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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

PELOTAS CRESCE AQUI...

Com muito orgulho...
mas muito ORGULHO mesmo!!!
Uma cidade é um mundo. Palco de muitas histórias. Como a do menino que passeia pela praça Coronel Pedro Osório e se admira com a beleza dos contornos e das cores.  Com ele, e como ele, Pelotas cresce.  Na Fenadoce turistas dos mais variados cantos do país se encantam com a alegria do Grupo Tholl. Aliás, onde o Tholl habita sempre existe a possibilidade de um sorriso.  Sim, a cultura e o otimismo fazem Pelotas crescer. 
Uma cidade é uma herança. Trabalho de vários povos. Como seria possível agradecer à coragem portuguesa, sempre disposta a desbravar novas terras – nunca, porém, sem doçura? Sim, somos também africanos. Alemães. Franceses. Italianos. Indígenas. Ricos em diversidade. Únicos. E profundamente acolhedores. Somos uma cidade de braços abertos a quem procura conhecimento e aconchego. Com os amigos, na mesa nove do Cruz de Malta, a estudante paulista, que há quatro anos desembarcava por aqui tomada de dúvida e medo, acaba de se declarar pelotense de coração. Em Pelotas foi amada. Formou-se. E aprendeu a amar. Como ela, sabe-se, há uma multidão.
Uma cidade é construção. Dos encontros e desencontros em diálogos calorosos e comprometidos no Café Aquário aos debates no 13 Horas. Dos desafios de implantar a reciclagem do lixo à atitude simples de separá-lo conscientemente. Dos estudos epidemiológicos – referências mundiais – às melhorias nas ruas, avenidas e praças, que dão novo rosto e ânimo ao município. Da busca por tornar o estacionamento rotativo uma realidade à vivência do respeito às leis de trânsito. Do forte comércio local às grandes empresas nacionais que dão sinais de escolha por esta terra. Dos jogos na Boca do Lobo e no Bento Freitas à possibilidade real – há pouco tempo inimaginável – de sediar, no Fragata Futebol Clube, casa do capitão Emerson, uma seleção durante a próxima Copa. Que, se Deus quiser, ganharemos. Sim, de antigas e novas paixões se faz uma cidade.
Há quem não veja ainda – uma minoria, com certeza –, mas Pelotas cresce principalmente quando é amada. Por amar a cidade, o maestro Sergio Sisto pôs em pé e em pauta a Orquestra Filarmônica. Por amar a cidade, os irmãos Ramil a puseram em canção. Por amar a cidade, João Simões Lopes Neto nela sempre apostou. Antes de tudo, uma cidade se faz de gente. E o novo momento de Pelotas é fruto do trabalho de gente que acredita nesta terra. Fruto do trabalho de quem conservou o melhor do passado e buscou, com otimismo e pés no chão, começar a construir o futuro. Hoje o orgulho de ser pelotense toma de novo conta das ruas. Orgulho gostoso de sentir. Orgulho nascido da mais profunda certeza:
Pelotas cresce aqui, em mim, em ti, dentro de cada um de nós.
De adesivo no peito, no carro, no caderno, na agenda, na janela ou onde quiser, demonstre o seu amor por Pelotas. E faça coro aos que caminham com entusiasmo rumo às comemorações dos 200 anos e dispostos a construir uma cidade cada vez melhor. 
(pelotascresceaqui)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tambor ...


Tambor é o nome genérico atribuído a vários instrumentos musicais do tipo membranofone, consistindo de uma membrana esticada percutida.
Essa membrana pode estar montada em vários suportes.
Um destes Tambores é o Abatá, que seria um tambor, com os dois lados com couro, que se usa muito no Rio Grande do Sul e na nação Tambor de Mina.
(NA FOTO: um tambor da marca SOM BRASIL)

Tamboreiro, Curimbeiro, Tabaqueiro ou Ogã

É a pessoa que bate (toca) o tambor. Na realidade na Umbanda, a concepção de Ogã é totalmente diferente do Candomblé e do Omolocô, onde a pessoa é preparada especificamente para esse fim.
A função do tambor é a de ajudar na invocação das Entidades, deve ter toques harmoniosos e diferenciados para cada Linha.

domingo, 25 de setembro de 2011

Notas sobre a música de Pelotas

a música de Pelotas...

A pedido de alguns amigos, republico aqui um texto sobre a história da música de Pelotas, minha cidade natal. Escrevi originalmente este material, em 2005, para uma coluna de cultura que publicava em um portal regional que, por mais que tente, não lembro o nome. É um artigo mezzo pessoal, mezzo documental. Editei alguns trechos e teci comentários atualizados em outros. Não é um trabalho aprofundado. Espero que sirva para refrescar a memória de alguém. Na época, eu pretendia escrever um livro sobre a história da música pelotense entre os anos 1970 e 2000. Um projeto que algum dia talvez possa vir a realizar (alguém aí se habilita?).
Sempre considerei Pelotas uma cidade de criadores. Um espaço de gênese. Muito disso, se dá por conta pelo fluxo constante de estudantes, professores e pesquisadores que circulam pelas universidades. Daí, surgem naturalmente bares, boates, festas, festivais. Um pequeno circuito local… Um universo boêmio. Um terreno fértil. E aqui traço paralelo com cidades como Recife ou Seattle (incluindo a umidade, as chuvas constantes e o clima melancólico). Um tanto desta resistência (ou persistência) das artes – penso – ainda é reflexo do apogeu cultural que a cidade vivenciou no final do século XIX (no qual era responsável pela maior parte do PIB do Rio Grande do Sul) e na primeira metade do século XX, uma economia alicerçada na indústria do charque (e do trabalho escravo) e da agricultura. Um panorama atropelado pelos avanços tecnológicos e pela globalização. Mas que gerou teatros (Theatro Sete de Abril, Teatro Guarany), uma arquitetura eclética inspirada na Europa, bibliotecas, orquestras, poetas, escritores… A partir dos anos 60 e 70, Pelotas empobrece e passa a sobreviver do comércio e do setor de serviços. Por diversos motivos, muitos destes artistas acabam circunscritos ao espaço desta aldeia, não encontram espaço e mercado para expandir. Nunca registraram suas obras em partituras, discos ou programas de televisão. Um polo regional longe demais das capitais.
Bueno, vamos lá!
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CANTE E CONTE A ALDEIA
Uma aldeia sem história não tem identidade, não tem raízes. Mesmo a tradição oral pode cair no esquecimento, ludibriar detalhes e nuances importantes. E um povo sem memória corre o risco de ter que inventar a roda o tempo todo. Vejamos a história da música de Pelotas, digamos, dos últimos 30 anos. Quem é que conhece? Eu não. Sei poucas e esparsas histórias que ouvi ou que vivi.
Um rápido check-up. Nos início dos anos 70, grupos de baile, inspirados, na jovem guarda e no então nascente rock’n’roll, eram a febre nos bailes da gurizada. Santos, Los Lobos e outros. Segundo me disse um dos integrantes do Los Lobos, o hoje massoterapeuta Deloi (já falecido), no auge da carreira, a banda chegou a viajar para Porto Alegre de Rolls Royce. Vejam só! Ainda nos 70, outro destaque seria, é claro, a gênese dos Almôndegas, grupo formado pelos irmãos Ramil (que se bandearam para Porto Alegre), Quico Castro Neves, Pery Souza, Zé Flávio e companhia. Para quem não conhece, o grupo fez um genial trabalho de fusão entre folk, rock e elementos regionais que alcançou status nacional.
Pulamos para os 80. Onde fico mais à vontade, pois já era um piazito. Meus irmãos, Joca e Negrinho, iniciavam a tocar. Acompanhei de perto o boom do nativismo. A proliferação de festivais gauchescos em todo o estado. Vadiava mateira, boina e alpargata. Exemplo disso: colégios criavam festivais. O Gonzaga (onde estudei o 1º e 2º graus) criou a Charqueada da Canção (que durou diversas edições com lançamento de LPs e discussões acaloradas sobre o que seria ou não música regional).O Santa Margarida fez um outro que, se não me engano (aí está o que comento sobre a perda da memória), chamava-se Festival Interestudantil, aberto a todos os estilos musicais. Teve também o Fecompe, Festival de Música Contemporânea de Pelotas, que rolou na boate Verdes Anos, lá pelo meio da década. Aí pintava todo aquele embate de compositores e instrumentistas querendo inovar; outros, conservar; outros ainda, na turma do tanto faz, desde houvesse um palco para tocar. O legal é que fervilhava a criação. Também era o auge do San Remo, grupo de baile onde tocavam os irmãos multi-instrumentistas Tonico e Giovane. Dupla que acabou criando a Escola de Estudos Musicais Milton Nascimento. Aí foi local onde iniciei a estudar bateria, em 1988, e foi berço e ponto de encontro de muitos músicos na época: o pessoal da Brigada Militar,roqueiros, românticos, malucos, sambistas e outros istas.De sopetão, lembro do cantor e compositor Basílio Conceição, o baterista Tony McCarthy, o violonista Pedrão, o flautista Gil Soares, o controvertido Caboclo (atual Edu daMatta), grupo Quintal de Clorofila, Regina Bainy, Glênio Coelho, Kininho Dornelles, Greice Morelli, Javier Mendez, Keke, Hélio Mandeco, Jucá de Leon, Sílvio Castro, Celso Krause, grupo Cambará e muitos outros. Bateristas, cantores, arranjadores, letristas… Bá! Um mundaréu de gente.

Mas a coroação da década foi mesmo com o festival LatinoMúsica. Simplesmente, Pelotas se tornou o foco de atenção da música e da cultura latino-americana. Shows, seminários, debates e muita música rolando pelos teatros, colégios e bares da freguesia. As duas edições do festival (vale salientar que ocorreram na base de envolvimento da comunidade, escambos, parcerias e patrocínio direto, antes da criação das leis de incentivo ), em 88 e 90, propiciaram espetáculos de figuras como Chico Buarque, Mercedes Sosa, Antonio Tarragó Ros, Belchior, Larbanois-Carrero, Luiz Melodia, e dezenas de artistas do estado como Elaine Geissler, Vitor Hugo, Luiz Carlos Borges, Tambo do Bando, além dos artistas e bandas locais como Silvio Castro e Bando de Sandino (projeto coletivo do então Caboclo que chegou a gravar o LP independente “Gibi”), entre outros.
Nesse período, no pop rock, o maior destaque, certamente, era a banda Procurado Vulgo que venceu o 1° Circuito de Rock, promovido pela RBS TV. Na formação original, Índio, Cabeça, Kako Xavier e Fábio “Tela” Cruz. A banda chegou a se mudar para Porto Alegre e gravar um EP. Outro destaque desta cena foi a banda Pós Antes que também lançou um disco. Mas havia muitos outros. O caldeirão fervia. Parecia quase um sonho.
E era. Na virada para os anos 90, o caldo azedou. A era Collor afugentou e calou o sonho de muito artistas. Muitos foram para a Europa. Outros desistiram. Alguns resistiram. Período medíocre. As bandas covers eram o hit do momento. Dá-lhe lambada e grupos de dança de acid house. Mesmo assim, pululavam bandas de rock como a Blues With Feeling, Rerum Novarum, Seu Vigário, Caminho Oculto, Giz de Cera (grupo de MPB que participei), Attro e dezenas de outras bandas. Aí surge o Nirvana, arrasa-quarteirão global. Rola a mudança de postura da gurizada. Surge uma nova geração. Referências mais multifacetadas. E adiós de vez aos solos de sax, à fumaça e ao neon dos anos 80. O mundo é um porre. Viva a misturança, a ironia e a contradição. E ainda é um tempo pré-internet.  Neste cenário, bandas como a ultracriativa The Men-TZ furavam o cerco (sempre acreditei que se eles tivessem se mudado para São Paulo teriam sido um sucesso tão grande quanto Raimundos, Mamomas Assassinas etc). Rolavam também Caso Contrário, Divergentes, Rockanalha (banda de rockabilly no qual também toquei bateria), a eterna metaleira Attro, Orca – A Banda Assassina, Exilados da Capela, Sigma, Sapo, Rosa Negra, Cemitério, Detractor, e algumas bandas de Rio Grande, como a Puberdade, Neanderthal. Na sequência, pintou a Miss Troupe (banda pré-Doidivanas e bastante experimental).
Para encurtar esta opereta, no final dos 90 e início do novo milênio, depois de mais uma queda, o processo de criação musical na cidade foi retomado com maior vigor Talvez um pouco pelas facilidades tecnológicas. Neste cenário, criamos a Doidivanas (banda de rock bagual com a qual lancei quatro álbuns). Novas referências artísticas. Mas aqui neste resumão, muita gente bacana e história curiosas ficaram de fora. Como não falar no dissonauro do rock, o guitarrista Sullivan Mello? E a black music pelotense? Os DJs? A guerreira Helô? Bá, a lista vai longe! O projeto Música Ao Entardecer. Os diversos festivais da bandas no Theatro Avenida. Os shows na praia do Laranjal. O grupo vocal Harmonia. O pessoal do heavy-metal e do hard-core. O satoléptico Vitor Ramil. Giba-Giba. Mestre Batista. As escolas de samba. Projeto Cabobu. E a música erudita? Os eruditos do Conservatório de Música? E os tauras do nativismo. O Círio, festival universitário nativista. E o pessoal do hip-hop? E a velha guarda? Solon Silva. Dona Amélia. Avendano. O bar Liberdade, pô!
E quem mais? Ih… Me esqueci! Viram só que eu estou dizendo? Há tantas lacunas. Em tempos de globalização, aldeia que não se valoriza, não existe. Gracias, McLuhan! Cante, conte e registre a sua aldeia e serás universal. Gracias, Tolstoi!
(site: imaginaconteudo.wordpress.com -Rodrigo dMart (Pelotense))

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MUSICA GAÚCHA

 
Música gaúcha
A música gaúcha de origem tradicionalista parece ter origem na escola literária do parnasianismo, por sua semelhança quando canta coisas da natureza e do ambiente como: a terra, o chão, os costumes, o cavalo - e pela musicalidade, sempre buscando a rima num arranjo muito acertado com as melodias, criando entre letra, música e dramatização, uma dinâmica que rebusca origens e paixões. Vale a pena estudar este aspecto e descobrir que por outras origens históricas podemos enriquecer nossas culturas.
O estilo musical gauchesco mostra também origens fortes na música flamenca espanhola, e na música portuguesa. Os campos harmônicos bem arranjados, denotam ritmos bem elaborados e melodias com dois ou mais violões. Com uma formação harmônica/melódica complexa, a música tradicionalista torna-se difícil de ser interpretada em alguns casos, por outros grupos ou músicos que não possuem ligação direta com a cultura gaúcha.
Algumas metáforas e temas são particularmente freqüentes na música gaúcha. A primeira delas é o amor pelo Rio Grande do Sul, presente, por exemplo, nas primeiras duas estrofes da música "Obrigado, Patrão Velho", da banda Os Serranos, em que o eu liríco agradece a Deus pelo estado: "Patrão velho, muito obrigado, por este céu azul/ Por esta terra tão linda, pelo Rio Grande do Sul"
Este amor pelo Rio Grande do Sul muitas vezes toma a forma de um amor pelo mundo rural do peão gaúcho, mundo este muitas vezes retratado como em extinção. Isto é muito evidente na premiada música "Desgarrados" (composição de Sérgio Napp e Mário Barbará), em que o eu lírico compara os ex-trabalhadores do campo que se mudaram para a cidade como animais desgarrados de seu rebanho. Ele relata que os "desgarrados" não são felizes e sentem saudade do dia-a-dia do campo: "Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade[...]\Cevavam mate,sorriso franco, palheiro aceso\Viraram brasas, contavam causos, polindo esporas,\Geada fria, café bem quente, muito alvoroço"
O segundo tema muito presente é o cavalo (geralmente da raça crioula, mas isso nem sempre fica explícito), que aparece de diversas maneiras; primeiro, como um objeto de admiração e companheiro de trabalho, como na música "O Gaúcho E O Cavalo", de "Os monarcas": "Quem sou eu sem meu cavalo/ O que será dele sem mim". Em segundo lugar, o cavalo também aparece como uma personificação do próprio gaúcho, como no verso da música "Veterano", de Antonio Augusto Ferreira e Everton dos Anjos Ferreira, em que o eu lírico substitui a palavra "morte" por "inverno", pois os cavalos velhos costumam morrer no inverno, e afirma que ainda estará animado (resfolegante como um cavalo de "ventas abertas" e com o coração "estreleiro" como os cavalos que levantam a cabeça de impaciência): "Quando chegar meu inverno/ que me vem branqueando o cerro/Vai me encontrar de venta aberta/ de coração estreleiro". Outro exemplo importante é a música "Florêncio Guerra", de Luís Carlos Borges, em que o eu lírico se sente atingido pessoalmente quando seu patrão pede que ele sacrifique seu velho cavalo já sem utilidade para o serviço: "O patrão disse a Florêncio que desse um fim no matungo/ Quem já não serve pra nada não merece andar no mundo/ A frase afundou no peito e o velho não disse nada

Nativismo e tradicionalismo

Apesar de tratar dos mesmos temas que os tradicionalistas, os nativistas discordam destes em alguns pontos. Entre os pontos de maior divergência estão o passado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e a influência espanhola dos países vizinhos.
São divergências bastante sutis, mas podem ser percebidas em certas canções, como por exemplo "Sabe, Moço", cantada por Leopoldo Rassier, que fala da tristeza de um soldado que lutou nas guerras históricas dos estados e recebeu cicatrizes em vez de medalhas. É um assunto que dificilmente seria abordado pelos tradicionalistas, que preferem ver glória e heroísmo nas mesmas guerras.
Quanto à influência espanhola, os tradicionalistas têm um certo desprezo por considerar que os espanhóis muitas vezes no passado foram inimigos nas guerras em que os estados se envolveram. Os nativistas, por outro lado, não se envergonham de admitir que muitas características culturais e folclóricas são originárias dos países vizinhos (Uruguai e Argentina), muitos chegam a gravar músicas em espanhol e até se fala em "três pátrias gaúchas" (Argentina, Uruguai e Sul do Brasil).
Outro ponto de divergência entre tradicionalistas e nativistas é a religião. Tradicionalistas na maioria das vezes são católicos fervorosos, enquanto alguns nativistas poucas vezes falam em Deus, e há letras que chegam a falar em Ateísmo (como por exemplo a canção Changueiro De Vida E Lida, cantada por Adair de Freitas, Jari Terres e Luiz Marenco).
(Wikipédia)

Alguns músicos e intérpretes que engrandeceram e enriquecem a música gaúcha:
Teixeirinha e Mary Terezinha, Os Fagundes, Dante Ramon Ledesma, Cesar Lindemeyer, Cenair Maicá, Fabiano Bachieri, Leonardo, João de Almeida Neto, Joca Martins, Leopoldo Rassier, Luciano Maia, Luiz Marenco, Luiz Carlos Borges, Mano Lima, Gaúcho da Fronteira, Marcello Caminha,Noel Guarany, Pedro Ortaça, Telmo de Lima Freitas, Wilson Paim, Jair Gonçalves, Leonel Gomes, Os Monarcas, Os Serranos, Grupo Querência, Grupo Tamoyo, Renato Borghetti, Rui Biriva, Mário Barbará Dornelles, Vitor Hugo, Grupo Quero-Quero, César Passarinho, Isabela Fogaça, João Chagas Leite, Porca Véia, Os Gaudérios, e muitos outros...

sábado, 17 de setembro de 2011

Festival da Música Popular Brasileira


Festival da MPB: foi uma série de programas transmitidos por algumas emissoras de televisão brasileira (TV Excelsior, TV Record, TV Rio, Rede Globo) entre os anos de 1965 a 1985. Esses festivais consolidaram a música popular brasileira, além de revelar e consolidar grandes compositores e interpretes da nossa música ( Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, entre outros).

Histórico


Nessa época (décadas de 1960 e 1970) o Brasil vivia sobre o regime político ditatorial militar, que por meio de seu autoritarismo e repressão mantinha o controle em vários aspectos da vida social brasileira, principalmente na área da cultura (música, teatro, cinema e literatura). Apesar de toda vigilância, repressão e perseguição dos agentes do DOPS em todas as áreas ligadas a cultura surgiram formas de protestos contra o regime militar. Na música, em especial, surgiram canções de cunho social e de protestos, que chegaram a uma grande parcela da população, devido principalmente a participação desses músicos e canções nos grandes festivais realizados pelas emissoras de televisão. Esses festivais eram realizados principalmente na cidade de São Paulo, sendo transmitidos a várias regiões do país, atingindo elevada audiência. Devido a grande participação do público, que torcia de forma apaixonada por suas canções e interpretes favoritos, esses festivais - assim como os compositores e interpretes que deles participavam - passaram a ser sistematicamente vigiados pelos agentes DOPS, como passíveis de subversão contra a moral e o sistema nacional.
(Wikipédia)