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quarta-feira, 28 de março de 2012

ALICERCE...

Quer conhecer um homem? 

Observe sua mulher.

 

Em um jantar, Michelle Obama se deparou com um "ex-namoradinho". Ele era um dos cozinheiros da festa. 

Obama não se conteve em dizer: 
" - Se vc estivesse casada com ele, provavelmente seria uma cozinheira!" 
Ela mais que rapidamente respondeu: 
" - Não, ele é quem seria o Presidente!"

ORIGEM DO CHURRASCO


Segundo indicam os fatos históricos, foi no século XVII que no Rio Grande do Sul surgiu a forma gaúcha de se fazer churrasco, que hoje se difundiu por todo país e tem até reconhecimento e apreciação internacional. Além disto, tornou-se sinônimo de festa e confraternização entre familiares e amigos.
A descoberta do churrasco é atribuída aos índios que habitavam a costa das três Américas. Eles assavam a carne ao ar livre, numa fogueira sobre pedras com auxílio de uma grelha de madeira verde, mas foi na região do grande pampa que o churrasco encontrou o seu ambiente ideal.
A pecuária sempre foi uma das maiores riquezas do Uruguai, da Argentina e do sul do Brasil, na chamada região dos pampas, e a lida com o gado afastava os homens do campo por longos períodos de suas casas.
O churrasco era uma forma mais prática de fazer uma refeição, pois tudo que era necessário para preparar a refeição estava à mão: uma boa faca afiada, uma fogueira preparada em um buraco cavado no chão (fogo de chão), um espeto de vara que podia ser preparado na hora com galhos, um generoso pedaço de carne e sal grosso. 

O sal grosso, aliás, era e até hoje é utilizado como complemento na alimentação dos bovinos. A carne era cortada em pequenos pedaços e servida, iniciando a forma de se servir carne chamada de rodízio. E estava assim criado o jeito gaúcho de se preparar churrasco.
A princípio, o churrasco como conhecemos hoje era muito raro, pois não havia preocupação com o comércio da carne bovina, e sim do couro e sebo. No Rio Grande do Sul, o churrasco até hoje faz parte da cultura do gaúcho, estando também sempre presente na vida do campeiro gaúcho.
Em todo o Brasil, existem milhares de churrascarias, que satisfazem a todos com a qualidade e grande oferta de carnes, saladas, acompanhamentos e sobremesas.
 

Hoje existem churrascarias brasileiras espalhadas pelo mundo e fazendo muito sucesso em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Itália, Suíça, Inglaterra, Macau, Singapura e Tailândia. É a cultura brasileira se espalhando pelo mundo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O BEM E O MAL


O Bem e o Mal estão misturados neste mundo e se manifestam sob diversos aspectos. A tragédia e a comédia, a infelicidade e a felicidade, a guerra e a paz, são sempre motivadas pelo Bem e o Mal. Mas porque existem homens bons e homens maus? Deve haver alguma causa fundamental que os origina e esta causa precisa ser conhecida.
Evidentemente, todo ser humano deseja ser bom. Ninguém gosta de ser mau. Tanto no campo da política social como no terreno da família, todos, salvo algumas exceções, amam o bem por inclinação natural, porque sabem que a paz e a felicidade não nascem do Mal.

Vou definir o homem bom e o homem mau.
O homem bom acredita no invisível. O homem mau não acredita no invisível. Quem acredita no invisível, acredita na existência de Deus; em outros termos, é espiritualista. Quem não acredita no invisível, é materialista e ateu.
Quando um homem pratica o Bem, seus pensamentos emanam do amor, da misericórdia, da justiça social e, em sentido amplo, do amor à humanidade. Há homens que praticam o Bem por acreditarem na lei do karma. Ajudam os outros por compaixão, imbuídos do pensamento budista de retribuição das quatro obrigações.
Não desperdiçar as coisas, agir com simplicidade e frugalidade – são algumas das manifestações do Bem. O homem de fé sente-se grato a Deus. A atitude de agradecimento, o esforço para submeter-se à vontade de Deus – estão entre as principais manifestações do Bem.

Vejamos agora a psicologia do homem mau. Quem pratica maus atos não acredita absolutamente na existência de Deus. Essas pessoas pensam que podem praticar qualquer maldade para se beneficiarem, desde que consigam fazê-lo às escondida. Têm pensamentos niilistas, iludem os outros como se tratasse da coisa mais comum, prejudicam o próximo sem pensar nas perturbações que causam aos homens e à sociedade. Em casos extremos chegam até a perpetrar assassínios. A guerra é um assassínio grupal. Os heróis da antiguidade provocavam grandes guerras para alimentar o seu desejo ilimitado de poder e procediam de acordo com o lema segundo o qual " a razão está com quem detém o poder".
Mas há um velho ditado que diz: " Enquanto os ventos lhes são favoráveis, o homem vence até o céu; quando o céu decide, entretanto, o homem é subjugado". O homem mau pode prosperar durante algum tempo, mas o seu fim será sempre um destino trágico. Isto é claramente demonstrado pela História. O motivo de sua ruína, naturalmente, foi o mal que praticou.

Essas pessoas, porém, crêem que obter vantagens à custas dos outros é até uma prova de esperteza e por isso praticam o maior número possível de atos malignos, para poderem levar uma vida faustosa. Elas também pensam que não existe vida no mundo espiritual e que o ser humano, após a morte, fica reduzido a zero. É através desses pensamentos que surge o Mal.
No entanto, ainda que esses indivíduos tenham sorte, o seu sucesso é apenas temporário. Se as observarmos com uma visão ampla, vemos que um dia acabam sendo infalivelmente destruídas.
Quem erra praticando o mal, vive sempre intranqüilo, no terror de ser descoberto e preso a qualquer momento. E torturado pelo peso da consciência, terá de se arrepender fatalmente.
Muitas vezes, uma pessoa que cometeu um delito acaba por denunciar-se a si própria. E não raro, ao ver-se presa e condenada, fica até contente, sentindo-se aliviada. Isto acontece porque a alma, dada por Deus, foi repreendida por Deus. Porque a alma se comunica com a divindade através do fio espiritual. Portanto, quando um homem pratica o mal, mesmo que iluda perfeitamente os olhos dos outros, não consegue iludir-se a si mesmo. Através do fio espiritual que liga o homem à divindade, Deus conhece detalhadamente todos os atos do ser humano.
 (Ensinamento de Meishu Sama)

sábado, 24 de março de 2012

CARTILHA DO ELEITOR DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

De onde vem e a quem pertence o dinheiro destinado ao município?

O dinheiro que chega à conta da Prefeitura vem dos impostos e taxas cobrados pelo próprio município, além de repasses de recursos obrigatórios feitos pela União e pelo Estado (dinheiro dos impostos federais e estaduais). É, portanto, dinheiro público, ou seja, pertence a todo o povo do município e não ao prefeito.


Quais são as responsabilidades do prefeito?




O Poder Executivo municipal é exercido pelo prefeito, que é o responsável pela administração do município. Isso inclui a realização de obras, a prestação de serviços públicos como saúde, educação, abastecimento de água, limpeza das ruas e outros. Ele também é responsável pela execução de programas que beneficiem a comunidade, como programas de apoio ao agricultor, e pela fiscalização do cumprimento das leis aprovadas pelos vereadores. O prefeito deve prestar contas de seu trabalho à câmara de vereadores e aos cidadãos.


Qual o papel dos vereadores?


O Poder Legislativo no município é exercido pelos vereadores na câmara municipal. Os vereadores representam os cidadãos e fazem as leis do município, que devem ser cumpridas por todos, inclusive pelas empresas e pela própria prefeitura. É papel do vereador fiscalizar a atuação do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais e os atos de toda a administração municipal. Também é dever do vereador defender melhorias para o município nas áreas de saúde, educação e transportes.


Atenção


- As obras e trabalhos feitos pela prefeitura não são um "favor" para a população, pois o dinheiro do município existe exatamente para atender às necessidades da comunidade!
- Cuidado com prefeitos que fazem obras ou prestam serviços como se fossem um presente para a população - isso tudo é pago com dinheiro público, que pertence ao povo! Veja bem se o prefeito administra com competência e sem nenhum favorecimento os recursos que, afinal, são da comunidade.
- O vereador não pode tomar posições apenas para obter prestígio ou benefícios próprios. Para ser um bom representante do povo, o vereador deve apoiar as propostas corretas e também combater as coisas que estão erradas.
- A população pode e deve exigir que os vereadores fiscalizem todas as ações da prefeitura - e que denunciem o que estiver sendo feito de modo errado. Se for necessário, a câmara municipal pode criar comissões parlamentares de inquérito para apurar, fazer vistorias e inspeções nos órgãos municipais e ainda convocar as autoridades do município para depor e prestar esclarecimentos de determinado fato.
MANUAL DO BOM ELEITOR

O juiz eleitoral, Evandro Cangussu, lembra aos cidadãos que antes de votar, é preciso conhecer o candidato. Para ele, algumas dicas simples podem fazer a diferença na hora de eleger alguém. “Deve-se ter em mente que ao votar, você estará mudando o seu futuro, da sua cidade, do seu país e, até mesmo, do mundo”, enfatiza.

Para orientar os cidadãos, o juiz aponta as principais características do bom eleitor. 

Veja abaixo:

- Nunca venda ou troque seu voto por regalias/favores;

- Acompanhe nos veículos de comunicação as notícias sobre os candidatos e seus programas de governo;

- Nunca vote num candidato influenciado por veículos de comunicação, mídias eletrônicas ou pesquisas eleitorais. Eles servem apenas como embasamento;

- Acompanhe a mesma notícia sobre os candidatos em diversas mídias e veículos de comunicação. Servirá como um “tira-teima” para sua decisão final;

- Discuta com parentes e amigos as propostas dos candidatos e seu histórico familiar e político;

- Tenha em mente que o seu poder de decisão influenciará o meio em que vive. Por isso, vote consciente de que optou pelo melhor candidato e melhor proposta de governo;

- Avalie o caráter do candidato, seu passado, a qualidade de suas propostas, sua competência e seu compromisso com a comunidade. Se ele é realmente um candidato sério e honesto. Se houver alguma suspeita ou denúncia contra o candidato, procure se informar e ouça o que ele tem a dizer em sua defesa antes de decidir o seu voto;

- Tenha atenção nas propostas dos candidatos. Elas são viáveis? Desconfie de propostas “mirabulantes”;

- Para facilitar o voto, leve uma “colinha” com o nome, número e partido dos candidatos anotados num papel. Seqüência de votação: primeiro o número do deputado federal, depois do deputado estadual, na seqüência virão senador, governador e presidente,

- Guarde sua colinha junto com o seu título de eleitor. Servirá para lembrá-lo dos candidatos que você votou e, em caso de eleito, poderá acompanhar o seu desempenho nos próximos quatro anos.
( Por: Rosiane Souza )

sexta-feira, 23 de março de 2012

BANDAS NACIONAIS DOS ANOS 80


O rock brasileiro da década de 80, também considerado por muitos como pop rock nacional dos anos 80, foi um movimento musical que surgiu já no início da década. Ganhou até mesmo um apelido, o BRock, dado por Nelson Motta. É caracterizado por influências variadas, indo do new wave, passando pelo punk e o próprio conteúdo pop emergente do final da década de 70. Ainda assim, em alguns casos, tomou por referência ritmos como o reggae e a soul music . Suas letras falam na maioria das vezes sobre amores perdidos ou bem sucedidos, não deixando de abordar é claro algumas temáticas sociais. O grande diferencial das bandas deste período era a capacidade de falar sobre estes assuntos sem deixar a música tomar um peso emocional ou político exagerados. Fora a capacidade que seus integrantes tinham de falar a respeito de quase tudo com um tom de ironia, outra característica marcante do movimento. Outra particularidade típica foi o visual próprio da época; cabelos armados ou bastante curtos para as meninas, gel, roupas coloridas e extravagantes para os meninos e a unissexualidade de tudo isso, herança direta do Glam Rock de Marc Bolan, David Bowie e seus discípulos, como o Kiss e The Cure.


Tudo começou com o surgimento de bandas como a Gang 90 e as Absurdettes, seguida por sua contrapartida carioca, a Blitz e seu grande sucesso "Você não soube me amar", de 1982, tendo integrantes como Lobão, Evandro Mesquita e Fernanda Abreu, artistas em voga até hoje. O sucesso iminente dessas bandas impulsionou o lançamento de produtos infantis como revistas em quadrinhos e álbuns de figurinhas, tamanha a popularidade obtida com este público específico. O auge da Blitz aconteceu em 1985, no show do Rock in Rio. Liderada por Evandro Mesquita, a banda tinha como característica marcante as performances teatrais no palco, que se tornaram grandes brincadeiras responsáveis pela animação coletiva do público que comparecia aos shows. Mas não eram apenas apresentação musicais: envolviam música e muita interpretação, o que tornaria o show da banda um referencial de espetáculo para os músicos que começavam a surgir. O sucesso da Blitz foi a porta de entrada para outras bandas que ensaiavam escondidas em suas garagens.


Em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília pipocavam bandas no início dos anos 80. No sudeste do país, o Rio de Janeiro revelou vários conjuntos. Os shows no “Circo Voador”, local que se tornou o berço de várias bandas que estouraram naquela época, revelaram Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, Gang 90 e as Absurdettes, Barão Vermelho, entre outras. Destas, as que tiveram mais destaque (e continuam tocando e fazendo relativo sucesso até hoje) são os Paralamas, Kid Abelha e Barão Vermelho.


Estas últimas remanescentes reúnem muitas das características do rock daquela geração. Os Paralamas do Sucesso, por exemplo, apostaram na mistura do rock com reggae e ritmos africanos, exemplificado nas faixas do disco "Selvagem?", de 1986 especialmente em "Alagados" e "A Novidade". Tudo isso, adicionado a um apelo pop influenciado pelo rock inglês da época, formou um tipo de som considerado revolucionário ao público e crítica daqueles anos. A banda também mostrou, principalmente no disco anterior,“O Passo do Lui”, muitas influências da banda inglesa “The Police”.
O Kid Abelha apostou mais no som com influências do pop, da new wave e da jovem guarda. Músicas como “Por Que Não Eu?”, “Como Eu Quero”, “Pintura Íntima” e “Fixação” são seus exemplos mais vivos.
Já o Barão Vermelho fixou-se no rock mais tradicional, aliado à força das letras poéticas do vocalista Cazuza. Em seus primeiros passos como uma banda, no começo da década, suas influências diretas eram o blues e o rock'n roll clássico dos Rolling Stones. Canções como “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” (ainda com Cazuza na banda) e “Pense e Dance” (com Roberto Frejat assumindo os vocais depois da saída de Cazuza em carreira solo) são algumas das mais marcantes da geração Coca-Cola.


As bandas paulistas também tiveram importante papel no cenário que havia se formado. Algumas das principais referências vindas deste estado eram Ultraje a Rigor, RPM, Titãs e Ira!.
Influenciados pelo punk e pelo rock mais pesado, o IRA! e os Titãs trilharam caminhos parecidos. Ambas tiveram como característica os altos e baixos nos números de vendas de discos. Além disso, uma curiosidade que liga especialmente as duas bandas: em 1985, Titãs e IRA! trocam de bateristas, saindo Charles Gavin do IRA! e indo para os Titãs, e André Jung fazendo a trajetória inversa. Ambos ainda tocam com suas respectivas bandas até hoje.


O Ultraje a Rigor, a exemplo do Barão Vermelho no Rio de Janeiro, apostou todas as fichas na força do puro rock'n roll. Mas as duas bandas tinham uma grande diferença. Enquanto a banda liderada por Cazuza e Roberto Frejat calcava a carreira cada vez mais na seriedade de suas letras (que questionavam, entre outros assuntos, as condições da sociedade da época), a banda liderada por Roger Moreira falava destes problemas com ironia e um deboche escrachado. Músicas como "Inútil" - citada até pelo político Ulisses Guimarães na época das "Diretas Já" - viraram hinos da juventude bem humorada e cansada dos tempos difíceis da ditadura, tanto pelo aspecto econômico quanto por outros problemas que cresceram no país, durante os anos 80. Curiosidade: o riff de guitarra de "Inútil" foi composto pelo guitarrista da banda na época, Edgar Scandurra, que depois se tornaria guitarrista e principal compositor do IRA!.
São Paulo trouxe à tona também o maior fenômeno de vendas das bandas dos anos 80. O RPM, liderado pelo carisma do vocalista Paulo Ricardo, quebrou recordes de vendagens de discos e de shows no país, em um fenômeno nunca antes visto em terras brasileiras. Faixas como “Rádio Pirata”, “Louras Geladas”, “Olhar 43” e “A Cruz e a Espada”, do primeiro disco da banda, "Revoluções Por Minuto", foram sucessos em rádios de todo o Brasil. Para aproveitar o sucesso, um ano depois do primeiro disco eles lançam “Rádio Pirata Ao Vivo”. As versões ao vivo de músicas já consagradas do primeiro álbum, mais faixas inéditas (“Alvorada Voraz”) e covers (“London London”, de Caetano Veloso) agradaram em cheio o público, fazendo com que o álbum vendesse 2,2 milhões de cópias. As características da banda são baseadas na mescla de teclados, sintetizadores, guitarras e baterias eletrônicas em alguns momentos, aliados ao vocal carismático de Paulo Ricardo, que virou símbolo sexual da época.

O Rio Grande do Sul, apesar de afastado do eixo Rio - São Paulo, revelou bandas importantes do cenário rock dos anos 80. Os destaques foram as bandas Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós.


Os Engenheiros do Hawaii surgem no ano de 1986, com o disco “Longe Demais das Capitais”. As letras do vocalista Humberto Gessinger chamaram a atenção pela crítica ácida aos padrões da sociedade da época e, durante os discos seguintes da banda, arrebanharam milhões de fãs fiéis em todo o país. Durante a década, a característica principal da sonoridade dos Engenheiros era o entrosamento dos três integrantes. Humberto Gessinger, que assume o baixo no segundo disco, "A Revolta dos Dândis", de 1987; Augusto Licks, guitarrista que se junta à banda depois do lançamento do primeiro disco; e Carlos Maltz, baterista, eram os músicos que tinham como influências bandas como o "Rush" e "Emerson, Lake and Palmer", sempre misturando o rock com as sonoridades tradicionais gaúchas, do estado do Rio Grande do Sul.


O Nenhum de Nós nasce em 1987, com o disco "Nenhum de Nós". A banda, liderada pelo vocalista e baixista Thedy Corrêa, tinha influências de rock inglês, música folk americana e elementos da música regional gaúcha, a exemplo do Engenheiros do Hawaii. As características da banda são vistas em músicas como "Camila, Camila" e "Astronauta de Mármore", uma versão de "Starman" do roqueiro inglês David Bowie.


Em Brasília existia um circuito de bandas. Tudo começou com o Aborto elétrico (1980), banda formada por Renato Russo(voz e guitarra),Fé Lemos(bateria) e seu irmão Flávio Lemos(baixo).
No ano em que o Aborto se separou, surgiram as bandas de Brasília Plebe Rude, Legião Urbana e Capital Inicial, que depois se tornaram famosas.


Da Bahia surgiu a banda Camisa de Vênus, liderada por Marcelo Nova, amigo e sob nítida influência de Raul Seixas, e também do punk rock inglês. Havia muita resistência das gravadoras ao nome da banda, considerado de difícil divulgação. Seu principais sucessos são "Simca Chambord", "Sílvia Piranha", "Eu não matei Joana D'Arc".


Hoje em dia, há uma movimentação que mostra algumas bandas do BRock voltando à ativa, mesmo que apenas para shows. O saudosismo do público com os artistas daquela época colabora para que a "onda anos 80" esteja mais forte do que nunca, marcando inúmeros lançamentos de coletâneas, remasterização de discos, livros sobre a época e sites de discussão na Internet.

ALGUMAS BANDAS DA ÉPOCA:

Aborto Elétrico
Gang 90 e as Absurdettes
Biquíni Cavadão
Dr.ª Silvana e Cia
Afrodite se Quiser
Lobão e os Ronaldos
Roupa Nova
Akira e as garotas que erraram
Violeta de outono
Kid Abelha e os Abóboras Selvagens
Ultraje a Rigor
João Penca e seus Miquinhos Amestrados
Paralamas do Sucesso
Barão Vermelho
Taranatiriça
Ratos do Porão
Ritchie
Cabide C
Blitz
Legião Urbana
Replicantes
Paralamas do Sucesso
Kiko Zambianchi
Titãs
Ira
Capital Inicial
Banda Zero
RPM
Camisa de Vênus
Plebe Rude
Léo Jaime
Engenheiros do Hawai
Nenhum de Nós
Cazuza
Cachorro Grande
Lulu Santos
Inocentes
Herva Doce
Hanoi Hanoi
Metrô
Garotos Podres
Heróis da Resistência
Rádio Táxi
Sempre Livre
Uns & Outros
Inimigos do Rei
Brylho e Solo
Cascavelettes
Defalla

terça-feira, 20 de março de 2012

ELEITOR, CONHEÇA O BOM GOVERNANTE!

"O regime democrático é o pior dos regimes, com exceção de todos os outros" W. Churchill
Entre o discurso do governante e a escolha do eleitor há um imenso espaço e muitas vezes uma grande distância. Nesse espaço encontram-se as angústias e esperanças de um povo.

A distância que os separa está diretamente relacionada com a capacidade do governante e de sua equipe em compreender e atender aos anseios da sociedade. Do que mais sociedade precisa hoje é de bons governantes e bons eleitores para aprimorar o regime democrático.

O bom governante distingue, com clareza, as proposições e intenções de campanha das estratégias de governo para implementação das propostas.

O bom governante sabe manter vivo o compromisso assumido com a sociedade diminuindo, eliminando ou mesmo superando a distância que separa as realizações das intenções.

O bom governante sabe que o grande segredo para se fazer um bom governo reside, em grande medida, na formação de sua equipe de executivos.

O bom governante tem clareza da existência de áreas na gestão pública que exigem profissionais com predominante competência política e sabe avaliar àquelas onde a competência técnica é mais exigida.

O bom governante sabe ainda ser imprescindível que os seus executivos, qualquer que seja a função que ocupem, além de postura ética e honradez devem ter competência interpessoal, capacidade de articulação e de negociação, além, claro, de espírito democrático.

O bom governante tem plena consciência de que as suas decisões, na composição das equipes, são pessoais, por prerrogativa da função, e sabe que umas são mais pessoais do que outras. Em sua cota pessoal e intransferível está, seguramente, o tripé de apoio à escolha de prioridades e ao gerenciamento das ações de governo: o planejamento, as finanças e a administração.

Estratégias e ações que reproduzam melhoria na qualidade de vida das pessoas não são do governo, e sim da sociedade. Se implementadas numa perspectiva de modernidade estarão, no mínimo, sintonizadas com os seguintes princípios desejáveis:

(1) O planejamento é entendido como processo compartilhado com as comunidades, movendo-se do plano das intenções para o acontecimento estratégico, com monitoramento e revisão permanente das ações.
(2) As finanças públicas são gerenciadas com eliminação da arcaica, perseguidora e costumeira visão fiscalista do Estado, substituindo-a por moderna visão do tributo como instrumento indutor do desenvolvimento, oferecendo espaço para a efetivação dos talentos empreendedores existentes no Estado.
(3) A administração deixa de ser menos cartorial e de simples tesouraria para pagar funcionários passa a colocar em prática o conceito profissional de gestão de pessoas, com investimento intensivo em capacitação e reciclagem.
(4) Nas relações com a sociedade o governo se obriga ao cumprimento fiel e respeitoso dos direitos de cidadania, sem que esteja sempre sendo lembrado desse compromisso.
(5) Deve incorpora ainda o formidável conceito – pouco assimilado por essas bandas - de que a sociedade sempre será maior do que o governo. E este será sempre maior do que o governador.
(6) Por fim deve adotar como "mantra" o princípio constitucional da liberdade absoluta, traduzida na expressão de uma geração rebelde da década de 60 "Sou contra o que você diz, mas defenderei até à morte seu direito de dizê-lo!"

O povo, em sua sabedoria, - se feita uma adequada leitura do inconsciente coletivo - faz a sua opção por um governante não pelas propostas que este apresenta, mas pela esperança de ver os projetos concretizados. Com isso ao votar, estão escolhendo também a habilidade do governante em formatar sua equipe.

Não é o povo que escolhe a equipe, mas é ele que faz a encomenda dos resultados que deseja. Um raciocínio purista concluiria que é democrática a escolha de governantes e legisladores, sendo menos identificado com o regime o processo de escolha dos executivos e auxiliares que irão contribuir na implementação das ações.

Na verdade, o processo democrático ainda não avançou na busca de formas de escolha das principais equipes que irão implementar as propostas aprovadas pelo povo. Continua de responsabilidade exclusiva do governador eleito. As universidades federais do Brasil são exemplos dessa busca.
Enfim, o povo delegou ao governador eleito essa atribuição, assumindo a postura de cobrador dos resultados na ponta das realizações.

O bom eleitor desconfia dos programas compensatórios, paliativos e todos aqueles que colocam os governantes como figuras generosas que atendem as necessidades dos pobres cidadãos. A renda conquistada com esforço próprio é a libertação do cidadão.

O bom eleitor exige que a equipe do governante fuja do método clássico de abordagem das questões - aquele que começa por diagnosticar, levantar estatística, produzir planilhas e discuti-las exaustivamente com equipes-meios - e ingresse, de imediato, com propostas e ações preparatórias e convergentes na direção dos primeiros resultados.

O bom eleitor expressa sua indignação dizendo em alto e bom som "Chega de diagnósticos!", “Chega de discursos!”. “Chega de promessas!” Afinal, deles, as mesas e prateleiras estão cheias! Sem contar o fato de a sociedade estar sempre ausente nesse processo de estudos e reflexões.

O bom eleitor tem consciência e sabe que a mobilização e participação da comunidade em todas as questões relacionadas com a construção do seu futuro não só é a alavanca central de todo o processo, como deve, para o alcance da eficácia desejável, ser seletiva - sem perda da integração com o todo - no trato de questões temáticas selecionadas.

É imperativo que o espaço entre o governante e o eleitor seja preenchido com ações efetivas de melhoria da qualidade de vida do povo. E que as nossas escolhas viabilizem a construção de desejável empatia entre governo e sociedade, onde o respeito mútuo seja permanentemente valorizado. 

(Mauro Nunes - Palestrante e Consultor Especializado em Empreendedorismo, Mudança e Visão de Futuro, Planejamento e Gestão estratégica)

GOVERNAR É CUIDAR

Leonardo Boff publicou, entre tantas obras, “SABER CUIDAR. Ética do humano – Compaixão pela Terra”, onde diz: 

“Tudo o que vive precisa ser cuidado para continuar a existir e a viver – uma planta, um animal, uma criança, um idoso, o planeta Terra. Uma antiga fábula diz que a essência do ser humano reside no cuidado. O cuidado é mais fundamental do que a razão e a vontade e se concretiza – cuidado com a Terra, com a sociedade sustentável, com o corpo, com o espírito, com a grande travessia da morte. A ótica do cuidado funda uma nova ética compreensível a todos e capaz de inspirar valores e atitudes fundamentais para a fase planetária da humanidade”.  (Selvino Heck)
 

segunda-feira, 19 de março de 2012

UM SÁBADO ENTRE AMIGOS

Sábado dia 17 de março de 2011. Um daqueles dias pra ficar na memória. 
Ainda lembro de jogos pelo gauchão e brasileiro daquela equipe xavante de 1983, 84 e 85 como se fosse hoje. Um senhor time. Garra, determinação e acima de tudo talento individual e coletivo. Dava gosto ir ao Bento Freitas ver aqueles craques xavantes jogarem. IncrÍvel mesmo era observar, na época, torcedores de outras equipes da cidade dividindo a arquibancada xavante em jogos pelo Campeonato Brasileiro. Lado a lado torcendo pelo time da cidade e por quem efetivamente apresentava um melhor futebol. E era isso... nossa cidade era representada pelo G.E.Brasil, e pronto.
Pois neste sábado tive a oportunidade de jogar com um destes craques, José Elói - o Zezinho. Um ponteiro esquerdo que driblava com a bola parada, cobrava faltas com maestria e cativou facilmente o exigente torcedor rubro negro.

Com 55 anos Zezinho joga como menino. Corre o tempo inteiro, não cansa. E continua dando seus dribles desconcertantes.
Pra mim que o assistia da arquibancada e vibrava com suas jogadas e gols, foi um sábado para ficar na memória.

Afinal poucos tem a oportunidade de jogar ao lado de um, realmente, CRAQUE DE BOLA!!!

sexta-feira, 16 de março de 2012

CONFRARIA DA BOLA

A Confraria da Bola surgiu em 1º de Junho de 2010. Formada por um grupo de pessoas com a paixão comum pelo futebol, churrasco e boa companhia. A Confraria agrega, além de seus atletas, familiares e amigos; totalizando mais de 50 pessoas.
As reuniões acontecem toda sexta feira na quadra de Futsal do Rubinho na Dom Pedro II (Pelotas/RS).

Hoje a confraria conta com os seguintes atletas: 
Narti, Zé Roberto, Neni, Silvanildo, Fabio, Aires, Elton, Claudinei, Claisom, Douglas, Cristinano, Tiano, Rubilar, Leandro, Anderson, André, Nando e Maicon.

quinta-feira, 15 de março de 2012

POR ONDE ANDA

ZEZINHO - "O" PONTEIRO ESQUERDO

José Elói Labres, o Zezinho. Nascido em 3 dezembro de 1957, em Encantado (RS). Foi ponta-esquerda do Grêmio no final dos anos 70. No Tricolor gaúcho sofreu com as lesões no púbis. Acabou ficando apenas com a reserva de Éder. Ainda assim, há boas recordações. No Campeonato Brasileiro de 1977, Zezinho fez um golaço na vitória de 1 a 0 sobre o Sport, de Biro-Biro. "Driblei todo o time adversário. Foi um dos gols mais bonitos que o Olímpico já viu", relembra o ponta.


Porém, foi no Brasil de Pelotas onde Zezinho obteve maiores consagrações. Com dribles desconcertantes e um excelente aproveitamento nas cobranças de falta, conquistou facilmente a fiél e exigente torcida Xavante. Levou o time a conquista do título de vice campeão gaúcho em 1983 e participou da bela campanha de 1985, quando o Xavante foi 3º lugar do Brasileirão. Ele acredita que o clube pelotense poderia ter se mantido no primeiro escalão dos clubes brasileiros. "Faltou coragem para os dirigentes", resume.


Zezinho começou cedo no futebol. Com 15 anos, já jogava competições com o grupo principal do Encantado. No Interior gaúcho, jogou também por Esportivo e Caxias, clube no qual atuou junto com Tite e Felipão. Pelo resto do Brasil, defendeu Operário (MS), Ponte Preta e Goiás. Contabiliza na carreira 644 gols. Poderia ter feito mais, caso tivesse nascido na época certa. "Joguei em uma época de craques. Poderia ter nascido uma geração depois", lamenta.
A Revista Placar elegeu Zezinho como o melhor ponteiro esquerdo em 1983.

Zezinho é casado com Denise e pai de Júlio César, 29 anos, e Vanessa, 21, estudantes universitários. Hoje, aos 55 anos, Zezinho é dono de uma loja de artigos esportivos em Encantado e também possui alguns investimentos em imóveis. Tudo graças ao futebol.


quinta-feira, 8 de março de 2012

DE ARREPIAR...


"Aconteceu em Pelotas
Um menino de 6 anos chegou em casa e perguntou:

- Pai, para que time eu torço?
O pai imediatamente detectou o problema. Não ligava muito para futebol, nunca tinha conversado com o filho sobre o assunto. Percebeu que o menino tinha chegado a uma idade em que é obrigatório ser torcedor. Decidiu que se esforçaria para reparar o erro.

Prometeu ao filho que o levaria a jogos dos dois maiores clubes do estado, e dos dois maiores clubes da sua cidade, para que o garoto tivesse todas as oportunidades para escolher seu time do coração. Fez a devida lição de casa. Aprendeu os fatos, os nomes, os momentos e lugares importantes na história de cada clube.

A primeira visita foi ao Olímpico Monumental, numa tarde de jogo do Grêmio. Chegaram cedo, passaram no Memorial, viram os troféus da Copa Libertadores, da Copa Intercontinental.
- Filho, o Grêmio é um dos mais bem sucedidos clubes brasileiros no cenário internacional. Ganhou a Libertadores 2 vezes, foi a Tóquio duas vezes para disputar a Copa Intercontinental e venceu uma, também tem uma Recopa Sul-Americana, 2 Campeonatos Brasileiros e 4 Copas do Brasil. Além disso, tem uma história muito rica de conquistas com grande superação, é conhecido como “Imortal” por tais fatos. E claro, é o dono desse estádio, o Olímpico, que será derrubado, pois já esta sendo construída a Arena do Grêmio, que será um dos melhores e mais modernos estádios do mundo.
O jogo foi ótimo, o Grêmio venceu, o menino ficou impressionado com o tamanho do clube.
- E aí, quer comprar uma camisa? – perguntou o pai.
- Ainda faltam três times, né? Prefiro esperar.

A segunda visita foi ao Beira Rio. Passearam pela sede do clube. Viram as fotos de Falcão(O Rei de Roma), de Fernandão, de Figueroa, de Escurinho. Também conheceram a sala de troféus, e viram inúmeras conquistas como a Copa Libertadores, Mundial de Clubes FIFA, Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana, e tantos outros afinal o Internacional é o único clube Brasileiro “Campeão de tudo”. Sentaram-se nas numeradas do estádio do Internacional.
- Filho, esse time é o clube brasileiro com mais títulos importantes na ultima década. Os colorados são apaixonados por essa camisa. Grandes craques passaram por aqui ao longo dos tempos. Tanto que o time de 1979 tem o apelido de “Rolo Compressor”, pois ganhou o Campeonato Brasileiro daquele ano de forma invicta. – contou o pai.
O Internacional ganhou, o menino vibrou. Gostou do ambiente e da estrutura do Beira-Rio, da riqueza do clube..
- Vamos comprar a camisa? – o pai perguntou.
- Mas ainda faltam dois times…

Próxima parada, Boca do Lobo. No carro, indo pro estádio, o pai começou a falar sobre as coisas do time.
- Meu filho, esse time que você vai conhecer hoje não tem a mesma história vitoriosa de Grêmio e Internacional. Porém hoje ele é o único representante da região sul do estado que está no Gauchão da série A. É o time da cidade com a melhor estrutura, tem um dos melhores estádios do interior do estado, sendo também o maior da cidade, oferece também o Parque Lobão aos seus sócios, com piscinas, áreas de lazer e muito mais.
Visitaram as dependências do estádio, viram o troféu de Campeão Gaúcho, e também outros de menor importância.
O Pelotas ganhou o jogo, o menino ficou empolgado. Na Boca do Lobo, dá para ficar bem perto do campo.
Na saída, a mesma pergunta.
- Vamos comprar a camisa?
- Calma pai, ainda tem um jogo para a gente ir, não tem?

E foram ao Bento Freitas, num domingo à tarde. Saíram cedo de casa, estavam bem adiantados. O pai foi falando sobre o Brasil de Pelotas no carro.
- Filho, estamos indo ao Bento Freitas, mas o Bento Freitas não é um estádio como a Boca do Lobo. A estrutura é um pouco pior, as arquibancadas são menores, inclusive uma delas será demolida para a construção de uma nova. Mas a torcida se sente muito bem lá. Outra coisa: o Xavante disputa a segunda divisão do Gauchão, tem apenas um Campeonato Gaúcho como título importante, o resto são conquistas de campeonatos sem expressão, porém é um dos representantes do estado nas competições nacionais e a mais de 10 anos não perdi um clássico.. Mas tem um detalhe interessante: é a maior torcida da cidade, e a terceira maior do Estado. É uma torcida tão apaixonada que é chamada de “A Maior e Mais Fiel”. Esta torcida está há anos sem gan har um título importante, campanhas ruins na grande maioria dos campeonatos que disputa. E ainda por cima há três anos perdeu seu mais recente ídolo, Cláudio Millar, e mais dois companheiros em um acidente trágico na volta de um amistoso.
Dificuldades para estacionar o carro, confusão na entrada, fumaça de churrasquinho, um cara gritando de 5 em 5 segundos: “ É duas balas de goma só paga 1 real”, empurra-empurra, correria, etc... Próximo à bilheteria, viram um homem pardo, de chinelos de dedo, comprando seu ingresso com os últimos trocados de sua surrada carteira.
Logo em seguida chegava o ônibus do Brasil. A torcida enlouquecida toma conta do acesso dos jogadores ao estádio, que com dificuldades conseguem entrar no Bento Freitas em meio aquela massa, que tenta de alguma forma, motivar ainda mais o grupo de atletas.

Por causa do atraso, pai e filho entraram no Bento Freitas pelo portão principal, quase na hora em que o Xavante subiu ao gramado. Sentaram-se apertadamente na escadaria da arquibancada de cimento por falta de espaço, e logo tiveram de se levantar, porque o time foi para o campo. A emoção da torcida ao ver o time subir a escadaria do vestiário, embalado pelos tambores da charanga da “Garra Xavante” deixou o menino impressionado...

 







De repente, o pai percebeu algo assustador. Seu filho estava arrepiado, respiração alterada, chorando de euforia, irriquieto, e ao mesmo tempo rindo sozinho, feliz como se tivesse ganho o maior dos presentes.
- O que aconteceu, meu filho?
- Não sei, pai.
- Por que você está chorando?
- Não sei…
- Quer ir embora?
- Não, quero ficar.
O jogo estava para começar quando o menino pegou o braço do pai.
- Pai, quero uma camisa.
- Como assim?
- Escolhi, pai.
- Mas o jogo ainda nem começou…
- Não importa !!! Eu sou XAVANTE !!!


ENTENDEU?
SENTIU?
NÃO?
ENTÃO NÃO É...
SÓ QUEM É, PRA ENTENDER !!!

EU SOU!! "

terça-feira, 6 de março de 2012

NÃO BASTA "RENOVAR" É PRECISO "INOVAR" NOSSOS POLÍTICOS...


Já dizia Rousseau que “… a paciência é amarga, mas seus frutos são doces…”. Todavia, no lado da política em si, esse “doce” continua bem amargo por sinal para o povo.

Então, qual o limite da paciência social de cada um diante dos péssimos exemplos dos nossos representantes políticos frente a sua jogatina deslavada do poder pelo poder?

O fato de conviver em sociedade regida por normas e leis harmonizada pela convivência familiar nos tornam reféns de nossos próprios medos de dizer um enorme “BASTA!!!” a mesmice perpetuadora da exclusão social.

O “tradicionalismo” e o “continuísmo carreirista” politicalistas engessaram completamente a gestão pública, tornando-a uma máquina cara e ineficiente em atender as demandas sociais em virtude de gastar muito, e gastar mal.
Refletindo assim, não basta “Renovar” é preciso “Inovar” nossos Políticos porque apenas mudam-se suas “caras” ou “nomes”, mas seus “modus operandis” insistem em permanecer da mesma forma completamente desligada das prioridades sociais.

Por que, então, os políticos precisam do povo para se eleger e quando este reivindica seus anseios populares, torna-se o primeiro a ser desconsiderado ou desprestigiado, também? Inversão de valores ou imoralismo puro?

Assim, minha gente, precisamos urgente renovar em tudo. Todavia, temos de inovar, também, as “mentes” dos nossos escolhidos, sem esquecer, é claro, de aprimorar nossa capacidade e consciência coletiva de escolher melhor nossos representantes.

Assim, “Inovar”, é introduzir novidades buscando ser diferente… no meio dos indiferentes… em atitudes e é o que esperamos dos futuros candidatáveis, não mudando apenas seus rostos, mas expurgando antigos vícios politiqueiros de suas personalidades ou caráteres.

Portanto, se vivemos numa cultura do “… que eu ganho com isso…” acredito que ninguém ganhara nada com nada agindo tendenciosamente.

(Dr. Allan Marcio)

GRÊMIO ATLÉTICO FARROUPILHA

História
 

O Começo



Fundado em 26 de abril de 1926 por militares que serviam no 9º Regimento de Infantaria do Exército Brasileiro, o Grêmio Atlético Farroupilha começou sua trajetória com o nome de Grêmio Atlético do 9º Regimento. O nome permaneceu até 1941, quando o então presidente Getúlio Vargas proibiu por decreto que as unidades militares emprestassem seus nomes à agremiações civis. Sendo assim, os dirigentes da época optaram por adotar o nome de "Farroupilha", em alusão ao maior título obtido pelo clube: o Campeonato Estadual de 1935. O Farroupilha tem grande bagagem esportiva. Desde sua fundação, vem disputando o campeonato estadual e também campeonatos da Liga de Futebol local, inclusive sendo tri-campeão invicto dos torneios da então Liga Pelotense de Desportos - em 1934, 1935 e 1936 - vencendo os co-irmãos Esporte Clube Pelotas e Grêmio Esportivo Brasil, além dos demais clubes que disputavam a competição na época. Ainda na mesma época, o Grêmio Atlético Farroupilha era destaque também em outros esportes, como o basquete (campeão citadino de 1936) e a esgrima (campeão estadual de 1935).


Fundadores


É justo destacar os entusiastas do esporte que fundaram o clube: General Gasparino Pereira da Silva, Capitões Januário Coelho da Costa, Paulino de Mello Dutra, Marcelino Vieira da Rocha, Ernesto Pereira Rodrigues, Faustino Candido Gomes, Tenentes Luiz Belmonte Montojos, Salustiano Lima, José Torres, Hugo Claro, Candido Schepef, Carlos de Andrade Leão, Gastão Grunevald da Cunha, Sargentos Euclides Sironi, Eugenio Landegraf e soldados Evangelista Azevedo e Luiz Ferreira.


A conquista de 1935


No ano de 1935, depois de vencer todos os adversários que o confrontaram, o Farroupilha foi à capital do Estado para disputar o Campeonato Estadual. Neste ano, a competição tinha acrescida a sua importância o título de "Campeão Farroupilha", em comemoração ao centenário da Revolução Farroupilha, momento mais importante da história do Rio Grande do Sul. Nas finais, o Grêmio Atlético Farroupilha tinha pela frente o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, em uma série de "melhor de três". Na primeira partida, 3 a 1 para o Grêmio. Sem se deixar abater, o Farroupilha fez um expressivo 3 a 0 no segundo confronto. Na partida final, o Farroupilha aplicou 2 a 1 na equipe da Capital, consagrando-se Campeão Estadual e trazendo para a cidade o título de "Campeão Farroupilha", que mais tarde originaria o seu nome. O título recebido é moralmente valorizado por um século. Sendo assim, o Grêmio Atlético Farroupilha ficou reconhecido como o Campeão de 35, Campeão Farroupilha e Campeão por 100 anos.



Rivalidade


O Grêmio Atlético Farroupilha faz clássico com o Grêmio Esportivo Brasil, sendo esse o Bra-Far, e também realiza o clássico Far-Pel com o Esporte Clube Pelotas. Ambos são adversários da cidade de Pelotas.

Fora da cidade, o Farrapo mantém uma rivalidade com os times de Rio Grande.

ESPORTE CLUBE PELOTAS

História

Fundação


O Pelotas foi fundado em 11 de outubro de 1908, originado da fusão entre Club Sportivo Internacional e Foot-ball Club. O primeiro grande feito do Pelotas foi ganhar do Sport Club Rio Grande, o clube de futebol mais antigo do Brasil, em 24 de outubro de 1909, que até este dia nunca havia perdido uma partida sequer em sua história de mais de 9 anos de existência.


Em 1930, o Pelotas ganhou o primeiro título estadual da primeira divisão do Campeonato Gaúcho de Futebol, batendo o Grêmio na final.[2]


O Pelotas foi vice-campeão gaúcho cinco vezes, sendo o clube do interior, junto ao Juventude, que mais vezes chegou à final do campeonato gaúcho.


Em 2001, foi campeão da fase seletiva do Gauchão, e terceiro lugar na classificação final do campeonato, à frente da SER Caxias e do Internacional. Em vista disso, participou do Supercampeonato Gaúcho em 2002, da Copa Sul-Minas em 2002 (sendo clube fundador da Liga Sul-Minas), da Copa do Brasil de 2003 e da Série C do Campeonato Brasileiro em 2003.


Em sua história contemporânea, o Pelotas conquistou a segunda divisão gaúcha em 1983 e um título citadino em 1996. Em 2008, no ano de seu centenário, o Pelotas sagrou-se campeão da Copa FGF (cujo nome oficial é Copa Lupi Martins) sobre o Cerâmica de Gravataí, obtendo a vaga para a Recopa Sul-Brasileira de 2008 e para a primeira edição do Campeonato Brasileiro da Série D.

 Em 2008 a equipe feminina do E.C. Pelotas sagrou-se Campeã Gaúcha de Futebol.


O Pelotas é proprietário do Estádio Boca do Lobo e do Parque Esportivo Lobão, possuindo a melhor estrutura esportiva da zona sul do Rio Grande do Sul.

(fonte: Wikipédia)

GRÊMIO ESPORTIVO BRASIL

História

Fundação

O Brasil de Pelotas foi fundado no dia 7 de setembro de 1911. A história do clube teve início após de uma divergência entre dirigentes e jogadores do Sport Club Cruzeiro do Sul, que era mantido e dirigido por funcionários da Cervejaria Haertel. Dois atletas do Cruzeiro do Sul, Breno Corrêa da Silva e Salustiano Brito, resolveram marcar uma reunião de fundação de um novo clube, que teve como local o prédio de nº 56 da rua Santa Cruz, em Pelotas, residência do Sr. José Moreira de Brito (pai de Salustiano).
A primeira diretoria do Brasil ficou assim estabelecida:
  • Presidente: Dario Feijó
  • Vice-presidente: Silvio Corrêa da Silva
  • Primeiro secretário: Walter da Rocha Pereira
  • Tesoureiro: Raymundo Pinto do Rego
  • Adjunto: Breno Corrêa
  • Diretores: Manoel Joaquim Machado, Ulysses Dias Carneiro, Manoel Ribeiro de Souza, Nicolau Nunes, Paulinho Dias de Castro e Mário Reis.
Ficou decidido que as cores da camiseta do novo clube seriam verde e amarela. Possivelmente, a escolha tenha sido o primeiro fato histórico da rivalidade com o Esporte Clube Pelotas, pois o fardamento de ambos era semelhante. Por isso, o Brasil resolveu adotar as cores do Clube Diamantinos (vermelho e preto), já que o Pelotas havia escolhido as cores do Clube Caixeral (azul e amarelo) para seu uniforme.


Campeão gaúcho de 1919

O Brasil foi o considerado campeão da edição do Campeonato Gaúcho (que reunia os campeões da região Pelotas/Bagé e Porto Alegre/São Leopoldo) em 1919. Para disputar a final, o Brasil foi campeão regional invicto, com a seguinte campanha: 3x0 Rio Branco, 8x0 União, 3x2 Ideal e 6x1 Guarany.
Ao se tornar campeão da Segunda Região e do Campeonato de Pelotas - LPF, o Brasil disputou a final contra o campeão da Primeira Região e do Campeonato de Porto Alegre - APAD, o Grêmio. No dia 9 de novembro de 1919, o Xavante venceu o time da capital por 5 a 1, em Porto Alegre, gols de Proença (3), Alvariza e Ignácio para o Brasil, e Máximo, para o Grêmio. O jogo foi realizado no Estádio da Baixada, no Moinhos de Vento, com a presença de mais de três mil torcedores. O Brasil precisou fazer uma viagem de navio a vapor de 16 horas entre Pelotas e Porto Alegre. O jornal porto-alegrense Correio do Povo registrou a ampla superioridade do time Xavante durante o jogo.[1] A escalação dos times que disputaram a final do Campeonato Gaúcho de 1919 foi:
  • Brasil: Frank; Nunes e Ari Xavier; Floriano, Pedro e Babá; Farias, Ignácio, Proença, Alberto e Alvariza.
  • Grêmio: Demétrio; Pinto e Ary; Chiquinho, Dorival e Assumpção; Gertum, Lagarto, Máximo, Meneghini e Bruno.
Antes de retornar a Pelotas, o Brasil jogou contra a Seleção de Porto Alegre, no dia 11, e empatou por 3 a 3. O árbitro deste jogo foi Florêncio Ygartua, hoje nome de rua em Porto Alegre.
Após o retorno dos jogadores a Pelotas, a delegação campeã foi recepcionada por milhares de torcedores no porto de Pelotas. Houve queima de fogos e uma passeata até a Praça Cel. Pedro Osório, onde foram prestadas homenagens aos campeões.


Copa dos campeões estaduais

Em 1920, a CBD organizou um torneio entre os campeões estaduais para observar jogadores para a formação da Seleção Brasileira, visando a disputa dos Jogos Olímpicos e do Campeonato Sul-Americano de Futebol. A competição ocorreu no Rio de Janeiro e teve 3 equipes como participantes: Fluminense, (campeão do Rio de Janeiro), Paulistano (campeão de São Paulo), e o Brasil (campeão gaúcho).
No dia 15 de março de 1920, a delegação Xavante embarcou em uma viagem de quatro dias de barco até o Rio de Janeiro. A Copa dos Campeões Estaduais começou no dia 25 de março, com o Brasil enfrentando o Paulistano, perdendo por 7 a 3. Nesse jogo, o Brasil jogou com: Franck; Nunes e Zabaleta; Floriano, Rossel e Babá; Farias, Alberto, Proença, Ignácio e Alvariza. O Paulistano também derrotou o Fluminense, por 4 a 1, e conquistou o título.
No último jogo do torneio, dia 2 de abril, o Brasil foi derrotado pelo time da casa, o Fluminense, por 6 a 2. Após o fim do torneio, o Brasil disputou mais três amistosos: um no Rio de Janeiro (vitória por 5x1 sobre o São Cristóvão, dia 8 de abril), e mais dois em São Paulo — o primeiro contra o Palestra Itália, atual Palmeiras, no dia 13 de abril (derrota por 2x1), e o segundo no dia 15 de abril, um empate em 4 a 4 com o Corinthians Paulista.[2][3]


Vitória sobre os campeões mundiais

Em 1950, o Brasil excursionou ao Uruguai para enfrentar a Seleção Uruguaia, que preparava-se para a disputa da Copa do Mundo de 1950. De forma histórica, venceu a Celeste Olímpica em pleno Estádio Centenário por 2x1, gols de Darci e Mortosa. O time base do Brasil era Tibirica, Seara, Tavares, Dario, Taboa, Mortosa, Manuel, Darci, Galego e Lombardini. Técnico: Chico[3][4][5]
Essa mesma Seleção Uruguaia seria campeã mundial poucas semanas depois, vencendo a Seleção Brasileira em pleno Maracanã.


Excursão às Américas

Na década de 1950, o Brasil recebeu diversos convites para jogos em outros países, optando por excursionar durante 104 dias pelas Américas. Enfrentando equipes famosas do futebol sul-americano e centro-americano, climas diferentes, grandes altitudes, viagens cansativas e alimentação exótica, o Brasil obteve 16 vitórias, 6 empates e apenas 6 derrotas, em 28 jogos disputados.
A excursão do Brasil de Pelotas ao exterior iniciou-se no Paraguai, dia 14 de julho de 1956, com uma derrota por 3 a 0 para o Cerro Porteño, em Assunção. No dia seguinte, venceu o Olímpia por 3 a 2, também em Assunção. O clube paraguaio, campeão nacional de 1956, não perdia para adversários há 18 anos, até jogar com o Xavante.[3]
A viagem prosseguiu até à Bolívia. Em Cochabamba, no dia 22 de julho, o Brasil venceu o Jorge Wilstermann por 5 a 2. No dia 26 de julho, uma derrota por 8 a 2 para a Seleção de La Paz, na capital boliviana. O Brasil viajou para o Peru e fez dois jogos em Arequipa: venceu o Pierola por 2 a 1 no dia 28 de julho e empatou com o White Star em 1 a 1 no dia 30 de julho. Na cidade de Ica, no sudoeste do Peru, o Brasil goleou o Octavio Espinoza por 6 a 2, no dia 2 de agosto. Na capital peruana, um empate sem gols contra o Universitario, em 4 de agosto. A última partida do Brasil em solo peruano ocorreu no dia seguinte, em Chiclayo, com derrota por 4 a 1 contra o José Pardo.
Em 10 de agosto, já no Equador, o Brasil venceu por 3 a 1 ao Valdez, em Guayaquil. Em Quito, fez 3 a 0 no España, no dia 12 de agosto. Novamente em Guayaquil, empatou com Emelec em 2 a 2, no dia 15 de agosto. Na Colômbia, o Brasil empatou por 0 a 0 com a Seleção do Valle del Cauca, em Cáli, no dia 21 de agosto. Goleou o América de Cáli por 4 a 0 em 24 de agosto e perdeu por 2 a 1 para o Nacional, em Medellín, no dia 26 de agosto.
No final do mês, o Brasil excursionou aos países da América Central. Em 30 de agosto, na Cidade do Panamá, o Brasil goleou a equipe do Martell por 5 a 1; no dia seguinte, venceu o Fastlich por 3 a 2. Realizou uma partida na Costa Rica, contra o Saprissa, perdendo por 1 a 0 no dia 4 de setembro, em San José. Em Honduras, uma vitória apertada por 4 a 3 sobre o Olimpia, no dia 7 de setembro em Tegucigalpa. Dois dias depois, em San Pedro Sula, o Brasil empatou por 1 a 1 com o Hibueras. Em El Salvador, o Brasil fez três partidas na capital, San Salvador, conseguindo três vitórias: 5 a 3 no Atlante (14 de setembro), 3 a 0 no Olimpia (15 de setembro) e 4 a 3 no Atlético Marte (16 de setembro). Retornou ao Panamá para a realização de mais duas partidas na capital panamenha: goleada contra o Fastlich por 6 a 1 em 26 de setembro, e empate em 4 a 4 contra a Seleção do Panamá em 1 de outubro. A excursão pela América Central terminaria com uma nova visita à Costa Rica, sendo o Brasil pelo Alajuelense por 3 a 1 em 2 de outubro, na cidade de San José.
Antes da volta para casa, o Brasil jogou duas partidas na Colômbia. No dia 3 de outubro, bateu o Libertad em Barranquilla, por 1 a 0. No dia seguinte, em Santa Marta, encerrou sua excursão ao exterior com uma goleada sobre o Unión Magdalena por 5 a 0.



Terceiro no campeonato brasileiro

Em 1984, o Brasil já havia feito boa campanha no Campeonato Brasileiro, no qual conseguiu vaga após ser vice-campeão estadual. Nesse período houve vitórias históricas como a do jogo contra o Flamengo por 2 a 0.[2][6][7][8][9]
Em 1985, porém, o Brasil viveu o melhor momento de sua história, ao realizar o que até hoje é a melhor campanha dos clubes do interior gaúcho em Campeonatos Brasileiros. O Brasil, treinado por Walmir Louruz, chegou ao terceiro lugar, sendo obrigado a jogar a semifinal em Porto Alegre, pois a CBF não permitiu que os jogos das semifinais fossem no estádio do Brasil, que não reúne as condições de segurança necessárias para esse tipo de disputa. A torcida Xavante lotou Porto Alegre e foi para o Estádio Olímpico para apoiar o time contra o Bangu Atlético Clube, no dia 24 de julho. O Brasil entrou em campo com a seguinte escalação: João Luís; Valdoir, Silva, Hélio e Jorge Batata; Doraci, Lívio e Andrezinho; Júnior Brasília, Bira e Zezinho. Porém, os cariocas venceram pelo placar de 1x0. Na partida de volta, no dia 28 de julho, no Estádio do Maracanã, o Brasil perdeu por 3 a 1.
Existem dezenas de fontes inclusive a própria CBF que confirmam que o Brasil foi o terceiro colocado.[2][6][7][8][9]
Desconsiderando a boa colocação da equipe Xavante no campeonato, a CBF colocou o Brasil, no ano seguinte, a disputar o campeonato num dos 4 "grupos da morte", jogando contra 8 adversários, em turno único e apenas o campeão prosseguindo na competição. Nos demais grupos, classificaram-se entre 4 e 5 equipes.

Últimos anos

Em 1995 o Brasil foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Gaúcho de Futebol. Em 1996, o time conseguiu voltar à primeira divisão estadual. Logo no primeiro jogo, o Brasil ganhou por 1 a 0 do Internacional, no Bento Freitas.
No campeonato de 1997, o Brasil chegou às semifinais, sendo obrigado a disputar a primeira partida no Estádio Aldo Dapuzzo, em Rio Grande, devido ao seu estádio ter ficado interditado. O adversário foi o Grêmio e a partida terminou empatada em 1 a 1. No jogo de volta, um empate em 2 x 2 no Olímpico levou a decisão da vaga para os pênaltis, mas após 12 cobranças o Brasil foi desclassificado. Mas a resposta do Brasil não tardaria e no Campeonato Gaúcho de 1998 o elimina em dois jogos muito empolgantes. No primeiro jogo, acabou empatando em 0 x 0 no Bento Freitas e na partida de volta no Olímpico, vence por 2 x 1 empurrados pela torcida e também pelas declarações do então técnico do Grêmio, Sebastião Lazaroni, que acusava os jogadores do Brasil de doping.
Em 1999, o Brasil foi mais uma vez rebaixado para a Segunda Divisão, disputa que amargou até o ano de 2004, quando foi campeão, assim retornando à Primeira Divisão a partir de 2005.
Em 2008, apesar da não muito boa campanha no Campeonato Gaúcho, o Brasil saiu-se muito bem na Série C do Brasileiro de 2008. A meta inicial era se classificar para a nova Série C de 2009 para depois pensar na vaga na Série B. O Xavante acabou progredindo e conseguindo atingir o objetivo de se manter na série C do Brasileiro, embora tenha perdido a vaga para a Série B no último jogo.

Tragédia antes do Estadual de 2009

Um ônibus no qual havia 31 pessoas da delegação do time caiu de um barranco em Canguçu (293 km de Porto Alegre) na noite do dia 15 de janeiro de 2009, no km 150 da BR-392, e provocou a morte do atacante uruguaio Claudio Milar, ídolo da torcida, com 111 gols marcados pelo xavante, do zagueiro Régis Gouveia Alves, e do preparador de goleiros Giovane Guimarães. Outras 20 pessoas ficaram feridas no acidente.[10][11] A equipe retornava de um jogo-treino na cidade de Vale do Sol, onde havia vencido o Futebol Clube Santa Cruz por 2 a 1.
Outros dois atletas - os volantes Xuxa e Edu - e o auxiliar-técnico Paulo Roberto - passaram por cirurgias delicadas, mas se recuperaram.[12]
Informações da Polícia Rodoviária Federal dão conta de que, por volta das 23h30, no viaduto que dá acesso à BR-392, o condutor do ônibus Marcopolo modelo Paradiso 1550 LD prefixo 5009, da empresa Bosembecker, perdeu o controle em uma curva fechada, capotou e despencou de um barranco de cerca de 30 metros de altura.[13] Exames constataram que o motorista, que usava cinto de segurança e não ficou ferido, não ingeriu bebidas alcoólicas antes de dirigir.[14] No entanto, a polícia não encontrou o tacógrafo, o que ajudaria a esclarecer o que aconteceu. O equipamento serve para monitorar o tempo de uso, a distância percorrida e a velocidade.[15]
O velório dos jogadores e do preparador de goleiros foi realizado no dia 16 de janeiro, no gramado do estádio Bento Freitas, em Pelotas. O corpo do uruguaio Milar ficou no local por poucos minutos e depois foi transportado para Chuy (Uruguai), onde foi sepultado no dia seguinte.[16][17][18]
A diretoria do clube até cogitou não disputar o Campeonato Gaúcho de Futebol de 2009, porém, o Brasil acabou jogando oito jogos em 15 dias e disputou a competição com um time que não havia treinado junto. O clube conseguiu apenas uma vitória no campeonato e foi rebaixado para a Série B 2010.

Campanha de 2010

Depois de um ano do acidente de 2009, o Xavante foi mal no Segundona Gaúcha e terminou na 20ª colocação.
No Brasileiro Série C 2010 o clube terminou na 14ª colocação.


Centenário mais o rebaixamento

O Brasil começou o ano de 2011, pensando já no Acesso da Série B, é do seu Centénario. O Clube começou bem na Segundona Gaúcha, de melhor a pior, ficou em 6º colocado. Mas, o pior mesmo que aconteceu foi no Série C. Nas primeiras rodadas o clube foi bem, só que escalou o jogador Cláudio que não poderia ser escalado, pois tinha recebido um cartão amarelo, quando jogava pelo Boa Esporte em 2010, antigo Ituiutaba. Com isso o clube perdeu seis(6) pontos, como só tinha um(1) jogo contra o Santo André, justamente com o time que, o Brasil escalou irregularmente o jogador, tem sido o motivo do rebaixamento.[19]
Ainda em 2011, o Brasil jogou dois Clássico Bra-Péis pela Copinha RS, que não eram disputado desde de 2006, o time venceu os dois clássicos.
O Brasil também lançou o Livro "Identidade Xavante", que conta toda a história do clube.
(fonte: Wikipédia)