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sábado, 31 de dezembro de 2011

2012

Contar sempre com a sua amizade,
Durante o ano que passou, foi muito bom.
Quero neste momento te desejar um feliz ano novo
Para que você possa encontrar as realizações que sonhou,
Desfrutando de toda felicidade deste mundo.
O sentimento que tenho por você é muito especial,
Por isso desejo muito Amor, Saúde, Paz e Sucesso
Para você e sua família.
Gostaria muito de poder continuar presente em sua vida,
Pois me sinto feliz em saber que tenho a sua amizade.
E para mim seria a total satisfação poder contribuir
Para que sua felicidade seja completa.
Certamente este ano será para você, uma nova descoberta.
Uma nova luz que trará alegria e muita esperança.
Tenho o prazer em te desejar um…

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

LULU SANTOS - BIOGRAFIA

Biografia


Em cerimônia no Teatro Municipal do Rio, uma seqüência de clipes na qual sucessos de Lulu Santos eram cantados por diferentes grupos de anônimos - de meninas numa sala de aula a freiras, passando por garis, travestis, operadores da bolsa, patricinhas, peruas numa academia de ginástica, senhoras prá lá da terceira idade - resumiu com perfeição a abrangência que a obra deste cantor, compositor e guitarrista carioca de 51 anos atingiu. Esses clipes foram parte da festa de entrega do II Prêmio TIM de Música, em julho de 2004, na qual Lulu foi homenageado como artista do ano pelo conjunto de sua obra, tendo algumas de suas canções recriadas por, entre outros, Marcos Valle e Lenine. Prêmio e homenagem para um artista que, como poucos, conseguiu unir a atitude do rock à musicalidade da canção brasileira.

Filho de um militar da Aeronáutica, Luiz Maurício Pragana dos Santos, passou parte da infância nos Estados Unidos, onde o pai fazia curso de especialização em engenharia aeronáutica. Como qualquer adolescente de sua geração, nos anos 60 ele foi capturado pelo som de
Beatles e Rolling Stones. Mas antes disso já curtia Chubby Checker, Hank Ballard, Ray Charles e os discos de seus pais que rolavam em casa: Frank Sinatra, Perry Como e Andy Williams. A música brasileira entraria pela Jovem Guarda e, principalmente, pela Tropicália de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Mutantes, Gal Costa e companhia.

Mas o jovem Lulu Santos, guitarra em punho e longos cabelos encaracolados descendo pelos ombros, tinha o rock como meta. Era o que predominava em seus primeiros grupos: do Cave Man, que fazia cover dos
Beatles em meados dos anos 60, aos, na década seguinte, Albatroz, Veludo Elétrico e Vímana. Neste terceiro, que atuou entre 1975 e 77, lançando apenas um compacto para a Som Livre (“Zebra” e “Masquerade”), Lulu trabalharia com outros músicos fundamentais para o rock brasileiro que tomou a cena a partir dos anos 80, Lobão e Ritchie. Antes do seu fim, o Vímana ensaiou por alguns meses com o tecladista suíço Patrick Moraz (que fizera parte do grupo Yes). A essa altura, Lulu já abrira seus horizontes, ligado que estava na música negra de então, soul e funk e disco e até jazz - este último, no grupo fusion Pomoja, que formou com o trompetista Márcio Montarroyos. Ao lado do baixista Antonio Pedro (que passara pelos Mutantes e nos anos 80 seria um dos criadores da Blitz) e do cantor e tecladista Arnaldo Baptista (da lendária formação original dos Mutantes), Lulu também faria, em 1978, outro efêmero trio, Unziôtru.

Num mercado quase sem espaço para o pop-rock brasileiro, Lulu Santos pendurou temporariamente as chuteiras-guitarras para ganhar a vida. Trabalhou por quase dois anos na gravadora Som Livre, ao lado dos produtores Guto Graça Mello e Ezequiel Neves (este, também o mais influente jornalista-roqueiro daquela época), selecionando as canções que entrariam nas trilhas das novelas da Rede Globo. Paralelamente, Lulu era um dos críticos de música da “Som Três”, então a principal revista especializada em música no Brasil. O trabalho na Som Livre funcionou como uma graduação em canção popular e logo um renovado Lulu estaria aplicando em suas composições esse aprendizado.


Em 1980, com o nome de Luiz Maurício - por imposição de um diretor artístico da Polygram (atual Universal), que “ogramente” argumentava que Lulu não era nome de homem - ele lançou um compacto simples que passou em branco. Fracasso que não abalou o cantor e compositor. Novamente como Lulu Santos, um ano depois, voltaria à carga. Contratado pela gravadora Warner, lançaria em seqüência três compactos que emplacariam nas rádios as canções “
Tesouros da Juventude”, “Areias Escaldantes” e “De Leve” (esta, uma versão feita por Gilberto Gil e Rita Lee para “Get back”, de John Lennon e Paul McCartney).

Com “
Areias Escaldantes”, parceria com Nelson Motta, Lulu também participou do Festival MPB-Shell 1981. No ano seguinte, lançaria seu primeiro álbum, “Tempos Modernos”, que, produzido pelo ex-baixista dos Mutantes Liminha, reuniria as canções dos compactos e ainda “De repente, Califórnia” (outra parceria com Nelson Motta, e sucesso na trilha do filme “Menino do Rio”), “Tudo Com Você” (com Fausto Nilo), “Palestina” (com Nelson Motta) e “Scarlet Moon” (que Rita Lee escreveu para a jornalista e atriz, mulher de Lulu desde 1978).

A parceria com Liminha prosseguiu nos dois álbuns seguintes, “
O Ritmo do Momento” (1983) e “Tudo Azul” (1984). No repertório de ambos, mais e muitos sucessos radiofônicos, no que viria se tornar uma característica na carreira de Lulu, sempre marcando presença nas ondas. Em “O ritmo...” está aquele que é um dos maiores clássicos de Lulu e Nelson Motta, o bolero-havaiano-pop “Como uma onda (Zen-surfismo)”, e também “Adivinha o quê” e “Um certo alguém” (esta com letra de Ronaldo Bastos). Enquanto “Tudo Azul”, além da canção-título (com Nelson Motta), é o disco de músicas como “O Último Romântico” (com Antonio Cícero), “Certas Coisas” (com Nelson Motta), “Lua de Mel”, “Tão Bem” e “Respeito” (esta com Chacal).

Além dos sucessos que emplacou nos rádios, no palco Lulu afirmou-se como o maior showman de sua geração.


No que viria a ser outra constante em seu trajeto, depois desses discos de canções pop redondas, como que abrindo um novo ciclo, ele faria um álbum mais experimental. “Normal” (1985), produzido pelo próprio Lulu, era também mais roqueiro, flertava com os sons afro-caribenhos em “
Ny Popoya Y Papa” e consolidava o Lulu letrista - das 11 faixas, apenas duas eram em parceria, com Nelson Motta, “De Repente” e “Atualmente”. “Normal” fechou o ciclo com a Warner. Um ano depois, ele faria “Lulu” na BMG, disco que bateria seus recordes de vendagem na época, chegando a 200 mil cópias. Para isso contribuiu o desempenho de canções como “Casa”, “Condição” e “Um Pro Outro”.

O disco seguinte, “
Toda Forma de Amor”, lançado em 1988, manteria o ritmo e os hits, incluindo “A Cura”, “Cobra Criada” e a faixa-título. A grande turnê de lançamento, que percorreu boa parte do Brasil e chegou também ao Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, gerou o primeiro disco ao vivo do cantor: “Amor à arte”. Ao vivo que fugia da fórmula de grandes sucessos. Entre esses, “Um certo alguém” e “Toda a forma do amor”, mas o repertório incluía ainda uma versão de Lulu para a beatle “Here comes the sun” (George Harrison), literalmente, “Lá Vem O Sol”; mais Beatles em “You've Got To Hide Your Love Away” (Lennon e McCartney); e flertes com a MPB ao recriar Caetano Veloso (“Não Identificado”) e Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (“Asa Branca (vinheta)”).

Sinais de que outras mudanças estavam por vir. “Popsambalanço e outras levadas”, de 1989, era marcado por influências que iam dos Jorges Ben Jor (seu samba-pop inspira a composição de abertura, “
Brumário”) a Mautner (numa leitura bossa-novista de “Samba Dos Animais”, de Mautner e Nelson Jacobina). Apesar de antecipar muito do que pautaria o pop-rock brasileiro da década seguinte, incluindo o revival de Jorge Ben Jor e o aceno ao samba, “Popsambalanço...” não teve a resposta dos discos anteriores.

Honolulu (o Havaí É Lá)”, em 1990, também ficou aquém de sua média de sucesso, mesmo que puxado pelo hit “Papo Cabeça”. Dois anos depois, Lulu mudaria para a Polygram (atual Universal), onde gravou o roqueiro “Mondo cane”. Ousado, e quase ignorado na época, apesar de um repertório com pérolas como “Fevereiro”, “Foi Mal”, “Apenas Mais Uma de Amor” e “Ecos do Passado”.

A passagem pela Polygram durou pouco e Lulu entrou na década de 90 sem gravadora. O sucesso nas rádios de “
Tim Medley”, produção com o DJ Memê que reunia “Leme ao Pontal” e “Rodésia” em arrebatadora levada disco, provou que Lulu não era carta fora do baralho. Foi o suficiente para a BMG acenar com novo contrato, e, produzido por Marcello “Memê” Mansur, ele voltar por cima com “Assim Caminha A Humanidade” (1992). A dançante faixa-título mantinha o ritmo insinuado pela recriação de Tim Maia, mas o disco reafirmaria sua ligação com a MPB em “Bigorrilho” (Gomes, Paquito e Gentil) e “Tuareg” (Jorge Ben Jor), faria ponte com o rock de Neil Young (“Hey Hey, My My”) e traria pepitas com o mais puro padrão lulusantos em canções como “Febre”, “Graal” e “Tudo Igual”.

A parceria com o DJ e produtor e o mergulho na música das pistas seriam aprofundados em “Eu e Memê, Memê e eu” (1995), disco que bateu a marca de um milhão de cópias vendidas. Ele trazia versões turbinadas para sucessos de Lulu (“
Casa”, “Toda Forma de Amor”, “Assim Caminha A Humanidade”, “Tudo bem”) ou de outros artistas: Tim Maia (“O descobridor dos sete mares”, “Sossego”), Roberto Carlos e Erasmo Carlos (“Se Você Pensa”) e Marina Lima e Antonio Cícero (“Fullgás”).

De 1996, “Anti ciclone tropical”, nova produção de Memê, é introduzido por um dos grandes sucessos de Lulu Santos, “
Aviso aos Navegantes”. Em “Assaltaram A Gramática”, a parceria de Lulu com o poeta Waly Salomão, que fora lançada pelos Paralamas do Sucesso, ganhou um terceiro parceiro, Gabriel O Pensador, que também participou da gravação.

O disco seguinte,“Liga lá”, em 1997, traz novo produtor, Marcelo Sussekind, e mais pop de viés experimental. Algo que se confirma tanto nas novas composições de Lulu - como “
Hyperconectividade”, “Tempo/espaço”, “Creio”, “Kryptonita” e “Tempo/espaço contínuo” (esta em parceria com o maestro da Tropicália, Rogério Duprat, autor do arranjo) - quanto nas recriações de “Ando Meio Desligado” (Mutantes), “Fé Cega, Faca Amolada” (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), “De Mi” (do argentino Charly Garcia), “Dê Um Rolê” (Moraes e Galvão, dos Novos Baianos) e “Chico Brito” (samba de Wilson Batista e Afonso Teixeira).

“Calendário”, em 1999, marcaria o reencontro com o produtor Liminha, que também marcou presença no estúdio, alternando-se no baixo, nos teclados, nas guitarras e na programação de bateria. A safra de canções mostrava que, ao contrário do que poderia sugerir o título do primeiro sucesso e faixa de abertura, “
Fogo de Palha”, a chama criativa de Lulu estava muito acesa, incluindo ainda petardos como “Mala & Cia.”, “Bolado”, “Eu Não” (esta com letra de Nelson Motta), “Brasil Legal” e “Sábado à Noite”.

O ano seguinte foi tempo de revisão, com “Lulu Acústico”, o registro de sua participação na série da MTV. As 23 faixas desse CD duplo funcionam como síntese da obra de um mestre da canção. Tem “
Condição”, tem “Aviso aos Navegantes”, tem “Sereia”, “Tempos Modernos”, “Um certo alguém”, “Como uma onda”, “Casa”, “Sábado à Noite”, “Tudo bem”, “De repente, Califórnia”...

Passado relido (e muito presente), Lulu rodou boa parte dos anos 2000 e 2001 com o show “Acústico”. E recarregou as baterias criativas para seu primeiro disco de inéditas no novo século/milênio, “Programa” (2002), produção de dois músicos de sua banda, Alex de Souza e Christiaan Oyens. Canções como “
Do Outro Mundo”, “Amém”, “Tempo Real”, “A Mensagem” e “Todo O Universo” mostravam a opção por mais desafios, num disco que também inaugurava uma parceria com o sempre moderno bossa-novista Marcos Valle e com Ed Motta, “Walkpeople”, e reunia em “4 do 5 (para Herbert)” Lulu e os Paralamas do Sucesso.

“Bugalu”, em 2003, trouxe de volta as mãos e o cérebro do DJ Memê, que assinou a produção e programou muito dos barulhinhos bons e eletrônicos que pontuam o disco. O compositor Lulu esbanja ótima forma em canções como “
Já É”, “Leite & Mel”, “As Escolhas” (esta gravada num dueto com o cantor Pedro Mariano), “Língua Presa” (nova parceria com Marcos Valle, que participa com seus Fender Rhodes e teclados), “Rito Pagão”, “Delete” e “Jahu”.

Em 2004, nova revisão de sua carreira com o disco “Ao vivo MTV”, produzido por Paul Ralphes. Nele, algumas das muitas músicas que invadiram as ondas radiofônicas e o imaginário do povo brasileiro. Algumas daquelas que, hoje, estão presentes tanto no repertório de meninas numa sala de aula quanto de garis varrendo as ruas, de freiras e travestis, de operadores da bolsa e patricinhas, de peruas numa academia de ginástica e senhoras prá lá da terceira idade... Assim como também marcam presença em discos de diferentes artistas da música brasileira: de novas bandas de rock que reverenciam o seu pioneirismo a grupos de pagode, passando por grandes intérpretes como
Gal Costa, Milton Nascimento, Zizi Possi, Marisa Monte, Zé Ramalho e Marina Lima.

Ele tem ainda em seu currículo colaborações com mestres como
Gilberto Gil (Lulu produziu o CD “Bônus de carnaval”, que acompanhou o disco “Quanta gente veio ver”, de 1998) e Caetano Veloso (no disco “Noites do Norte ao vivo”, de 2001, estão as canções “O Último Romântico” e “Como uma onda” de Lulu, que se junta também ao compositor baiano na interpretação de “Cobra coral”).

Flashes da obra de um artista em movimento, que, como naqueles seriados dos nossos irmãos do norte, “To be continued...”.


(Antonio Carlos Miguel)


Fonte: site oficial

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

DIA NACIONAL DO SAMBA

Origens do Samba, Significado, História do Samba e Principais Sambistas 
 

O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.

As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.
O primeiro samba gravado no Brasil foi  Pelo Telefone, no ano de 1917, cantado por Bahiano. A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida  e Donga .
Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Neste período, os principais sambistas são: Sinhô Ismael Silva  e Heitor dos Prazeres .
Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa autor de Conversa de Botequim; Cartola de As Rosas Não Falam; Dorival Caymmi de O Que É Que a Baiana Tem?; Ary Barroso, de Aquarela do Brasil; e Adoniran Barbosa, de Trem das Onze.
Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Podemos destacar: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Chico Buarque, João Bosco e Aldir Blanc.
Outros importantes sambistas de todos os tempos: Pixinguinha, Ataulfo Alves, Carmen Miranda (sucesso no Brasil e nos EUA), Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Aracy de Almeida, Demônios da Garoa, Isaura Garcia, Candeia, Elis Regina, Nelson Sargento, Clara Nunes, Wilson Moreira, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim e Lamartine Babo. 

Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo 
Os tipos de samba mais conhecidos e que fazem mais sucesso são os da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. O samba baiano é influenciado pelo lundu e maxixe, com letras simples, balanço rápido e ritmo repetitivo. A lambada, por exemplo, é neste estilo, pois tem origem no maxixe.
Já o samba de roda, surgido na Bahia no século XIX, apresenta elementos culturais afro-brasileiros. Com palmas e cantos, os dançarinos dançam dentro de uma roda. O som fica por conta de um conjunto musical, que utiliza viola, atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro.
No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, sendo que as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.
Entre os paulistas, o samba ganha uma conotação de mistura de raças. Com influência italiana, as letras são mais elaboradas e o sotaque dos bairros de trabalhadores ganha espaço no estilo do samba de São Paulo. 


Principais tipos de samba: 
 

Samba-enredo
Surge no Rio de Janeiro durante a década de 1930. O tema está ligado ao assunto que a escola de samba escolhe para o ano do desfile. Geralmente segue temas sociais ou culturais. Ele que define toda a coreografia e cenografia utilizada no desfile da escola de samba. 


Samba de partido alto
Com letras improvisadas, falam sobre a realidade dos morros e das regiões mais carentes. É o estilo dos grandes mestres do samba. Os compositores de partido alto mais conhecidos são:  Moreira da Silva, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho. 


Pagode
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70 (década de 1970), e ganhou as rádios e pistas de dança na década seguinte. Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas. Os principais grupos são : Fundo de Quintal, Negritude Jr., Só Pra Contrariar, Raça Negra, Katinguelê, Patrulha do Samba, Pique Novo, Travessos, Art Popular.


Samba-canção
Surge na década de 1920, com ritmos lentos e letras sentimentais e românticas. Exemplo: Ai, Ioiô (1929), de Luís Peixoto. 


Samba carnavalesco
Marchinhas e Sambas feitas para dançar e cantar nos bailes carnavalescos. exemplos : Abre alas, Apaga a vela, Aurora, Balancê, Cabeleira do Zezé, Bandeira Branca, Chiquita Bacana, Colombina, Cidade Maravilhosa entre outras. 


Samba-exaltação
Com letras patrióticas e ressaltando as maravilhas do Brasil, com acompanhamento de orquestra. Exemplo: Aquarela do Brasil, de Ary Barroso gravada em 1939 por Francisco Alves.


Samba de breque
Este estilo tem momentos de paradas rápidas, onde o cantor pode incluir comentários, muitos deles em tom crítico ou humorístico. Um dos mestres deste estilo é Moreira da Silva . 


Samba de gafieira  
Foi criado na década de 1940 e tem acompanhamento de orquestra. Rápido e muito forte na parte instrumental, é muito usado nas danças de salão. 


Sambalanço
Surgiu nos anos 50 (década de 1950) em boates de São Paulo e Rio de Janeiro. Recebeu uma grande influência do jazz.. Um dos mais significativos representantes do sambalanço é Jorge Ben Jor,  que mistura também elementos de outros estilos.


 
Mas por que justo no dia 2 de dezembro se comemora o Dia Nacional do Samba?
O motivo é curioso: Ary Barroso, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos compôs o samba Na Baixa do Sapateiro, que tinha uma letra que exaltava a Bahia, sem nunca ter visitado nenhuma cidade baiana.
Na primeira vez que ele pisou em Salvador, num dia 2 de dezembro, o vereador baiano Luís Monteiro da Costa aprovou uma lei que declarava que aquele dia seria o Dia Nacional do Samba, numa forma de homenagear o compositor.
A partir desse acontecimento a data tornou-se um dia para se comemorar toda a riqueza do samba, um dos principais patrimônios culturais brasileiros.
No Rio de Janeiro o pessoal se reúne lá na Central do Brasil, lota um trem inteirinho e vai tocando e cantando até o bairro de Oswaldo Cruz, onde lá se formam várias rodas de Samba.
Os vagões vão sempre lotados e em cada vagão vai um grupo que agita as rodas de Samba do Rio de Janeiro, incluindo grupos com sambistas famosos e locais.


Dia Nacional do Samba

- Comemora-se em 2 de dezembro o Dia Nacional do Samba.
- Parabéns a todos os sambistas e amantes do SAMBA!!!
(suapesquisa.com)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

22 de Novembro - DIA DO MÚSICO

Dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos, por isso  também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor.
Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.

O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações.
A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.

A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia.
Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas.
Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
(fonte: brasilcultura)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

GRUPO "SENTE O CLIMA"

SENTE O CLIMA SAMBA CLUBE

Criado em Abril de 2010 o grupo Sente o Clima Samba Clube foi à realização de um sonho de músicos renomados do cenário musical do sul do Brasil. O grupo é formado pelo percussionista Fabio Andrade, o saxofonista e arranjador Marcelo Mirailh,o cavaquinhista Yuri “Lingua” Costa, somados ao carisma e irreverência do vocalista Henry Oppelt  e  com a direção do compositor e produtor musical Regis Daian. O grupo Sente o Clima leva a  alegria espontânea e uma energia que contagia todo seu público. No seu primeiro ano de estrada, o grupo gravou seu primeiro single, ”Meu Jeito de Ser” no qual já obteve mais de 15.000 visitações em apenas 2 meses e foi a música mais executada nas rádios do sul do estado. Neste ano de 2011 o Sente o Clima Samba Clube lança seu primeiro trabalho totalmente autoral com a direção musical de Régis Daian contando com participações de nomes como Filipe Duarte (Vocalista do grupo Os Travessos), Juninho PC (Vocalista do Grupo Pura Cadência) dentre outros músicos renomados do estado.
O grupo vem se destacando ,pelo repertorio dançante, pelos arranjos diferenciados e mistura de estilos, como pop ,reggae, funck e outros mesclados ao samba e swing.






domingo, 6 de novembro de 2011

BOMBO LEGUEIRO

Bombo leguero é um instrumento de percussão do tipo membranofone, originário da Argentina. Seu nome, leguero, vem do fato de que este instrumento pode ser ouvido até duas léguas de distância (ou aproximadamente 5 quilômetros).


É produzido a partir de um tronco de árvore oco (geralmente corticeira), revestido com pele curtida de animais, como cabras, vacas ou ovelhas. Derivado do velho tambor militar europeu, possui um arranjo de anéis de couro nas extremidades para a fixação da pele esticada.


Faz parte da música folclórica da  Argentina (zamba,  chacarera, etc.) e foi popularizado por músicos como Los Fronterizos, Carlos Rivero, Soledad Pastorutti e Mercedes Sosa.
Com a cololização cultural da Argentina no Rio Grande do Sul no início século 19, o bombo leguero foi adotado pela música nativa gaúcha e até os dias de hoje segue sendo um instrumento tradicional do estado.
 
Representante das tradições gaúchas e apaixonado por este instrumento 
Ernesto Fagundes cita:
- "Sou o guri pelo duro campeando um mundo de amor e me vou rumo ao futuro tendo no peito um tambor!"

terça-feira, 1 de novembro de 2011

BREVE HISTÓRIA DO VIOLÃO

Há várias teorias sobre a origem do instrumento, algumas apontando instrumentos similares existentes há milhares de anos antes de Cristo. 

A teoria mais popular dava o violão como originado do alaúde. As teorias mais reconhecidas atualmente sustentam que o violão e outros instrumentos de fundo plano tiveram origem comum na khitara helênica (que por sua vez teve origem assírio-egípcia), enquanto que o alaúde e outros instrumentos de fundo convexo se originaram da lira antiga. De seus vários estágios evolutivos, basta assinalar aqui que, nos primeiros anos do século XVII o instrumento já possui 5 cordas e é assim cultivado ao lado de sua aristocrática prima, a vihuela, da qual ele muito pouco diferia. E também que, no séc. XVIII, aparece a sexta corda (a mais grave), e começam a ser estabelecidos os primeiros princípios da técnica moderna.

Teve cultores ilustres desde os primórdios de sua existência, com o nome de guitarra espanhola. Citamos Francisco Corbetta, músico de câmara e professor de violão do rei Luís XIV, Robert de Visée, seu melhor aluno e sucessor como guitarrista da corte, Giuliani, Carulli, Aguado, Coste, Carcassi e -- para encerrar esta lista evidentemente incompleta – Fernando Sor, violonista e compositor, a quem devemos algumas das mais belas e bem feitas obras até hoje compostas par o instrumento.

Os autores citados são classificados com concernentes ao período clássico do violão. O período romântico se inaugura na segunda metade do séc. XIX, com Francisco Tárrega, responsável pelo renascimento do violão naquela época, e considerado por muitos o fundador da escola moderna. Entre seus alunos ilustres figuram Miguel de Llobet, concertista de renome, e Emílio Pujol, autor da “Escuela Razonada de la Guitarra”, onde expõe os princípios da escola de Tárrega, obra considerada imprescindível a qualquer estudo técnico histórico do violão.

O conceito do violão como instrumento erudito firmou-se no séc. XX com Andrés Segovia, cuja fama e virtuosidade o colocaram num plano dificilmente atingível, comparável àquele em que se colocou o violoncelista Pablo Casals. Segovia alargou ocnsideravelmente o repertório do violão, não só através de transcrições, mas também por sua influência junto a grandes compositores não-violonistas que escreveram para ele obras de grande valor artístico, inclusive alguns concertos para violão e orquestra.
 
Dos compositores do século XX – ainda pela brevidade deste resumo – vamos citar apenas nosso Heitor Villa-Lobos, que foi violonista ocasional (o seu “Choro N° 1” foi gravado por ele próprio, ao violão, em disco de 78 rpm). Seus Estudos e Prelúdios tornaram-se obras imprescindíveis ao desenvolvimento artístico e ao repertório de quem quer que se dedica a estudar violão com seriedade, e são mundialmente conhecidos. As peças de Villa-Lobos aproveitam inteligentemente os recursos peculiares do violão e dificilmente soariam bem em outro instrumento.



No Brasil o violão encontrou ambiente propício para seu florescimento. Embora considerado “instrumento de malandro” no início do séc. XX, sua popularidade cresceu de tal maneira que hoje não se fala no violão sem citar violonistas brasileiros, tanto no gênero erudito quanto no gênero popular. Impossível deixar de citar a figura romântica de Américo Jacomino, o Canhoto, que não sabia ler música, foi autodidata e tocava com violão invertido, autor de valsas como “Abismo de Rosas”, que mesmo os mais fanáticos cultores do chamado “violão clássico” não ousam ignorar devido à sua grande popularidade. Entre outros, podem ser citados também Isaías Sávio, Dilermando Reis, João Pernambuco, e entre os mais modernos, Baden Powell, Egberto Gismonti, Paulinho Nogueira, Marco Pereira, Sebastião Tapajós, Raphael Rabello, e o Duo Assad, dos irmãos Sérgio e Odair Assad, considerado por muitos como o mais proeminente duo de violões em atividade no mundo hoje.
(marcelomelloweb)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE PELOTAS

O Conservatório de Música é uma das unidades de ensino da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul/BR. Foi a quinta escola de música a ser fundada no país, e é a única instituição musical de atividade ininterrupta na cidade desde sua criação até os dias de hoje, sendo responsável pela formação de várias gerações de músicos profissionais e a realização de inúmeros concertos com artistas de renome internacional. Seu salão de concertos é um dos mais antigos do Brasil ainda em uso.

Fundação
Foi fundado em 4 de junho de 1918 por Alcides Costa e Francisco Simões, e inaugurado em 18 de setembro do mesmo ano, em uma época em que Pelotas era a segunda mais importante cidade do estado, e já possuía uma sólida tradição cultural, tendo sido no século XIX o maior pólo cultural do Rio Grande do Sul, a ponto de ser chamada de "a Atenas gaúcha". O Conservatório foi criado na esteira do projeto civilizador e progressista republicano cujos ideais visavam uma equiparação cultural do Brasil aos países mais avançados da Europa. Na época de sua fundação a cidade experimentava um grande surto de desenvolvimento, a última floração do ciclo do charque, que enriqueceu a urbe e a adornou com inúmeros prédios elegantes e uma sociedade aristocrática e ilustrada.
Os antecedentes para sua criação foram o estabelecimento em Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul, do Conservatório do Instituto Livre de Belas Artes, e a chegada em 1916 do renomado pianista Guilherme Fontainha para dirigí-lo. Fontainha era uma personalidade dinâmica e grande pedagogo, sendo uma das peças-chave para a disseminação no sul de um modelo educativo musical moderno, baseado na metodologia do Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, e tinha contato com figuras importantes do modernismo brasileiro. Ele inspirou a criação de conservatórios em várias cidades do estado, sendo auxiliado nessa empresa por José Corsi, e foi o mentor também da fundação da instituição pelotense, para a qual indicou Antonio de Sá Pereira como primeiro diretor artístico.

Desenvolvimento
Sá Pereira era um dos mais importantes professores de piano de sua geração em todo o Brasil, e como administrador introduziu mudanças importantes no repertório musical apresentado na cidade, trazendo peças de autores modernistas do Brasil e do exterior. Também escreveu artigos sobre música que foram publicados na imprensa local, a qual apoiou as atividades do Conservatório e contribuiu assim para a formação de um gosto musical mais apurado e atualizado na cidade. Desde logo as atividades docentes da instituição foram complementadas com a realização de concertos públicos, contando com a colaboração de outros organismos vinculados ao Conservatório.
Em 1923 a direção artística passou para Milton Lemos, e em 1927 foram instituídos cursos de desenho e pintura, dirigidos pelo insigne pintor João Fahrion, de Porto Alegre, oficializando uma prática que já estava sendo seguida informalmente desde um pouco antes. Então o nome da instituição passou a ser Instituto de Belas Artes de Pelotas. Em 1928 aconteceu ali a primeira transmissão radiofônica ao vivo de música erudita do Brasil, e em 1937 o Instituto foi municipalizado. No final da década de 1930 o prédio passou por reformas, e nesse ínterim as aulas aconteceram no edifício da Biblioteca. Em 1941 o prédio foi reinaugurado com seus equipamentos melhorados e o salão de concertos ampliado. Em 1943 foi criado o Coro oficial do Instituto, e em 1949 a Orquestra Sinfônica de Pelotas, que se não era vinculada ao Instituto contou com a participação de vários mestres e alunos da instituição educacional. Neste mesmo ano o Instituto transferiu as aulas de desenho e pintura para a Prefeitura, retornando às suas funções especificamente musicais, e voltando a ter sua denominação original. Em 1961 recebeu autorização federal para oferecer cursos superiores de música, e em 1965 o Conservatório passou a ser uma autarquia, até que foi absorvido pela Universidade Federal de Pelotas em 1969, estatuto que se mantém até hoje. Em 1970 seu curso de música foi reconhecido pelo governo federal como um Bacharelado, com habilitações em canto, violino, piano, violão e flauta. Em 1971 foi criada a Licenciatura em Música, e o Departamento de Música do Instituto de Artes da UFPel passou a funcionar em conjunto com o Conservatório, situação que permaneceu até 1984.

História recente
Com a consolidação de sua ligação com a universidade iniciaram atividades de extensão comunitária em projetos permanentes, como o Projeto Quartas Musicais, o Projeto Concertos das Doze e Trinta, e os Concertos da Catedral do Redentor. Além disso o Conservatório mantém uma Temporada Oficial de Concertos em parceria com o Conservatório do SESI e o apoio de várias instituições locais e nacionais. No total o Conservatório oferece cerca de 70 concertos por ano à comunidade. Outras de suas atividades são o Concurso Nacional de Piano Milton de Lemos, bienal, o Troféu Milton de Lemos - Destaque em Música Erudita, e a Semana do Piano, ambos também eventos bienais. Também são mantidos o Concurso de Canto Zola Amaro, o Encontro de Violonistas e o Projeto Ouvindo e Apreciando Música, que funcionou durante dez anos e está aguardando reedição. O Conservatório ainda publica o informativo Alla Breve, sobre as atividades institucionais, e a Revista do Conservatório de Música da UFPel, para divulgar estudos especializados. Em 1996 foi criada a Sociedade dos Amigos do Conservatório de Música, em 1997 a Musicoteca e Centro de Documentação Musical, com significativo acervo documental e iconográfico e a partir de 2001 sediando o Grupo de Pesquisa em Musicologia. Em 2002 foi instituído o Curso de Pós-Graduação em Musicoterapia, mas foi abolido recentemente. Em 2008, foi instituído o curso de bacharelado em composição e, em 2009, foi instituído o curso de graduação em Ciências Musicais, ainda aguardando o reconhecimento pelo MEC.
 (fonte: Wikipedia)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Deficientes superam as dificuldades com a música


Eles tocam instrumentos sem enxergar, soltam a voz sem ouvir e "cantam" sem falar. A música é um caminho eficiente para afastar o preconceito e melhorar (muito) a auto-estima de crianças e jovens com deficiência. Pelo esforço de aprender, mas também pela qualidade da música que produzem, eles têm chamado a atenção do público, que retribui com aplausos e pedidos de bis. Há grupos musicais formados por deficientes em várias cidades do país e eles se apresentam em teatros, programas de televisão, hospitais e escolas. "Hoje recebemos elogios pela qualidade musical da nossa banda e não mais pelo espanto de conseguirmos tocar", comemora a coordenadora do Grupo Surdodum, a fonoaudióloga Ana Lúcia Soares, do Centro Integrado de Ensino Especial, em Brasília.

É na batida dos tambores que o Surdodum mostra a sua música desde 1995. O grupo de percussão possui vinte componentes surdos de 15 a 27 anos, sendo três meninas nos vocais e quatro não-deficientes na parte instrumental. Nas aulas, os alunos aprendem ritmo com um trabalho corporal. Eles andam, dançam e sentem as batidas da palma, dos pés e até do coração. Também aprendem a vibração do som que produzem tocando as paredes e o chão. Por último, começam a tocar os instrumentos com a imitação das batidas. O canto do surdo é como um "samba de uma nota só" porque ele fala num único tom de voz. Não há agudo nem grave. E por não ter retorno auditivo, ele segue as orientações visuais da professora. "Quando quero que cantem com um tom agudo levanto a mão para cima e quando quero grave, abaixo", conta Ana. Ela faz arranjos nas músicas de acordo com a voz de cada integrante do vocal e mostra a letra escrita, que eles reproduzem na linguagem dos sinais. Trabalhando a respiração e a dicção, cantar melhora a voz e diminui a nasalidade, muito comum nos surdos. O repertório com mais de vinte canções, basicamente MPB, já foi tocado em mais de 300 apresentações no país. O grupo já tem um CD demonstração gravado, com o nome de Na batida do silêncio.

Mãos no lugar de vozes
Há quem cante com as mãos. Em Goiânia, há dois "corais" com deficientes auditivos. No Sinfonia das Mãos, formado por dezoito integrantes da Escola Estadual Especial Maria Lusia de Oliveira, os deficientes apresentam as músicas na linguagem dos sinais, dramatizando as letras com o som de um CD ao fundo. O sucesso do projeto deu origem a outro grupo, o Vozes de Anjo, com 24 componentes da Casa do Silêncio, instituição para deficientes auditivos. Os conjuntos possuem integrantes de 7 a 20 anos. "Utilizar a língua dos sinais para cantar e não a voz é um respeito à cultura deles e não uma imposição para que sejam ouvintes, como a grande maioria da platéia que os assiste", defende a regente Gessilma Dias dos Santos. O repertório é formado de MPB e músicas regionais.
Tocar um instrumento sem enxergá-lo e sem partitura é o que faz há quatro anos o grupo de percussão Segue-o-ritmo, da escola estadual anexa ao Instituto de Cegos do Brasil Central, na cidade mineira de Uberaba. Com trinta componentes cegos ou com baixa visão, de 6 a 50 anos, eles dão um show de ritmo. Os alunos aprendem a tocar pela audição e são comandados por apito. Quatro deles cantam. "Em cada instrumento faço uma seqüência de batidas e o aluno repete", explica o professor de música Mário Jaime Costa Andrade, o Majaca.

Som no sertão
A música também ajuda na socialização dos deficientes. Em 1996, no sertão sergipano, em Nossa Senhora da Glória, a 117 km de Aracaju, surgiu a Banda Luz do Sol, que hoje tem quinze integrantes, crianças, jovens e adultos com deficiência mental e distúrbio de comportamento. O projeto foi criado como forma de estender o tratamento do ambulatório de saúde mental da região. "Os integrantes da banda encontraram uma forma de se comunicar melhor e alguns uma maneira de canalizar a agressividade", diz a musicoterapeuta Sony Regina Petris. Em alguns grupos, todos têm lugar garantido, mesmo que desafinem. O Coral Todas as Vozes, da Escola Parque, da Secretaria de Educação do Distrito Federal, conta com 360 integrantes de 10 a 50 anos, 25 deles com deficiência. O coral surgiu em 1998, quando o professor de educação musical Eduardo Sena resolveu reunir numa única apresentação coristas com deficiência e sem deficiência de todas as classes sociais. "Quis mostrar à humanidade como ela é: diversa", diz Sena. Hoje o grupo faz muito mais. "Não é só cantar. Os alunos criam músicas, arrecadam roupas, brinquedos e comida e distribuem nas instituições em que se apresentam", completa o professor. O coral deu tão certo que Sena decidiu montar a organização não-governamental Todas as Vozes. Já está ensaiando para gravar um CD, mas ainda precisa de apoio para realizar o sonho de manter unidas todas as vozes. 
(globo.com - crescer)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

ROCK BRASÍLIA - Documentário


Com estréia programada nos cinemas brasileiros para 21 de outubro de 2011, o documentário Rock Brasília - Era de Ouro tem sua trilha sonora editada em CD pela EMI Music - gravadora que abriga toda a discografia da maior banda da região, a Legião Urbana (1982 - 1996), e a parte mais expressiva da obra fonográfica da Plebe Rude. Nas lojas ainda neste mês de outubro, o CD Rock Brasília - Era de Ouro alinha em 17 faixas gravações dos grupos: Capital Inicial (Música Urbana e Psicopata), Plebe Rude (Proteção e Até Quando Esperar?) e Legião Urbana (Que País É Este? e Geração Coca-Cola). Numa licença geográfica, o CD com a trilha sonora do filme de Vladimir Carvalho, inclui Vital e sua Moto, fonograma dos Paralamas do Sucesso, trio que, embora seja de origem carioca, tinha conexões com a cena roqueira surgida em Brasília (DF) na primeira metade dos anos 80. O filme está em cartaz no Festival do Rio.

"Rock Brasília" soma horas de entrevistas a gravações (ou filmagens) antigas, que Carvalho já havia feito, ou comandado, como professor na UnB. Ele exortava seus alunos a pegarem a câmera paras documentar a cidade. Esse material precioso foi resgatado e montado de forma dar um testemunho. Quem foram os jovens que fizeram o rock brasiliense? Qual o seu legado? Eles vieram da classe média, filhos de funcionários, professores, diplomatas. Formaram suas bandas nos prédios das superquadras. E, de repente, à sombra do poder, nos anos de chumbo e da abertura política, estavam refletindo sobre o mundo que os cercava. O cinema não precisa ser, necessariamente, emocionante. E emocionar-se também não significa se alienar. São as lições de "Rock Brasília". Os jovens de 20/30 anos atrás voltam-se sobre o próprio passado, os pais de alguns somam suas vozes para contar as histórias de repressão.

Momentos permanecem - o quebra-quebra no show do Legião Urbana no Estádio Mané Garrincha, em junho de 1988; e o grande show do Capital Inicial, na Esplanada dos Ministérios, em 2008, quando Dinho levantou o público cantando o refrão de Renato Russo "Que País É Esse?". "Rock Brasília" é, por assim dizer, geracional. Vladimir Carvalho colocou na tela a voz de sua geração. Ao fazê-lo, dialoga com o público atual. Em Paulínia, Brasília e no Festival do Rio, as sessões de seu filme foram lindas. A expectativa é de que seja, também, nesta nova fase que se abre com o lançamento nas salas.

ROCK BRASÍLIA -

Direção: Vladimir Carvalho.Gênero: Documentário (Brasil/2011, 111 minutos). Censura: 12 anos . 
 
(fonte: Tribuna do Norte/blognotasmusicais)