda for precária, não tem como a criança encarar o livro como uma ferramenta. Ela é o direito elementar à educação de qualquer indivíduo.”

Christine Fontelles, diretora de educação e cultura do Instituto Ecofuturo, organização não governamental que apoia projetos de educação, afirma que o Brasil precisa criar uma cultura de leitura. “Nós não nascemos leitores. Isso começa na família e só depois se estende para a escola. E esse hábito ainda é ausente no País”, explica. Segundo ela, as crianças devem ser preparadas desde a primeira infância. “O desafio de estimular a ler não pode ser entregue à escola.”

Educadores são praticamente unânimes em afirmar que crescer em uma família “letrada” é determinante para desenvolver o prazer pela escrita.

“O maior obstáculo é trabalhar o mediador de leitura, que pode ser o professor ou os pais, para que ele venda bem a idéia de ler para a criança”,
afirma Marina Carvalho, coordenadora de projetos da Fundação Educar. “Só assim se cria o hábito.”

A última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, mostrou que quem mais influencia o leitor no gosto pelos livros é a mãe, segundo 49% das pessoas. Em seguida, vem a professora, com 33%, e o pai, com 30%.

“A família se mostra como uma “escola de formação do leitor”", diz Zoara Failla, gerente de projetos da entidade. “Em sala de aula, muitas vezes não se desperta o interesse pelo livro como arte. Ele é apenas mais uma tarefa.” Segundo ela, a importância que os pais dão ao livro é determinante para a criança. “Porque esse é o ambiente de formação dos primeiros valores dela”, conclui.

Ilan Brenman, autor de livros infantis e pesquisador em educação, questiona essa relação em algumas famílias. “Alguns pais de classe média reclamam do preço do livro, mas compram consoles de videogame e celulares caríssimos para os filhos. Qual o valor então que eles dão para a educação?”

Na casa de duas alunas observadas nos estudos, o prognóstico é demonstrado: Michelle e Sabrina apresentam excelentes índices na escola e alto QI.

Na casa de Michelle la Marck, de 14 anos, que tem mais de 500 volumes em casa, o convívio com livros desde o berço fez com que a garota desenvolvesse o hábito pela leitura – sua mãe também gosta muito de ler. A influência foi tanta que, aos 9 anos, ela ganhou, no colégio Santa Maria, onde ainda é aluna, o certificado de quem mais alugou livros na biblioteca. “Foram mais de 300 para 200 dias letivos. E li a maioria”, lembra.

Ela lê até 25 livros por ano e diz nunca optar pelo resumo quando a escola pede alguma obra – como, por exemplo, A Metamorfose, de Franz Kafka, que está lendo agora. “Sempre que pesquiso na internet tenho um livro no colo para conferir as informações, tomando o cuidado de ver se está atualizado”, conta.

Sabrina de Oliveira, de 17 anos, lê até dois livros por mês – sem contar os propostos pelo colégio Santo Américo, onde estuda. “Gosto de ler mais de um ao mesmo tempo, e de gêneros diferentes, como um romance e uma peça de teatro, por exemplo”, diz ela, que leu diversas obras de William Shakespeare.

Tanto Michelle quanto Sabrina têm notas altas na escola, confirmando a tendência detectada na pesquisa.

4. Cultura: os abusos da Lei Rouanet
Concorrendo com os Esportes, a “Cultura” vem tentando ocupar o lugar de dinheiro público mais mal empregado desse país. Depois que a Lei Rouanet entrou em vigor a bagunça se instalou no cenário nacional.

A Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991), conhecida também por Lei Rouanet, é a lei que institui politicas públicas para a cultura nacional, como o PRONAC – Programa Nacional de Apoio à Cultura.

As diretrizes para a cultura nacional foram estabelecidas nos primeiros artigos, e sua base é a promoção, proteção e valorização das expressões culturais nacionais, o que nem sempre se cumpre já que qualquer espertalhão entra com um projeto que não tem nenhum relação com a nossa cultura e arranca um dinheirão dos cofres públicos.

Nos últimos anos tivemos diversos absurdos apoiados por essa lei, entre os quais vale a pena lembrar:

* 2 milhões destinados à construção do Blog da Maria Bethania de poesias.

* 6 milhões destinados à turne da Claudia Leitte pela Bahia.

* Projetos de Maria Rita, Marisa Monte, Erasmo Carlos e Sula Miranda: todos acima dos 1,5 milhões anuais. Marisa Monte chega à 5 milhões. (Nenhum desses shows serão de graça, vale ressaltar)

* 9,4 milhões investidos no Cirque du Soleil cuja a meia entrada saiu para os Brasileiros por 50 reais, destinado aos piores lugares da platéia. (Isso em 2006, quando o salário mínimo era R$ 350,00.)

*2 milhões para produção do DVD do Martinho da Villa

*4,4 milhões para Chico Buarque fazer um filme sobre a sua vida.

*12 milhões para o Show da Madonna cuja as entradas ultrapassaram os 14 mil reais no dia do evento.

*2 milhões para criar um site que fala de celebridades

Mas calma amigo, esses são apenas os exemplos mais divulgados – nem vamos falar do Parangolé e companhia LTDA que também sugam nosso dinheirinho. E para deixar tudo pior, já existe projetos de lei para alterar a Lei Rouanet para incluir: eventos religiosos (YES! Só faltava isso, não é Malafaia?), eventos de minorias (Sim, a passeata homossexual também vai pegar a sua grana), para baile funk – é por isso que eles aprovaram “funk” como cultura no Congresso ou você pensava apenas que eles tinham mal gosto -, para comerciais de Tv e muito, mais muito mais babaquices que não dá nem para imaginar como o nosso povo aceita tudo isso calado!

Como funciona:
Passo 1: produtores culturais submetem ao MinC os orçamentos de seus projetos (nas áreas de música, artes plásticas, artes cênicas, audiovisual, literatura etc).

Passo 2: o pedido de patrocínio é analisado por um técnico (parecerista) e pelo grupo multidisciplinar CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura).

Passo 3: a autorização é publicada no “Diário Oficial”

Passo 4: o produtor busca empresas para destinar ao seu projeto parcela do que pagariam de Imposto de Renda. As decisões de patrocínio em geral são tomadas pelas diretorias de marketing das empresas. O patrocinador tem o direito de divulgar sua marca, associada à obra em que investiu. ( Logicamente, qual empresa vai preferir pagar imposto ao invés de ter publicidade agregada à estes veículos artísticos? E sim, esse dinheiro é seu, pois são impostos que deveriam ser investidos em prol do bem comum.)

3. Brasil ocupa o primeiro lugar em consumo de crack

O Brasil é o maior mercado mundial do crack e o segundo maior de cocaína, conforme resultado de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os dados do estudo – que ouviu 4,6 mil pessoas com mais de 14 anos em 149 municípios do país – foram apresentados dia 05 de setembro de 2012 na capital paulista.

Os resultados do estudo, que tem o nome de Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), apontam ainda que o Brasil representa 20% do consumo mundial do crack. A cocaína fumada (crack e oxi) já foi usada pelo menos uma vez por 2,6 milhões de brasileiros, representando 1,4% dos adultos. Os adolescentes que já experimentaram esse tipo da droga foram 150 mil, o equivalente a 1%.

De acordo com o relatório, cerca de 4% da população adulta brasileira, 6 milhões de pessoas, já experimentaram cocaína alguma vez na vida. Entre os adolescentes, jovens de 14 a 18 anos, 44 mil admitiram já ter usado a droga, o equivalente a 3% desse público. Em 2011, 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes usaram cocaína.

O levantamento do Inpad revelou também que a cocaína usada via intranasal (cheirada) é a mais comum. Aproximadamente 5,6 milhões de pessoas já a experimentaram na vida e, somente no último ano, 2,3 milhões fizeram uso. Entre os adolescentes, o uso é menor, 316 mil experimentaram durante a vida e 226 mil usaram no último ano.

A pesquisa também comparou o consumo de cocaína nas regiões brasileiras em 2011. No Sudeste está concentrado o maior número de usuários, 46% deles. No Nordeste estão 27%, no Norte 10%, Centro-Oeste 10% e Sul 7%. Relatórios com resultado e metodologia estão na página do Inpad na internet.

2. Você só recebe 7 meses de salário por ano

É isso aí: 5 dos seus 12 salários nunca chegam ao seu bolso. Vão inteirinhos para o governo. Um brasileiro que ganha R$ 3 mil por mês destina 40,98% desse dinheiro para pagar impostos e contribuições que incidem sobre a renda (como IRPF e INSS), o consumo (ICMS, PIS, COFINS, ISS…) e o patrimônio (IPVA, IPTU, ITR…). O cálculo é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Entre os países analisados, só a Suécia impõe uma carga tributária maior. “A diferença é que a Suécia oferece serviços públicos de qualidade”, diz João Eloi Olenike, presidente do IBPT.
FONTE: SUPERINTERESSANTE

1. Brasil é o líder dos países que mais arrecadam impostos e menor retorno para a população

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que, dentre 30 países pesquisados, o Brasil é que oferece o pior retorno em benefícios à população dos valores arrecadados por meio dos impostos.

O levantamento avaliou os países com as maiores cargas tributários do mundo, relacionando estes dados ao Produto Interno Bruto (PIB) e ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada nação. O resultado é expresso no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES).

No Brasil, a carga tributária equivale a 35,13% do PIB. Em 2011, o IRBES do país foi de 135,83 pontos, o pior resultado no grupo de 30 economias pesquisadas. Itália, Bélgica e Hungria vêm em seguida no ranking (veja abaixo as 10 primeiras posições).

Nações como Grécia, Uruguai e Argentina estão bem à frente do Brasil no que se refere ao retorno à população dos impostos arrecadados. O melhor resultado é o da Austrália, que tem uma carga tributária de 25,90% do PIB, com um índice de retorno de 164,18 pontos.

Países como Dinamarca, Noruega e Finlândia, conhecidos por oferecer serviços de alta qualidade a suas populações, entram na lista dos piores retornos por causa da elevada carga tributária. “O que puxa o índice é a carga de impostos. Dinamarca e Suécia arrecadam muito e, mesmo assim, não estão entre os primeiros quando se trata do IDH”, explica João Eloi Olenike, presidente do IBPT.

A Austrália tem uma carga tributária de 27,5% do PIB, quase metade da dinamarquesa (44,06% do PIB). O IDH australiano, entretanto, é de 0,929, enquanto que o da Dinamarca é de 0,895. “Países que oferecem melhores retornos à população, como no caso da Austrália, conseguem manter um IDH elevado com menos recursos do que, por exemplo, a Dinamarca e a Noruega”, diz Olenike.
 (Postado por em Crítica - Ah Duvido)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Por que não podemos beber água salgada?

Quantos copos de água você bebe por dia? Essa água é doce ou salgada? Doce, você responde, logicamente. Mas por que será que a água salgada não deve ser bebida? Existe um fator além do gosto horrível, e talvez você ainda não saiba disso.

A água salgada causa desidratação. Como assim? Imagine que você levou um caldo na praia e acabou bebendo um pouco da água do mar. Nesse caso, seu corpo precisa urinar mais volume do que o de água ingerido para se livrar de todo o sal extra, fazendo com que você sinta mais sede do que nunca.

Alguns animais têm seus corpos preparados para o sal extra. Os albatrozes, por exemplo, contam com uma glândula atrás de seus olhos, responsável pela filtragem da água salgada. O sal extra é então eliminado pela ponta do bico desses animais.
Dessalinização


Fonte da imagem: Pixabay

Se você está se perguntando como é que a Ciência ainda não trabalha com a dessalinização da água, a resposta é: esse tipo de tecnologia existe, mas demanda um uso de energia muito intenso.

De acordo com o Live Science, os processos de dessalinização ocorrem em muitos lugares do mundo, mas, devido aos custos e à energia necessária, muitos países ainda preferem não oferecer esse tipo de serviço.
(Aqui ó: Life`s Little Mysteries Live Science )

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vicks VapoRub - Você Sabia?


  Vicks VapoRub

Durante uma conferencia sobre Óleos Essenciais, comentavam como a planta dos pés pode absorver os óleos. O exemplo consistia em colocar alho na planta dos pés e aos 20 minutos, já podia sentir o sabor na boca! (faça o teste e comprove).

Alguns de nós temos usado o Vick VapoRub durante muitos anos como remédio para muitas coisas, mas nunca tínhamos escutado sobre isto. E acredite, porque funciona em 100% das vezes que se faz, apesar dos cientistas que descobriram não estarem seguros de como isso acontece.

Para deter a tosse noturna de uma criança (ou de um adulto), espalhe Vick VapoRub generosamente sobre a planta dos pés e logo cubra com meias.

Mesmo a tosse mais persistente, forte e profunda se deterá no máximo em uns 5 minutos e darão muitas horas de alivio.

Funcionam 100% das vezes que se faz e é mais eficaz nas crianças. Além disso, é extremamente calmante e reconfortante, enquanto dormem profundamente. É surpreendente ver que é mais eficiente que os medicamentos prescritos para as crianças tomarem a noite. Se você tem filhos, netos ou amigos idosos, repasse esta mensagem.

Se você estiver com tosses fortes, comprove em você mesmo e ficara maravilhado quando ver e sentir como funciona.
 
ATENÇÃO: o fabricante de VVP  também alerta para que o medicamento não seja utilizado nas narinas, na boca, em bandagens muito apertadas, em ferimentos ou sobre a pele arranhada, além de repetir a indicação de que o uso se destina a pessoas maiores do que 2 anos de idade.
(fonte: facebook - diário da saúde)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O poder político em decadência acelerada



Existem fatores transformadores que estão na origem da decadência do poder político; 
são eles, a expansão do conhecimento, a mobilidade e a revolução das mentalidades. Por outro lado, os dirigentes partidários da esquerda e da direita sabem que o poder se encontra cada vez mais centralizado. Em muitos países, a crise financeira está a aumentar as desigualdades, com os plutocratas a enriquecerem cada vez mais, a classe média a desaparecer e os pobres a serem esmagados.

Hoje vivemos tempos em que o poder está a sofrer deslocalizações do Ocidente para o Oriente, de Norte para Sul, dos ministérios governamentais para as praças públicas e dos homens para as mulheres. Os governos estáveis começam a ser uma raridade, sendo mais fácil ganhar o poder, mais complexo de o exercer e cada vez mais difícil de o manter.

Em muitos países os partidos tradicionais estão a ser substituídos por novos, como acontece com o Independence Party no Reino Unido ou o Movimento Cinco Estrelas de Beppe Grillo na Itália. Assim, o poder político torna-se mais deslizante, o mundo está a ser governado por políticas de curto prazo, os políticos falham constantemente a resolução dos problemas de longo prazo, como por exemplo no desarmamento e nas alterações climáticas.

Estas dinâmicas de poder podem no futuro aumentar o espaço para ditadores, tiranos e monopólios de poder, ou resultar numa perigosa paralisia e estagnação das sociedades. Para combater estes perigos é necessário que surja uma vaga de inovação política e institucional. A incerteza e a instabilidade política dificultam os consensos entre os principais líderes mundiais, cada vez mais enfraquecidos, incapazes de impor a sua vontade perante o poder financeiro, falhando duramente na prevenção de conflitos fiscais e orçamentais, que resultarão em maior ineficiência e turbulência na governança global. Esta tendência perturbadora do sistema global muito menos resiliente implicará cada vez mais instituições nacionais e internacionais frágeis e enfraquecidas. Será que o poder político conseguirá ganhar novo folgo?

(por Francisco Fonseca - O mundo em contramão)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

GUIA DE DOAÇÃO DE SANGUE




Nunca se sabe quando pode acontecer uma emergência e, por isto, postamos este prático Guia de Doação de Sangue...

Com ele você e outras pessoas podem saber na hora quem tem o sangue compatível, para doar ou receber sangue para uma transfusão...


A dica é você imprimir este guia e carregá-lo sempre com você... Isto pode economizar um tempo precioso e salvar a sua vida ou a de outra pessoa...


Por favor, COMPARTILHE esta postagem, para que todas as pessoas que lhe conhecem possam ficar sabendo também !!!

(fonte:  Saúde & Qualidade de Vida)

terça-feira, 9 de abril de 2013

As atuais disputas territoriais brasileiras

Quando falamos em disputas territoriais, provavelmente a primeira a vir a nossa mente é o conflito palestino-israelense. No tocante a América do Sul, as Malvinas, que já gerou até uma guerra, são o objeto de disputa mais lembrado.

Mas o Brasil, apesar dos grandes esforços do Barão do Rio Branco, em solucionar tais contendas, também possui suas disputas territoriais. Como não geram conflitos armados, mas apenas ideológicos, essas disputas não são citadas pelos meios decomunicação e por vezes são desconhecidas para a maioria dos brasileiros.


Então, vamos conhecer as atuais disputas territorias brasileiras?





Ilha de Guajará-mirim - Brasil x Bolívia:


(Via Google Earth)

Conhecida na Bolívia como Isla Suárez, é uma ilha localizada no rio Mamoré, na Amazônia. A ilha é parte do departamento boliviano de El Beni, mas segundo o governo brasileiro, ela pertence ao município de Guajará-mirim, no estado de Rondônia. Esse território tem uma área de 2,58 km², com um comprimento de 3,3 km de comprimento por 1,1 km de largura e um perímetro de 7,9 km. Há também duas minúsculas ilhotas situadas na parte oriental, com uma área de 5,3 e 6,4 m² cada uma.

A área foi demarcada pelo Tratado de Ayacucho, a 27 de março de 1867, sendo que a fronteira nesta área foi demarcada em 1877, estabelecendo-se lá a empresa boliviana Irmãos Suarez em 1896. O Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, confirmou o mesmo limite estabelecido em 1867. Em 1 de abril de 1930, o Brasil reclamou pelo que considerava uma inadequada ocupação da ilha. Em 1937, o governo da Bolívia emitiu um relatório mostrando uma proximidade maior da ilha ao lado boliviano, que foi rejeitado pelo Brasil. Em 1955, o Brasil pensou em estabelecer um posto policial na ilha, mas não levou o projeto adiante.

Em 29 de março de 1958, foi assinado um acordo entre os dois países chamado Acordo de Roboré, no qual, além da resolução de outras questões em litígio, foi acordado, no futuro, resolver a disputa sobre a soberania da ilha Suárez. Esta convenção foi ratificada pelo Congresso Brasileiro em 30 de novembro de 1968.

A ilha continua sem uma solução definitiva acerca de sua posse territorial e permanece de fato sob administração boliviana. Mais de 80 ilhas nos rios Guaporé e Mamoré ainda têm de ser atribuídas a um ou outro país.


Rincão de Artigas - Brasil x Uruguai:


(Via Google Earth)

O Rincão de Artigas é um interflúvio entre o Rio Quaraí e o Arroio Invernada. Trata-se de um território de 237 km2 que faz parte do município de Santana do Livramento, RS.

O Uruguai considera que por un erro na delimitação da fronteira entre os dois países em 1856, esse território passou para a possessão brasileira em 1861. Segundo os uruguaios, o Arroio marcado não foi o Invernada, mas outro mais ao sul. Desde 1934, o país vem solicitando ao Brasil a revisão da demarcação, porém o Brasil não reconhece o erro e portanto não considera o local como área em litígio.

O governo uruguaio, em 1974, baixou um decreto determinando que os mapas oficiais passassem a assinalar como "limites contestados" a área compreendida entre os marcos intermédio 941 e o último marco da coxilha de Santana, em Masoller, marco 49-I.

As últimas notas trocadas entre o Brasil e o Uruguai, sobre este assunto são:

- Nota do Uruguai de 17 de agosto de 1988 (esta nota veio acompanhada de outras duas notas com mesma data, uma versando sobre a conveniência de se estabelecer a adjudicação das águas na região da foz do rio Quaraí no rio Uruguai e a outra sobre o aproveitamento das águas do rio Quarai). A nota uruguaia sobre o Rincão de Artigas foi respondida pela:

- Nota do Brasil nr. 272 de 4 de dezembro de 1989, repetindo praticamente as mesmas contestações referentes aos mesmos argumentos do Uruguai. Nesta nota o Brasil acusa o recebimento da nota uruguaia, "...sem acrescentar novos dados" e diz ter "sempre manifestado ao Ministério das Relações Exteriores uruguaio o que é uma posição oficial e permanente do Governo Brasileiro".

Desde então não houve nova troca de notas entre os dois governos sobre este assunto.


Mapa uruguaio apresentando a região como "limite contestado"


Ilha Brasileira - Brasil x Uruguai:


(Via Google Earth)

A Ilha Brasileira é uma pequena ilha fluvial localizada na foz do rio Uruguai, entre os municípios de Barra do Quaraí, Monte Caseros, na Argentina, e Bella Unión, no Uruguai. Administrativamente, a ilha pertence ao município de Barra do Quaraí, RS, mas é reclamada há mais de um século pelo Uruguai.


Para os uruguaios, a Ilha Brasileira não é uma ilha na foz do rio Quaraí, mas sim uma ilha localizada ao sul dessa foz, já no rio Uruguai. Portanto a ilha aínda não foi "demarcada". O governo uruguaio, em 1974, baixou um decreto determinando que os mapas oficiais passassem a assinalar como "limite contestado" a ilha localizada na foz do Quaraí.


O brasileiro José Jorge Daniel, era o único morador da ilha. Ele faleceu 2011 aos 93 anos. "Seu Zeca - o guardião da Ilha Brasileira", como era conhecido por todo o estado do Rio Grande do Sul, morava no local desde 1964. A partir de então a ilha permanece desabitada, o que pode servir de incentivo para os interesses uruguaios.
(Fonte: Férias do Clark: As atuais disputas territoriais brasileiras)